terça-feira, 3 de julho de 2012

7º Capitulo - “La chica es muy guapa.”

 
Rodrigo

Estava a entrar no Estádio da Luz com o Nico, o Javi e o Luisão quando vejo a Madalena a sair dele. Assim que vi ela fui correndo ter com ela. Falei um pouco com ela e ainda perguntei se a Tânia também tinha ido com ela a tal entrevista mas como vi ela estava sozinha e indo embora sozinha. Admito que fiquei um pouco triste porque pensei que podia voltar a ver ela mas não. Acho que perdi todas as minhas esperanças de ver ela de novo.
Estava olhando para o nada quando o Luisão me dá um estalo na nuca.
Luisão – Cê estava olhando para onde?
Rodrigo – P’ra lado nenhum.
Luisão – Tá bom. Vou fingir que acreditei tá. Mas quem era a garota?
Rodrigo – A garota é uma amiga.
Javi – La chica es muy guapa.
Nico – Pero el estaba mirando otra chica.
Luisão – Pois era. Uma garota chamada de Tânia .
Javi – ¿Quién es ella?
Luisão – A próxima garota do Rodrigo.
Nico – Aí el amor es tan guapo.
Rodrigo –Não zoem comigo, não. Vamo é para o treino.
Não disseram mais nada pois se aperceberam que eu não tinha gostado nem um pouquinho da conversa. Mas a verdade era essa aquela garota mexeu demasiado comigo. Me vesti para o treino e passei o treino todo no mundo da lua e por causa disso fiquei um pouco mais que os meus colegas, fazendo unas corridinhas de castigo por ter andado distraído. Assim que acabei, fui para o balneário e aí tomei um duche, me vesti. Sentei-me um pouco no banco pensando nela. Estava nos meus pensamentos quando sou interrompido pelo meu telemóvel.
Rodrigo – Âlo?!
Bruno – Estamo todos á sua espera para jantar se despacha sim.
Rodrigo – Não me tá apetecendo, não. Acho que vou deixar para outra altura.
Bruno – Não se corta, vai. Vem se distrair um pouco. Todo o mundo viu que cê estava no mundo da lua.
Luisão – Não estava no mundo da lua, não. Estava no mundo da Tânia. – Ouvi o Luisão falar no outro.
Bruno – Eles também já sabem sobre a Tânia?
Rodrigo - Sabem. Hoje falei a Madalena, aquela garota que te falei que estava acompanhando ela e perguntei por ela e eles ouviram. Desde daí estão zoando com a minha cara.
Bruno – Deixa eles p’ra lá. São uma cambada de babacas. Mas cê vem ou não?
Rodrigo – Hoje não.
Bruno – Ok. Cê é que sabe. Nos vemos amanhã.
Desliguei o telemóvel, não sei porquê mas fiquei sem vontade nenhuma ir ao jantar. Assim fui p’ra casa e ai comi uma sandes de queijo e fiambre e me sentei no sofá ver um pouco de televisão. Não estava conseguido parar de pensar nela, no seu sorriso puro e genuíno. E foi pensado nela que eu adormeci.


Tânia

Cheguei a casa estafada, só me apetecia ir directa para a cama mas para fazer a vontade á minha mãe jantei e de seguida fui logo para o meu quarto, onde vesti o pijama e deitei-me deixando-me logo de adormecer.
Acordei cheia de energia, á muito que não dormia tão bem. Levantei-me, fui directa á casa de banho, lá tomei banho, vesti-me e penteei-me.
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Depois de estar preparada, fui para a cozinha tomar o pequeno-almoço.
Catarina – Bom dia, linda. – Disse enquanto me dava um beijo na testa.
Tânia – Bom dia!
Catarina – Então como é que correu a entrevista?
Tânia – Correu bem.
Catarina - E estás confiante que vais ficar com o trabalho?
Tânia – Nem por isso!
Catarina – Mas tu disseste que te correu bem.
Tânia – Sim mas havia pessoas mais velhas.
Catarina – E?
Tânia – E significa que mais experiência no ramo.
Catarina – Oh! Isso não quer dizer nada. Estou confiante que vais ficar com o trabalho.
Tânia – Pronto, ok. Mas olha, tenho que ir embora.
Saí de casa e fui directa para a escola. Já perto da escola fui ao quiosque do costume comprar um maço de tabaco. Como sempre sentei-me e fumei o meu cigarro acompanhada pelos meus colegas. Desta vez o Flávio nem se aproximou coisa que agradeci pois não tinha pachorra para o aturar. Olhei para o relógio e este marcava 8:00. Depois olhei para todo o lado a ver se via a Madalena mas achei estranho ela hoje estava atrasada coisa que nunca aconteceu desde que a conheço. Como não a vi fui andando para dentro da escola e fui em direcção ao ginásio. Equipei-me mais as minhas colegas e apanhei o cabelo e de seguida fomos para a aula e a Madalena se chegar. Estava a ficar preocupada. Não era normal. No princípio o stor mandou-nos correr durante 10 minutos. Fizemos a corrida e começamos a jogar futebol. Pouco tempo aparece a Madalena e eu como estava a jogar não pude ir ter com ela mas assim que o stor me substituiu fui logo ter com ela.
Tânia – Madalena, o que é que se passou? – Assim que olhei para ela vi que tinha os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar.
Madalena – Falamos lá fora, depois da aula. – Disse entre soluços.
Definitivamente ela não estava bem e eu estava cada vez mais preocupada por vê-la naquele estado. Passaram os 45 min que faltavam para tocar. Assim que tocou corri para o balneário e tomei um duche e vesti-me enquanto a Madalena explicava o atraso ao stor.
Quando saí vi que ela ainda falava com o stor e esperei um pouco. Quando acabou veio ter comigo e fomos para um canto mais discreto para que ela me pudesse contar. Chegamos lá ela abraçou-me.
Tânia – O que é que se passa?
Madalena – Os meus pais vão-se divorciar.
Tânia – Calma. Também não é o fim do mundo.
Madalena – Isso dizes tu.
Tânia – Não te esqueças que os meus pais também estão divorciados.
Madalena – Eu sei mas custa tanto. Ainda por cima o meu irmão só tem 6 meses.
Tânia – Mas tens de ser forte por ele e por ti. Não te podes deixar ir abaixo por um mal que aconteceu. Olha que Deus não dorme agora aconteceu-te isto de mal para a próxima pode ser que aconteça um coisa boa.
Madalena - Tens razão. – Disse enquanto limpava as lágrimas e fazia um sorriso forçado.
Tânia – Se quiseres esta noite podes vir dormir a minha casa.
Madalena – Posso? Não vai haver problema?
Tânia – Claro que não.
Madalena – E a tua mãe e a tua irmã?
Tânia - Até parece que elas se vão importar. Sabes que têm sempre a porta aberta para ti.
Madalena – Ok. Vou aceitar.
Tânia – Ao fim das aulas passamos por tua casa e vamos buscar as tuas roupas. Ou preferes que te empreste roupa?
Madalena – Que me emprestes roupa.
Tânia – Ok. Eu depois eu ligo aos teus pais a avisar que vais ficar em minha casa a dormir.
Madalena – Obrigada. Mas agora vamos para a aula que já tocou.

