segunda-feira, 16 de julho de 2012

Selo :)


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Regras:
1) Dizer três factos sobre si.
2) Passar a cinco blogs.
3) Seguir o blog: http://mylove1414.blogspot.pt/

1) – AMO jogar basquetebol
   - Tenho a mania que sei cantar
  - Sei sei amiga mas também sei ser imiga.

2) - http://thefuckingroad.blogspot.pt/


  - http://youremypreciuosocean.blogspot.pt/


- http://guardarparasempre-msunset.blogspot.pt/


- http://lovethewayyoudrawlife.blogspot.pt/


- http://eramumasmerasferias.blogspot.pt/

3) Já segui. Sigam vocês também!
Beijos Tânia

domingo, 15 de julho de 2012

9º Capitulo - “Quero te a ti”


Madalena


Hoje acordei com os meus pais a discutir. Tem sido assim toda a semana. O meu irmão farta-se de chorar mas mesmo assim não param.
Peguei no meu irmão, que tem apenas 6 meses, levei-o para a cozinha e sentei-o na cadeirinha. Preparei-lhe o biberão e depois dei-lhe de comer.
Como era possível a esta hora da manhã, eles estarem a discutir forte e feio. Ao início pensei que fosse mais uma crise no casamento deles, como já aconteceu várias vezes, mas agora penso que o divórcio estaria p’ra vir. Eu não queria que eles se divorciassem. Queria aquela família feliz dos contos. Queria aqueles finais “E viveram felizes para sempre…” mas ao longo dos tempos percebi que isso só acontecia nos filmes e nas histórias das princesas. Quando percebi isso tentei mentalizar-me que na vida real também existe. Acho que esse final existe para quem quer, esse final tem de ser procurado pelos dois, não só por um. No casamento dos meus pais só a minha mãe é que fazia força para que este se mantivesse em pé.
Há muito que deixou de haver amor entre eles. A minha mãe decidiu engravidar a pensar que iria salvar o casamento mas não. Ao início era tudo muito bonito, ia ter um irmão, ia ser muito amado e tal. Seis meses depois a minha mãe está à beira de um esgotamento nervoso, o meu pai prestes a sair de casa e eu a chorar pelos cantos.
Eu teria de desabafar com alguém e esse alguém seria a Tânia. Ela iria compreender-me visto que ela já tinha passado por isso.
Acordei dos meus pensamentos com o barulho da porta. O meu pai tinha saído. A minha mãe veio até à cozinha pegou no meu irmão e deu-me um beijo na testa dizendo que “ Tudo vai ficar bem, prometo.”
Olhei para o relógio vi que já estava atrasada para a primeira aula. Vesti-me e segui em direcção à escola. Quando cheguei à aula esta já estava quase a acabar. Quando acabou a Tânia veio a correr para ao pé de mim. Perguntou-me o que se passava, apenas disse-lhe que agora tinha de falar com o stor que logo lhe contava.