domingo, 24 de junho de 2012

6º Capitulo – “E vieste sozinha?”


Flávio


E no momento em que nos íamos beijar, ela mandou-me com o fumo do cigarro para a cara e afastou-se indo embora. Como ela sabe que odeio sentir aquele cheiro a tabaco perto de mim e ela jogou isso a seu favor. Apenas sorri com o sucedido e fui ter com o meu amigo (Ruben) que tinha assistido a tudo.
Ruben – Bem, a miúda está-te a dar cabo da cabeça.
Flávio – Podes crer. Está-se a fazer difícil como tudo.
Ruben - Quero ver como é que a vais reconquistar.
Flávio – Não sei como mas ela vai voltar a ser minha. Custe o que custar.
Ruben – Pois mas ao que parece não vai ser fácil. É que fizeste merda da grande. É que não te contentas em traí-la como ainda foste para um sítio que era muito provável que ela aparecesse lá, o que acabou por acontecer.
Flávio – Escusas é de estar sempre a relembrar o que fiz. Eu sei que errei agora só tenho que arrecadar com as consequências.
Ruben – Tu gostas mesmo dela, não gostas?
Flávio – Gosto e muito. Namorávamos desde do 9º ano é normal que a ame assim tanto. E é pena que naquela noite tenha acontecido o que aconteceu. E se o arrependimento matasse, acredita que já estava aqui estendido.
Ruben – Meu, tens de esquece-la. Ela está a deixar tudo bem claro que não quer ter mais nada a ver contigo.
Flávio – Isso dizes tu. Sabes lá o que é que ela pensa.
Ruben – Não te vou dizer mais nada. Fica lá numa de te iludires que depois eu cá estou para te apoiar.
Flávio - Pois fico. Acredito que as minhas ilusões podem estar certas.
Ruben – Dizeres isso ou dizeres que acreditas no Pai Natal é praticamente a mesma coisa.
Flávio – Fica lá com a tua que eu fico com a minha.
Não falamos mais sobre ela pois chegaram mais amigos nossos.