Fui falar com o stor e depois de lhe explicar o que se tinha passado, ele lá compreendeu e não me marcou falta.
Acabei de falar com o stor já a Tânia me esperava. Fomos para um sítio mais escondido e ai contei-lhe o que se passava. Como eu esperava, ela compreendeu e perguntou-me se queria dormir em casa dela, lógico que aceitei, não estava para aturar mais discussões.
O dia passou devagarinho. Não prestei atenção nenhuma ao que os professores falavam.
Fomos para casa dele sem nenhuma abrir a boca. Quando chegamos ela foi ligar à minha mãe a avisa-la que iria dormir em casa dela.
Enquanto ela falava com a minha mãe, eu fui andando para o quarto, quando lá entrei automaticamente olhei para debaixo de cama e reparei numa caixa. Peguei nela e abri-a. Fui surpreendida pelo conteúdo da caixa. Tinha fotos dela com o Flávio. Fiquei furiosa. Como é que ela o queria esquecer se ainda tinha as fotos deles. Assim que ela chegou ao quarto confrontei-a. Depois de ela admitir tudo, tive a ideias de as queimar. Ideia essa que lhe agradou e bastante. Fomos para o jardim e ai queimámos as fotos. Vi que tinha sido uma boa ideia pelo sorriso que ela fez. Um sorriso de alívio.
Vi que ela queria tocar no assunto “divórcio” mas eu ainda não estava preparada para falar nisso. Talvez por isso fui um pouco bruta quando ela falou nisso.
Ela saiu do quarto chateada e com razão. Ela só me queria ajudar. Depois de uns 15 min fora do quarto, ela voltou mas nem me dirigiu a palavra. Foi à gaveta e tirou um pijama para mim.
Ganhei coragem e pedi-lhe desculpa por ter sido bruta quando falei com ela. Coisa que ela percebeu e aceitou o meu pedido. Pouco depois deitámo-nos adormecendo logo.
***
Acordámos e como o combinado emprestou-me roupa. Vestimo-nos, tomamos o pequeno-almoço e fomos para a escola.
Chegamos lá e fomos ter com os nossos colegas e a Tânia como sempre acendeu o seu cigarro.
Pouco tempo depois apareceu o Flávio e aproximou-se dela. Fiquei apenas a ver o que se passava. E a verdade é que eles estavam a pouco centímetros de se beijarem. Mas ele no último segundo deu-lhe um beijo no canto da boca.
Tocou e segui com a Tânia para a aula sem falar do que se tinha passado à pouco.
O dia rapidamente passou e ao fim das aulas estava a falar com a Tânia, quando os nossos telemóveis tocaram ao mesmo tempo, o que achei estranho.


Tânia

Continuação da ligação

- Fiquei com o trabalho?
- Desculpe em informa-la mas não ficou com o trabalho. Mas obrigada por ter vindo.
- Ok. Adeus.
- Tenha um resto de um bom dia.


Fiquei um pouco desiludida. Estava com esperanças de ter conseguido. Mas pronto, não consegui paciência. Fui ter com a Madalena visto que já tinha desligado o telemóvel. Quando cheguei ao pé dela abraçou-me e disse.
Madalena – Fiquei com o trabalho.
Tânia – Que bom.
Madalena – Mas isso quer dizer que…
Tânia – Não fiquei com o trabalho.
Madalena – Desculpa.
Tânia - É parva a miúda, só pode. Agora vais-me pedir desculpa por causa de teres ficado com o trabalho e eu não. Que estupidez.
Madalena – Eu sei. Mas eu queria tanto trabalhar contigo.
Tânia – Deixa lá isso.
Madalena – Amanhã vens comigo?
Tânia – Claro. A que horas é? – Apesar de não ter ficado com o trabalho iria apoiar a Madalena nesta nova fase na vida dela.
Madalena – É ás 15.00.
Tânia – Então fica combinado. Vamos almoçar ao Colombo e depois vamos lá à apresentação.
Madalena – Ok. Mas eu tenho de ir contar a novidade à minha mãe.
Tânia – Ok. Adeus.
Despedi-me dela e fui p’ra casa.
Quando lá cheguei procurei a minha mãe e irmã. Encontrei-as na cozinha.
Tânia – Tenho uma coisa para vos contar.
Catarina (irmã) – O que é que se passa?
Tânia – Lembram-se daquela entrevista que fui?
Mãe – Sim. Aquela em que foste com a Madalena.
Tânia – Eu não fiquei com o trabalho.
Mãe – Oh que pena. Eles não sabem o que perderam.
Catarina – Mas quem é que ficou com o trabalho?
Tânia – A Madalena.
Catarina – A sério?
Tânia – Sim.
Mãe – Mas ela também precisa mais do que tu.
Tânia – Eu sei. Eu não estou triste. Até estou feliz por ela. Ah e amanhã vou acompanha-la lá o coiso.
Mãe – Ok. A que horas é?
Tânia – É às três. Vamos almoçar ao Colombo.
Mãe – Ok. Vai mudar de roupa e vem jantar.
Fiz o que a minha mãe me pediu e mudei de roupa.
Jantei com o tema do emprego sempre no assunto. Mostraram-se solidárias comigo por não ter ficado com ele. Mas vou ser sincera ainda bem que foi a Madalena que ficou com ele. Acabei de jantar e como hoje era a minha vez, arrumei a cozinha e depois fui para o quarto, onde me deitei e adormeci rapidamente.
                            ***
Acordei e como sempre tomei banho. Vesti-me, tomei o pequeno-almoço e fui para a escola.
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Quando lá cheguei já lá estava a turma toda, ou seja, o Flávio já lá estava. Ignorei-o ao máximo mas mesmo assim ele sentou-se a meu lado na aula de Português.
Flávio – Bom dia boneca. – Nem lhe respondi. – Não me ignores.
Tânia – Sabes uma coisa? Eu ignoro que eu quiser.
Flávio – Pára de ser assim para mim.
Tânia – O que é que me vais fazer?
Flávio – Eu conheço os teus pontos fracos.
Tânia – Ui que medo. Poupa-me Flávio, ok?
Flávio – És tão mazinha mas eu gosto de ti assim.
Tânia – O que é que tu queres? – Disse já bastante zangada. A verdade é que já me estava a passar com ele e mais um bocadinho e pregava-lhe um estalo.
Flávio – O que é que eu quero? – Riu-se. – Quero te a ti. – ia responder mas o stor falou.
Stor – Aí a conversa está muito animada.
Tânia – Desculpe stor.
Não falamos mais. Mas o que ele me disse ficou no meu pensamento. Ele deixou tudo bem claro. Ele queria-me de volta. Tocou, arrumei as coisas e sai logo. A Madalena ainda tentou falar comigo sobre o que se tinha passado mas disse-lhe que não queria falar sobre isso.
Depois disso o Flávio não se aproximou mais de mim durante o resto da manhã.
Chegou a hora de almoço e eu e a Madalena fomos almoçar ao Colombo. Ficamos lá até serem horas de ela se apresentar. Dirigimo-nos para o sítio.
Madalena – Vai andando. E diz que eu fui á casa de banho para esperarem um pouco por mim.
Tânia – Ok.
Continuei a andar até que alguém vindo do nada vem contra mim com tanta força que me derruba.
 
 
Olá!
Reparei que os comentários têm diminuído. Não estão a gostar do rumo que a história está a levar?
Também está a decorrer uma sondagem e eu gostava que votassem significaria muito p’ra mim.
Bjs Tânia

terça-feira, 10 de julho de 2012

8º Capitulo – “Queimá-las?!”

 
 