Tânia
Depois do sucedido, dirigi-me para dentro da escola. Mandei uma mensagem é Madalena a avisá-la onde estava. Pouco tempo depois ela apareceu.
Madalena – Posso saber o motivo de estares aqui e não lá fora? Está lá a turma toda.
Tânia – Por lá estar fora a turma é que não vou.
Madalena – Mas o que é que te está a dar agora?! Sempre te deste bem com o resto da turma e dá-te esta pancada.
Tânia – Epá não fales do que não sabes, ok? Pergunta primeiro e critica depois.
Madalena – Já percebi. O que é que se passou com Flávio?
Tânia – A mesma treta de sempre. Quase nos beijamos.
Madalena – Espera lá. Mas desta vez resististe?
Tânia – Yap! Não vou deixar que ele volte a brincar comigo.
Madalena - Mas o que é que fizeste para lhe conseguires resistir?
Tânia – Mandei-lhe com o fumo do cigarro para a cara.
Madalena – Uauu! És mesmo má. – Disse-me numa forma irónica.
Tânia – Diz que sim. Mas sabes não vou deixar de estar ao pé dos meus amigo, só por causa daquele traste.
Madalena – Assim é que é. Vamos então?
Tânia – vamos.
Dirigimo-nos para a entrada onde estavam todos, cumprimentei-os a todos. Estivemos a falar até que toco. Então dirigimo-nos para a aula. Estava atenta á aula mas de vez em quando não resistia e olhava para o Flávio e quando olhava para ele por ironia do destino ele estava a olhar-me. Sempre que os nossos olhares se cruzavam via o seu sorriso, que lhe é tão característico, crescer. Parecia uma criança que quando lhe davam um doce sorria até mais não. Mas tenho de dizer sempre achei aquele sorriso perfeito, nunca tinha visto um sorriso assim tão perfeito como o dele. Mas de repente veio-me ao pensamento o Rodrigo. Mas que raio por que carga de agua é que me lembrei dele agora? Estava tão distraída que nem me apercebi que o stor me tinha chamado.
Professor – Então menina Tânia sabe responder á pergunta?
Tânia – Desculpe stor estava distraída portanto não ouvi a pergunta.
Professor – Bem me parecia. Veja se para a próxima está mais atenta. Continuando.
Pouco tempo depois tocou e fomos para o intervalo.
Madalena – Estava a pensar em quê?
Tânia – Eu, nada.
Madalena – Sim e eu sou o Pai Natal vestido de azul. Diz lá.
Tânia – Estava a pensar que tu ainda não me disseste a que horas, era a entrevista.
Madalena – Ta bem vou fingir que acredito. Mas quanto á entrevista é as 16h. Vamos as duas juntas né?
Tânia – Sim. Vamos mas é para a aula que já tocou.
Fomos então para a aula e esta juntamente com a que veio a seguir passaram bastante rápido. Fomos até ao quiosque se havia á frente da escola e pedimos o nosso almoço, depois de termos o almoço nas mãos sentamo-nos a comer.
Madalena – Estás ansiosa?
Tânia – Bastante.
Madalena – Sabes o que seria muito fixe?
Tânia – O quê?
Madalena – Ficarmos as duas com o emprego.
Tânia – Isso seria bastante bom.
Madalena – Mas sabes o que seria realmente fixe?
Tânia – Ficarmos as duas no mesmo sítio do estádio?
Madalena – Também. Mas também voltarmos a ver o Rodrigo.
Tânia – Só podes estar a gozar comigo. Não o quero ver nem pintado.
Madalena – Isso dizes tu. Pois quando o vires até caís para o lado.
Tânia – Sim, claro. – Disse numa forma irónica. – Ele que nem se atreva a dirigir-me a palavra quando me vir.
Madalena – Aposto contigo que ele vai-te falar.
Tânia – Aposto contigo que não.
Madalena – Ok. Está apostado. 10 euros.
Tânia – Ok. 10 euros. – Selámos a nossa aposta com um apertar de mãos.
Madalena – Vamos indo.
Tânia – Mas ainda são 14h.
Madalena – Sim, eu sei. Mas ainda quero ir dar um volta pelo Colombo.
Tânia – Vamos então.
Apanhamos o metro e fomos sempre na conversa. Por incrível que parece por mais que passemos o tempo sempre juntas, temos sempre tema de conversa. Mas confesso que algumas vezes o tema de conversa é bastante estúpido.
Estivemos no Colombo até 15:45 e fomos até ao Estádio da Luz para a nossa entrevista. Chegamos lá e pediram-nos para esperar numa sala. Quando lá entramos vimos que estavam bastantes pessoas e pareciam muito mais velhas que nós, ou seja, tinham mais experiencia. Foram chamando as pessoas até que restavam três pessoas. Era eu, a Madalena e outro rapaz. Chegou a minha vez, eu estava bastante nervosa e então quando entrei para a sala, ainda fiquei mais pois tinha o Rui Costa e o presidente Luís Felipe Vieira á minha frente.
Rui Costa – Senta-te. Bem és de longe a pessoa mais nova que recebemos aqui.
Luís Felipe Vieira – Vamos começar então. Primeiro de tudo preciso de saber o teu nome, a tua idade e o que fazias antes ou ainda fazes.
Tânia – Então, sou a Tânia, tenho 17 anos e ainda estudo.
Rui Costa – Então estás em que ano e que curso.
Tânia – Estou no 12ºano em Línguas e Humanidades.
Rui Costa –Que profissão gostavas de ter?
Tânia – Estou a estudar para ser Magistrada.
Rui Costa – Muito bem. O que desejas fazer com o dinheiro que vais receber se fores aceite?
Tânia – Provavelmente vou guarda-lo para quando for para a faculdade a poder pagar.
Rui Costa – És muito ambiciosa?
Tânia – Pode-se dizer que sim.
Rui Costa – Gostas de desporto?
Tânia – Se está a referir ao futebol, não posso dizer que sou apaixonada por esse desporto mas gosto de ver.
Rui Costa – Então qual é o seu desporto de eleição?
Tânia – O meu desporto de eleição é o surf.
Rui Costa – Praticas?
Tânia –Sim.
Rui Costa – E desde quando?
Tânia – Desde dos treze. Foi quando me mudei para cá.
Rui Costa – Consideras-te uma pessoa responsável?
Tânia – Sim. Mas como todos os adolescentes tenho os meus momentos de irresponsabilidade. Mas fique descansado que se eu ficar com o emprego não vou faltar.
Rui Costa – Muito bem. Não sei se o Luís Felipe quer fazer alguma pergunta.
Luís Felipe Vieira – Acho que já perguntou tudo. Muito obrigado por ter vindo. Iremos contacta-la para a informar se ficou com o trabalho.
Sai da sala e fui para ao pé da Madalena que estava á minha espera visto que ela tinha sido entrevistada antes de mim.
Madalena – Então como correu?
Tânia – Bem. E a ti?
Madalena – Também.
Íamos a caminhar em direcção á saída quando de repente aparece o Rodrigo á nossa frente. Só tive tempo de me esconder. Nem disse nada á Madalena.




Madalena
Estava a caminhar com a Tânia em direcção á saída quando nos aparece o Rodrigo á frente. Estava ele com mais alguns dos seus colegas de equipa.
Rodrigo – Madalena?!
Madalena – Olá!
Rodrigo – Que fazes aqui?
Madalena – Vim para uma entrevista.
Rodrigo – E vieste sozinha?
Madalena – Não. – Virei-me para trás e reparo que a Tânia não está atrás de mim. – Quer dizer vim sozinha, dá bem para ver.
Rodrigo – Sim dá. Mas pensei que a Tânia vinha contigo.
Madalena – Não. Como podes ver sou só eu.
Rodrigo – Pois. Eu tenho de ir. Mas espero que fiques com o trabalho.
Madalena – Obrigado.
Assim que se afastou, voltei para trás para ver da Tânia. Quando a vi juntei-me a ela.
Madalena - Estás aqui.
Tânia – Não dá para ver que sou eu.
Madalena – Porque é que te escondes-te?
Tânia – Eu esconder-me?! Não me parece.
Madalena – Esconderes-te sim. E eu sei bem o porquê.
Tânia – Olha tá bem. Vamos embora?
Madalena – Vamos.
Tânia – Vamos de metro ou de autocarro?
Madalena – De metro. Sabes, ele perguntou por ti.
Tânia – E o que é que eu tenho a ver com isso?
Madalena – Nada. Só te disse mais nada.
Tânia – Ok. Vamos.

domingo, 10 de junho de 2012

5º Capitulo – “Os seus olhos…”




Tânia


Depois de tudo o que se passou naquele dia, só queria ir para casa e ir dormir, coisa que praticamente foi impossível pois a minha mãe obrigou-me a jantar. Apesar da fome não ser muita, ainda comi um pouco, só mesmo para satisfazer a minha mãe. Assim que acabei de comer fui logo para o quarto. Estava sem paciência nenhuma, como é que aquele jogadorzeco me deixou sem paciência? Fogo, que nervos. Mas ainda bem que nunca mais o vou voltar a ver. Foi quando estava distraída nos meus pensamentos que a minha irmã veio bater à porta.
Catarina – Posso?
Tânia – Claro. O que é que se passa?
Catarina – Isso pergunto eu. O que é que se passa contigo?
Tânia – Nada.
Catarina – Nada, não. Quer dizer a mãe faz Bacalhau com Natas, que é o teu comer favorito e tu não comes quase nada.
Tânia – Eu não tinha fome.
Catarina – Sim, logo tu que comes de cinco em cinco minutos.
Tânia – Eishhh, que exagero.
Catarina – Exagero nada. Diz lá o que se passa.
Tânia – Uns problemas. Mas nada que já não se tenha resolvido.
Catarina – Tem a ver com o Flávio?
Tânia – Porquê é que todos os meus problemas têm de envolver o Flávio?
Catarina – Não têm. Só perguntei porque sempre que estás assim tem a ver com ele.
Tânia – Pois mas desta vez não tem por isso se faz favor não toques no nome dele.
Catarina – Pronto já percebi que não queres falar mais portanto vou me embora.
Tânia – Não, espera.
Catarina – Que foi?
Tânia – Tenho uma novidade.
Catarina – Vá desembucha.
Tânia – Arranjei, quer dizer a Madalena arranjou uma entrevista para um part-time no Estádio da Luz.
Catarina – A sério!? E é quando a entrevista?
Tânia – Amanhã.
Catarina – Então boa sorte.
Tânia – Obrigada.
Catarina – Vou ter com a mãe.
Tânia – Ok. E olha conta-lhe de entrevista.
Catarina – Está descansada que conto.
Assim que falou saiu e eu fui arrumar a mochila para o dia seguinte e escolher a roupa que iria usar amanhã. Depois de arrumar a mochila e escolher a roupa, fui escolher as botas que iria levar e quando me abaixei para tiraras botas, reparei numa caixa que estava debaixo da cama. Tirei-a e sentei-me na cama com ela a meu colo, abri-a e as recordações que estavam naquela caixa acertaram em mim que nem uma flecha. Percorri aquelas fotos com um sorriso, até que vi um envelope e abri-o, saltou logo á vista fotos do Flávio. Fotos estas que tiramos quando ainda namorávamos e fotos que eu lhe tirava por simplesmente me apetecia. Fui vendo todas as fotos até que uma me faz olhar para ela ainda com mais atenção.
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Esta foto sempre me deixou com um sorriso na cara e desta vez não foi exceção. Lembrei-me daquele dia como se tivesse sido ontem. Apanhei-o completamente distraído mas era assim que ele ficava mais lindo. Aquele sorriso que deixa qualquer uma a babar-se pelos cantos, os seus olhos… Aí Tânia para de pensar nele.
Voltei a pôr as fotos na caixa e arrecadei-a outra vez debaixo da cama. Só quero pôr este capítulo da minha vida para trás das costas.
Deitei-me e adormeci no instante. Ainda acordei algumas vezes durante a noite mas nada que não desse para voltar a adormecer.
Acordei antes do despertador e então fui tomar um banho longo visto que ainda pensava nas fotos de ontem. Vesti-me o melhor que pude para estar apresentável para a entrevista e como estava um pouco frio a roupa que vestia era um pouco quente.
clip_image004Tomei o pequeno-almoço e dirigi-me para a escola. Assim que cheguei, olhei para o relógio e este marcava 7:40min, ainda faltava 35 minutos para tocar, então da mala tirei o maço dos cigarros e agarrei num cigarro e acendi-o. Estava muito bem a fumar quando o Flávio apareceu juntamente com um amigo. Assim que me viu, deixou o amigo e veio ter comigo.
Flávio – Deve ter caído um santo do altar. – Falou-me com o seu sorriso que lhe é tão característico.
Tânia – Porquê? – Falei-lhe com um tom de desprezo.
Flávio – Estares aqui tão cedo, sem a Madalena é de admirar.
Tânia – E tu o que é que tens a ver com isso?
Flávio – Calma boneca.
Tânia – Calma, nada. O que é que queres?
Flávio – Só te vim fazer companhia.
Tânia – Não preciso da tua companhia.
Dito isto levantei-me, não estava para o aturar mas ele impediu-me agarrando-me no braço. Ficamos com as caras bastante próximas, estava a reunir todas as forças mas cada vez mais as nossas caras estavam próximas e…

sábado, 2 de junho de 2012

4º Capítulo – “ Ui! Que estou cheio de medo!”


Madalena


         Madalena : Tu não és jogador do Benfica?
Desconhecido – Sim, sou o …
Madalena – Rodrigo, nós sabemos.
Rodrigo – Pois parece que sou muito conhecido.
Madalena – Até parece que não estás habituado a seres reconhecido.
Rodrigo – Por acaso nunca me habituei. Mas ainda não sei os vossos nomes.
Madalena – Pois! Eu sou a Madalena e ela a Tânia.
Estava tão distraída a falar com o Rodrigo que nem reparei o que é que a Tânia estava a fazer e quando reparei ela estava a olhar fixamente para o Flávio. Mas porque é que ela ainda se interessa por ele e olha para ele quando está um rapaz destes a falar connosco. Reparei que ela ia acender um cigarro e ia repreende-la mas o Rodrigo apressou-se a faze-lo.
Rodrigo – Sabes o mal que isso te faz?
Tânia – Sei.
Rodrigo – Então porque é que fumas?
Tânia – Olha lá, mas eu conheço-te de algum lado para me estares a repreender. Vê se vais fazer o que sabes fazer de melhor e não me chateies os miolos.
Rodrigo – Não é preciso responderes assim. Eu só estava a alertar-te.
Tânia – Eu em casa tenho uma pessoa a quem eu chamo mãe, se ela não me chateia com isso não vais ser um jogadorzeco que o vai fazer. Porque alias à muitos jogadores que fumam.
Rodrigo – Diz-me um.
Tânia – Aquele do Manchester City.
Rodrigo – Quem?
Tânia – É um preto italiano.
Rodrigo – Não sei quem é. – Ele estava numa de a provocar ainda mais e eu estava a adorar de ver eles a picarem-se um ao outro. Pus-me a pensar que eles dariam um bom casal.
Tânia – Sabes sim, não queres é dizer.
Rodrigo – Não sei não.
Tânia – Sabes sim portanto diz senão.
Rodrigo –  Senão o que, vais bater-me é?
Tânia – Se for preciso vou.
Rodrigo – Então força. Já sofri pior, não vai ser um estalo que vou me queixar.
Tânia – Não te vou mandar estalo nenhum. Queimo-te com o cigarro.
Rodrigo – Ui! Que estou cheio de medo!
Tânia – Já alguma vez te disseram que és bastante irritante.
Rodrigo – Por acaso não. És a primeira.
Tânia – Eles devem ter uma paciência de um santo.
Rodrigo – Diz que sim. E então a Madalena tem a paciência de mil santos para te aturar. Sim porque só um não chega com certeza.
Tânia – Sabes uma coisa adeus. Não estou para te aturar.
Rodrigo – Adeus. Manda cumprimentos à família.
Ela nem respondeu, provavelmente ficou sem resposta o que é muito raro visto que ela tem sempre a resposta na ponta de língua.
Madalena – Acho que mereces um prémio.
Rodrigo – Porquê?
Madalena – Porque com a última frase deixaste-a sem resposta e acredita ela tem sempre resposta.
Rodrigo – Ah ok. Mas ela não parecia estar muito bem.
Madalena – Ela acabou com o namorado no início do Verão e não se viam desde então. E agora voltaram se a ver e beijaram-se e está naquela se gosta ou não gosta dele. Aquelas tretas todas que dá cabo da cabeça a uma pessoa.
Rodrigo – Mas o que é que ele lhe fez?
Madalena – Traiu-a e ela apanhou-o. Mas não foi a primeira vez. Já a traiu p’ra aí três vezes.
Rodrigo – A sério? Mas será que ela não abre os olhos e vê o que tem em frente dela é uma pessoa completamente otária.
Madalena – Pois mas ela é muito ingénua.
Rodrigo – Não me pareceu isso.
Madalena – Mas é, acredita. Mas tenho de ir embora que já tocou para a entrada.
Rodrigo – Ok. Adeus então. Gostei de vos conhecer.
Madalena – Eu também.
Despedimo-nos com um beijinho na cara e fui para a aula. Lá encontrei a Tânia e só de me lembrar do episódio de à pouco só me dava vontade de rir mas ainda assim controlei-me. Sentei-me ao lado dela e o professor deu inicio à aula. Ao fim de algum tempo o stor mandou-nos fazer trabalhos em grupo com o colega de carteira e assim aproveitei para falar com ela do que se tinha passado.
Madalena – Ainda estás chateada?
Tânia – Eu não estou chateada.
Madalena – Estás sim.
Tânia – Não estou não. Estou irritada é isso que estou.
Madalena – Porquê?
Tânia – Porquê?! Ainda perguntas?
Madalena – Estás assim porque não aguentas-te o facto de ele te responder sempre à letra?
Tânia – Não é isso. É o facto de ele se meter na minha vida enquanto eu não o conheço de lado nenhum.
Madalena – Mas tu conhecia-lo, ele é que não te conhecia. E aliás ele estava a fazer aquilo para te provocar.
Tânia – Isso sabia eu.
Madalena – Ele também estava todo de sorrisinhos para ti, tu é que não viste e continuavam-se a provocar.
Tânia – Olha vamos fazer mas é os exercícios.
Madalena – Sim, agora desvia a conversa.
Não falamos mais no assunto pois sabia que se tocasse mais no assunto ela passava-se comigo.


Rodrigo

Depois daquele episódio com a Tânia dirigi-me para o Marquês de Pombal pelo caminho que elas me tinham indicado. Ainda fui abordado algumas vezes mas pouco tempo depois lá cheguei ao sítio, onde já todos me esperavam.
Nelson Oliveira – Fogo estava a ver que não.
Witsel – Mesmo a sério. Ficaste a dormir foi?
Rodrigo – Calma. Perdi-me e tive de pedir indicações, só isso.
 Aimar – Isso explica tudo mas agora vamos que já estamos atrasados.
Fomos então todos para o treino que nesse dia era no Estádio da Luz e era aberto aos adeptos.
O treino até correu relativamente bem. Fui para casa e almocei. Como ia passar a tarde sem fazer nenhum decidi ligar ao Bruno (César) para vir jogar PES, lógico que ele concordou logo e pouco tempo já cá estava em casa.
Tivemos grande parte a jogar mas deu-nos a fome e fomos lanchar.
Bruno – Ouve lá, o que é que se passa contigo?
Rodrigo – Comigo, nada.
Bruno – Viraste mentiroso foi. Dá bem para ver que estás estranho.
Rodrigo – Já te disse que não se passa nada. Fogo, que chato.
Bruno – Isso envolve rapariga.
Rodrigo – Pronto, piraste de vez.
Bruno – Ahahaha! Então envolve mesmo. Quem é ela?
Rodrigo – Não é ninguém.
Bruno – É sim, meu. A tua cara não engana.
Rodrigo – Pronto. O que é que queres saber?
Bruno – Como é que ela se chama? É de onde? Onde a conheces-te e como? E talvez a idade.
Rodrigo – Chama-se Tânia, creio que é cá de Lisboa e conhecia ao pé do Liceu Camões. Foi a ela e a uma amiga dela que pedi indicações. Quanto à idade não faço a mínima quantos anos ela tem.
Bruno – Até sabes algumas coisinhas para quem a conheceu hoje.
Rodrigo -   Cala-te e come que é para irmos jogar.
Bruno – Sim. Ta bem.
Depois desta ligeira troca de palavras, continuamos a jogar até á hora de jantar. Aí ele foi-se embora pois tinha combinado umas coisas e fiquei sozinho. Jantei, vi um pouco de TV e depois fui para a cama visto que estava um pouco cansado.
Foi na cama que a Tânia me veio ao pensamento e sorri ao relembrar o que se tinha passado. Será que a voltarei a ver?




domingo, 27 de maio de 2012

3 Capítulo – Ainda gostas dele?


 Tânia

Deitei-me a pensar no Flávio, como ele ainda mexia um pouco comigo. Mas não quero dar-lhe outra oportunidade. A minha cabeça diz uma coisa, o meu coração diz outra. Precisava de desabafar com a Madalena portanto olhei para o relógio e vi que era bastante tarde e então já não lhe liguei. Acabei por adormecer com o pensamento nele.
Acordei muito bem disposta por sinal, não sei porque mas tinha a sensação o dia me iria correr bem. Tomei banho, vesti-me, tomei o pequeno-almoço e rumei á escola, visto que já estava um pouco atrasada.
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Cheguei é escola e a Madalena já lá estava á minha espera.
Madalena – Bom dia!
Tânia – Ena, tanta animação!
Madalena – Tenho uma novidade e tenho a certeza que vais adorar saber.
Tânia – Estás á espera do que para contares.
Madalena – Vês eu sabia que ias ficar muito curiosa.
Tânia – Vá, desembucha.
Madalena – Arranjei uma entrevista de um part-time para as duas.
Tânia – A sério?! E é onde? – Já estava bastante entusiasmada pois já há muito tempo que andava á procura mas com o país em crise tornou-se mais difícil.
Madalena – Prepara-te, vais te passar.
Tânia – Diz lá.
Madalena – É no Estádio da Luz .
Tânia – O quê? Estás a gozar só pode.
Madalena – Não estou a gozar nada.
Tânia – Que máximo. Mas espera é o mesmo trabalho para as duas?
Madalena – Infelizmente sim. Só uma de nós é que vai ficar com o trabalho. Se ficarmos né?
Tânia – Não gosto nada disso.
Madalena – Porquê?
Tânia – Porque queria que o meu primeiro trabalho, se for o primeiro, fosse ao mesmo tempo que o teu.
Madalena – Eu também queria mas não se pode fazer nada.
Com esta conversa já tínhamos chegado á porta da sala. Estavam todos á porta visto que a stora ainda não tinha chegado. Mal lá cheguei meus olhos focaram-se no Flávio e este por sua também fez o mesmo. Olhamo-nos por minutos. Vê-lo depois de ontem custava-me tanto. Por meros minutos imaginei-me a sentar-me no colo dele e beija-lo como fazíamos antes de termos terminado tudo. Ele aproximou-se de mim. Estava bastante próximo, o suficiente para sentir o seu toque que ainda tinha efeito em mim. Ele sorriu ao aperceber-se disso. Continuamos todos a conversar até que nos disseram que não iríamos ter aula, então puxei a Madalena e saímos dali. Quanto mais longe dele melhor.
Madalena – Onde vamos?
Tânia – Preciso de falar contigo.
Madalena – O que se passa?
Parei, respirei fundo.
Tânia – Eu e o Flávio beijamo-nos ontem.
Madalena – O quê? Como?
Tânia – Olha como é que se dá um beijo.
Madalena – Mas quando? Foi quando vieram para a rua?
Tânia – Não. Ele apareceu lá em casa.
Madalena – Teve a coragem depois do que te fez ir a tua casa? É preciso ter uma lata.
Tânia – Teve. Mas a culpa é minha.
Madalena – Tua? Agora não estou a perceber nada.
Tânia – Ele entrou pela janela do meu quarto.
Madalena – Mas porque é que fizeste isso?
Tânia – Sei lá. Dei por mim a pensar no tempo em que namorávamos e que ele subia a janela para estarmos juntos sem a minha mãe e a minha irmã saber.
Madalena – Posso fazer te uma pergunta? Mas responde-me com toda a tua sinceridade. Tu ainda gostas dele? – Aquela pergunta deixou-me sem qualquer resposta.
Será que ainda gosto dele? Não conseguia dar-lhe uma resposta em concreto. Não sabia o que dizer. Não saia nenhuma palavra da minha boca e para a Madalena esse silêncio significou uma coisa.
Madalena – Eu sabia. Esse teu silêncio diz tudo. Depois de tudo o que ele te fez ainda nutres sentimentos por ele.
Tânia – Não tenho culpa. A nossa separação ainda é recente. Tens de perceber que namorávamos desde do 9ºano. Perdemos a virgindade um com outro. Achas que se deixa de gostar assim de uma pessoa de um momento para o outro?
Madalena – Mesmo assim. O que ele te fez não se faz a ninguém.
Tânia – Pois não. Mas há muita gente que o faz portanto sou só mais uma que foi encornada.
Madalena – Meu deus, mesmo depois disso. És tão ingénua.
Tânia – Não é ser ingénua ou deixar de ser. Ele foi o meu primeiro namorado, a primeira pessoa que eu realmente gostei. Por mais que o queira esquecer não consigo.
Ficamos as duas em silêncio durante um longo período, o que eu agradeci mentalmente pois naquele momento precisava de por as ideias em ordem.
Não sei mesmo se ainda gostava dele ou se ele apenas mexia comigo mas uma coisa tinha a certeza que ele não me era indiferente. Estava perdida nos pensamentos quando a Madalena falou qualquer coisa que não percebi.
Tânia – Hã!?
Madalena – Ouviste o que eu disse?
Tânia – Não. Desculpa estava a pensar numa coisa.
Madalena – Vais ficar chateada comigo?
Tânia – Não. Sabes bem que eu não consigo ficar chateada contigo. Mas vamos mudar de assunto. Quando é que é a entrevista?
Madalena – Amanhã. – Disse enquanto acendia um cigarro. – Mas ainda não perdeste esse vício.
Tânia – Pelos vistos não.
Madalena – Irra. Sabes bem que isso te faz mal porque é que ainda continuas a fumar?
Tânia – Como tu própria disseste é um vício, logo não se consegue largar de um momento para o outro.
Continuamos a falar quando fomos interrompidas por uma voz desconhecida.
Desconhecido – Olá! Desculpem incomodar mas podem dizer como é que vou para o Marquês de Pombal? – Disse com um sotaque brasileiro.
Tânia – Desces toda aquela rua e já lá estás.
Desconhecido – Obrigado. – Virou-se para ir embora mas é impedido pela Madalena.
Madalena – Espera lá, tu não és o …

domingo, 20 de maio de 2012

2º Capítulo–Certeza que ela ainda me ama!


Tânia

E não podia acreditar no que via. O que é que ele estava aqui a fazer a esta hora á janela.
Flávio – Posso subir?
Tânia – Pra quê?
Flávio – Para falarmos. Deixamos a nossa conversa a meio. Agora posso subir?
Tânia – Sobe.
Enquanto ele escalava a vedação, relembrei os momentos em que namorávamos, quando ele subia a vedação só para podermos estar juntos sem ninguém saber.
Flashback

Ouvi alguém bater na janela e fui ver quem era. Fiquei completamente maravilhada quando o vi.
Tânia – O que é que estás aqui a fazer?
Flávio – Vim ver a minha namorada. Tinha saudades.
Tânia – Sobe.
Enquanto ele subia fui trancar a porta para não corrermos o risco de sermos apanhados pela minha mãe ou irmã. Mal me virei nem tive tempo de reagir, ele beijou-me levando as suas mãos á minha cintura e puxou-me para ele anulando totalmente o espaço entre nós.
Terminamos o beijo, ele sentou-se na cadeira, puxou-me e sentou-me no colo dele.
Tânia – Tinhas assim tantas saudades minhas?
Flávio – Tinha. Nem imaginas quantas.
Não disse mais nada pegou em mim tipo noiva e deitou-me na cama sobrepondo-se sobre mim. Não perdeu tempo e levou a sua mão é minha camisola e pediu se podia, afirmei que sim e pouco depois já estávamos a ser um do outro.

Acabei por sorrir com a recordação coisa que não lhe passou despercebido.
Flávio – Estás-te a rir do quê?
Tânia – De nada.
Flávio – Estás sim e aposto que sei.
Tânia - E se fosses direito ao assunto.
Flávio – Calma linda. – Disse fazendo-me uma festa na cara. – Mas já que estás assim com tanta pressa.
Aproximou a cara dela da minha e beijou-ma no momento não sei o que se passou mas correspondi ao beijo. Terminamos o beijo para recuperar o fôlego e logo a seguir dei-lhe um estalo o que fez com que ele se queixa-se.
Flávio - Então ?!
Tânia – Então, nada. Não tinhas nada de me beijar.
Flávio – Tu correspondes-te ao beijo, logo gostaste.
Tânia – Isso não quer dizer nada.
Flávio - Tens a certeza. Tu deves pensar que eu não sei o que pensavas á pouco.
Tânia – Vai-te embora e nunca mais te aproximes de mim.
Flávio – Não.
Tânia – Olha que grito!
Flávio – Ai gritas?! Estou para ver isso.
Virei-me de costas para ele e ia começar a gritar quando ele me tapou a boca e se encostou a mim. Como estava de costas senti o seu respirar no meu ombro e sussurrou ao meu ouvido.
Flávio – Pronto. Se é isso que queres vou-me embora. – Deu-me um beijo no canto da boca e foi-se embora.




Flávio
Cheguei ao pé dos meus colegas e a primeira que vejo é a Tânia. Fiquei estático ao olha-la. Desde que ela acabou tudo comigo no início nunca mais a vi. Está cada vez mais linda.
Vi-a cumprimentar os meus colegas e quando chegou a mim simplesmente ignorou-me. Entrou e sentou-se numa mesa e eu rapidamente fui-me sentar ao lado dela antes da Madalena.
Ignorou-me outra vez, queria tanto a sua atenção, queria que ela me sorrisse. Aquele sorriso perfeito que eu adora, que me deixa nas nuvens. Tinha que fazer qualquer coisa para a ter de volta.
Decidi então mandar-lhe um papel, coisa que ela se indignou a responder. Queria tanto que ela responde-se. Que me dissesse que também tinha saudades minhas e que tinha a mesma a mesma vontade ou mais de nos voltarmos a beijar.
Dei-lhe uma cotovelada ao de leve para me responder mas em vez disso revoltou-se comigo e fez com que toda a gente inclusive a stora olhassem para nós. Lógico que a stora não gostou nada da atitude dela e mandou-a para a rua e logo de seguida a mim. Saí da aula e não a vi. Procurei-a por toda a escola até que me lembrei que quando está nervosa ela vai fumar. Fui até ao jardim fora da escola e confirmei as minhas expectativas. Ela até a fumar é linda. Tanta vez que lhe disse para deixar de fumar mas ela nunca me deu ouvidos. Sentei-me ao pé dela e mal o fiz ela levantou-se mas impedi-a de ir embora. Olhou-me com desprezo para logo me perguntar o que queria.
Disse-lhe tudo o que sentia e que a queria de volta. Mas ela deixou-me bem claro que não queria ter mais nada a ver comigo e foi-se embora.
Passou o resto do dia a evitar-me. Estou decidido a reconquista-la. Quero tê-la só para mim.
Cheguei a casa a pensar nela. Mas porque é que eu lhe fiz isto. Porquê? Agora que não a tenho a meu lado é que percebo o quanto gosto dela. Quero-a de volta. É isso mesmo, quero-a de volta. Não vou desistir dela só porque ela quer. Tenho a certeza que ela ainda tem sentimentos por mim.
Fui até a casa dela, queria entrar, ir ter com ela mas faltava-me a coragem de bater naquela porta e enfrentar a mãe dela e a irmã depois do que lhe fiz. Toda a coragem que tinha foi-se embora e voltei para trás. Como é que eu iria falar com ela sem ter de tocar á campainha. Foi quando voltava para trás que me ocorreu fazer o que fazia quando namorava com ela atirar um pequena pedra á janela e subi-la. Foi o que fiz, ao principio ela foi rude comigo mas depois acabou por me deixar subir. Quis ir logo directo ao assunto e sem pensar beijei-a. Ao contrário do que pensei ela correspondeu ao beijo mas para logo a seguir me mandar um estala. Ainda discutimos um com o outro mas acabei por me vir embora.
Fui todo o caminho a sorrir apesar da nossa pequena conversa não ter sido a melhor, ao inicio quando a beijei e ela correspondeu a partir daí tive a certeza que ela ainda me ama. Foi com essa certeza que adormeci.

domingo, 13 de maio de 2012

1º Capítulo – Vê se descolas. Ok?


Tânia

            Acabaram as férias de Verão e começaram as aulas. Por muito gostar da escola, hoje não me apetecia nada acordar cedo mas como é habito sempre que as aulas começam a minha mãe não me deixa ficar na cama mais um pouco e não me deixa em paz enquanto não me levantar. Sendo assim levantei-me, tomei um duche, vesti-me e tomei o pequeno-almoço.






Olhei para o relógio e este marcava 7.15, nos últimos 3 meses não me lembro de me levantar tão cedo, por esta hora ainda estava no meu quinto sono. Apanhei o autocarro e ás oito já me encontrava na escola á espera da Madalena. Esta assim que me viu correu e abraçou-me com toda a sua força e só parou quando me queixei.
            Madalena – Já tinha tantas saudades tuas, meu amor.
            Tânia – Também eu.
            Madalena – Fogo que animação. – Disse-me num tom irónico.
            Tânia – Estou com sono. O que é que queres?
            Madalena – Também tenho e não estou assim.
            Tânia – Tá bem.
            Madalena – Mas espera, estás muito bonita hoje. É para alguém em especial?
            Tânia – Não. Não é para ninguém.
            Madalena – Ok. Mas vamos que já tocou.
            Fomos para a aula. Reencontramos os nossos amigos do ano passado e também encontrei aquela pessoa que não queria ver mesmo á minha frente, o Flávio.
            Simplesmente ignorei-o e sentei-me na mesa á espera que a Madalena ocupasse o lugar a meu lado mas por azar que se sentou ao meu lado foi o Flávio. Que descaramento depois do que me fez ainda tem a distinta lata de se sentar a meu lado. Que nervos! Ele é mesmo um parvo que só tem a mania.
            Estava concentrada na aula quando ele me manda um papel.
           
“ Tenho saudades tuas! Será que podes falar depois da aula?”

Não lhe respondi. É que sempre que o perdoo-o ele acaba por fazer sempre a mesmo coisa vê um rabo de saias e pronta lá estou eu, como se costuma dizer, com um par de cornos. Enfim é que nem me vou dar ao trabalho de pensar mais nele é que nem vale a pena. Continuei atenta á aula mas no momento ele mandou-me uma cotovelada e passei-me.
Tânia – Fonix, man. Ainda não percebeste que não quero ter mais nada a ver contigo. Vê se descolas. Ok? – Disse-lhe em voz alta. Lógico que começaram todos a olhar para nós com cara que não tinham percebido nada do que se estava a falar. A stora que não gostou da minha atitude mandou-me para a rua. Pegue nas minhas coisas e sai mas por mal dos meus pecados o Flávio também foi expulso.
E agora com que cara é que vou dizer à minha mãe que fui expulsa da aula de História e ainda por cima no primeiro dia de aulas.
Saí da escola e fui fumar. Quando estou nervosa é logo a primeira coisa que faço, não me interessa nada nem ninguém. A Madalena juntamente com a minha irmã diz que sou a pessoa mais estúpida á face da Terra por achar que fumar me acalma mas confesso que isso se tornou uma desculpa pois agora tornou-se um vício. Estava perdida nos meus pensamentos quando o Flávio se senta a meu lado. Respirei fundo e levantei-me mas ele agarrou-me no braço impedindo-me de o deixar ali sozinho. Olhei-o numa forma de desprezo e perguntei-lhe o que queria.
Flávio – Tânia, eu sei que errei. Quando te fiz aquilo eu estava bêbado. Desculpa-me. Não volto a fazer o mesmo. Não imaginas o quanto estou arrependido. Eu amo-te.
Tânia – Já reparas-te que nunca mudas o discurso. É sempre a mesma coisa. Da outra vez estavas bêbado para a próxima estás drogado. A mim não me enganas. Depois de três vezes aprendi que tu és daqueles que não se contenta só com uma rapariga. Podes pedir para ficarmos amigos mas mais que isso esquece. – Apaguei o cigarro e dirigi-me para a escola.  
O resto do dia passou a correr e chegou a hora de ir para casa e contar o sucedido á minha mãe. Estava com bastante receio de lhe contar. Entrei em casa e dirigi-me para a cozinha, que é o sítio onde a minha mãe passa a maior parte do seu tempo. Mal entrei olhei para ela e percebi que ela já sabia o que se tinha passado.
Mãe – Tânia Vanessa, diz-me porque é que por carga de água foste para a rua? Ainda por cima com falta.
Tânia – A culpa foi do Flávio.
Mãe – Claro. O pobre do rapaz leva sempre com as culpas.
Tânia – É verdade.
Mãe – Só porque o rapaz te fez o que fez não tens o direito de lhe deitar as culpas para cima.
Tânia – Ok. Acredita no que quiseres. – Sai da cozinha e fui para o meu quarto.
Mandei a mochila para o chão, peguei no mp3 e pus-me a ouvir música. Sempre que estou chateada com alguma coisa ouço sempre a mesma música, Simple Plan – Welcome to my life. Estava a ouvir música quando a minha irmã Catarina entra no quarto e tira-me o fone do ouvido.
Catarina – O que é que se passou?
Tânia – Fui para a rua na aula de História.
Catarina – Porquê?
Tânia – Por causa do Flávio.
Catarina – Pará de deitar as culpas no Flávio.
Tânia – Mas paro porque? A culpa foi dele. Se não me tivesse sentado ao meu lado e tivesse mandado um bilhete e depois uma cotovelada provavelmente não tinha vindo para a rua.
Catarina – O que é que o bilhete dizia?
Tânia – Dizia que tinha saudades minhas e que se podia falar com ele depois das aulas.
Catarina – E falaram?
Tânia – Sim. Ele disse que tinha saudades minhas e que estava arrependido.
Catarina – E tu?
Tânia – Então, disse-lhe que não acreditava em nada do que ele disse.
Catarina – Ok. Vou ver como está a mãe.
Tânia – Vai lá, que está de mau humor.
Catarina – Tânia! – Repreendeu-me.
Tânia – O que foi?! É verdade.
Catarina – A mãe está desiludida contigo por teres ido para a rua e para juntar á festa ela discutiu com o pai outra vez.
Tânia – Foi assim tão mau?
Catarina – é sempre “ vira o disco e toca o mesmo”. Bem vou ter com ela.
Tânia – Ok.
            Coloquei de volta o fone no ouvido e continuei a ouvir, só que pouco tempo depois ouço alguma coisa a bater no vidro mas pensei que fosse impressão minha e não liguei. 
            Mas voltou a acontecer, fui ver quem era e …