Tânia


Vi que ela ainda estava bastante em baixo. Acho que era normal pois quando aconteceu isso com os meus pais também fiquei assim, quer dizer não fiquei tão em baixo quanto ela, foi mais fácil visto que o meu pai estava em França quando se procedeu o divórcio. Mas acho que ela está pior pois tem um irmão com apenas 6 meses. Agora só tenho de estar lá para ela como ela esteve para mim sempre que precisei.
O dia passou bastante devagar por sinal. Tanto eu como a Madalena durante a viagem para minha casa não falámos. Ela hoje não estava numa de falar muito. Não consegui alegra-la nem sei que notícia a fará sorrir.
Chegamos a casa, avisei a minha mãe que a Madalena iria dormir cá em casa e depois fui ligar à mãe da Madalena inventando a desculpa que tínhamos um trabalho para fazer.
Quando cheguei ao quarto a Madalena estava com a caixa, onde eu tinha as minhas fotos com o Flávio, na mão.
Madalena – Tu andas-te a ver as vossas fotos?
Tânia – Não.
Madalena – Não me mintas.
Tânia – Ok. Peguei nela no dia da entrevista.
Madalena – E posso saber porquê?
Tânia – Porque a encontrei debaixo da cama.
Madalena – E o que foste ver debaixo da cama?
Tânia – P’ra quê estas perguntas todas?
Madalena – Responde, se faz favor.
Tânia – Fui à procura de umas botas e encontrei isso por acaso e vi algumas das fotos.
Madalena – Mas tu és parva, ou fazes-te?
Tânia – Não é preciso ofender.
Madalena – É sim. Estás sempre a dizer que o queres esquecer mas depois guardas as fotos que tens com ele.
Tânia – O que é que queres que eu faça?
Madalena – Olha que deites as fotos para o lixo. Ou melhor que as queimes.
Tânia – Queimá-las?!
Madalena – Sim. Tens de por este capítulo para trás das costas. E se o queres esquecer definitivamente tens de começar pelas fotos, ou seja, queima-las.
Tânia – E onde vamos fazer isso?
Madalena – No teu jardim.
Peguei na caixa e fomos para o jardim. Ela tinha razão tinha de apagas estas memórias. Tinha de o esquecer por mais que me custasse.
Madalena – Vá queima-a. – Disse dando-me para as mãos um foto, em que estávamos ele e eu, e um isqueiro. Olhei para ela. Ela sorriu-me como um sinal de força e depois acendi o isqueiro e queimei a foto.
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Fiz isso, uma a uma e depois de todas queimadas senti um alívio enorme. Fico feliz por ela me ter aberto os olhos. Um enorme sorrido formou-se nos meus lábios. É por estas e por outras que agradeço por ter conhecido a Madalena.
Fomos para dentro de casa. Jantamos entre gargalhadas e depois fomos para o meu quarto.
Eu não queria tocar no assunto mas tinha de o fazer, eu sabia que ela precisava de falar e se tivesse de desabafar com algum esse alguém seria eu.
Tânia – Estás melhor?
Madalena – Melhor do quê?
Tânia – Agora sou eu que te digo para não me mentires. Eu sei que estás mal.
Madalena – Tu não vais compreender.
Tânia – Não vou compreender?! Só podes estar a gozar, os meus pais estão divorciados à 4 anos. Eu sei como te estás a sentir. Eu posso-te ajudar mas só posso fazer isso se tu me permitires isso. Mas se não quiseres falar comigo, estás à vontade não te vou pressionar para o fazeres. - Sai do quarto, fui até à casa de banho, tomei banho e vesti o meu pijama.
Fui de novo para o meu quarto e ela continuava na mesma posição, não lhe disse nada, retirei da gaveta um pijama para ela. Atirei-o para cima da cama para que ela percebesse que o pijama era para ela.
Madalena – Desculpa!
Tânia – Desculpa do quê?
Madalena – Por te ter dito o que disse.
Tânia – Ouve, não tens de me pedir desculpas, eu só quero que fales comigo. Que não guardes tudo para ti. Já me ajudas-te o suficiente, agora deixa-me ser eu a ajudar-te.
Madalena – Eu deixo. Mas ainda não me sinto preparada para falar sobre o assunto.
Tânia – Quando te sentires preparada sabes que eu estarei aqui.
Sorri e abracei-a. Ficamos assim durante algum tempo até que a minha mãe nos veio perguntar se queria comer qualquer coisa antes de dormir, ambas respondemos que não. Ela vestiu o pijama.
Acordámos com o despertador. Ainda era bastante cedo. Fui tomar banho e de seguida foi a Madalena. Como vestíamos o mesmo número de roupa emprestei-lhe uns calções brancos com uma camisola preta e uns Vans também pretos.
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Roupa da Madalena                                          Roupa da Tânia

Tomamos o pequeno-almoço e de seguida fomos apanhar o metro até à escola. Quando lá chegamos juntámo-nos ao resto da turma. Eu como sempre acendi o meu cigarro.
Estava encostada aos ferros quando sinto umas mãos na minha cintura e me sussurra ao ouvido.
… - E que tal deixares de fumar. – Não precisei de me virar. Reconhecia aquela voz até no fundo do mar.
Tânia – O que é que queres Flávio? – Virei-me para ele.
Flávio – Então, venho cumprimentar a turma. E tu fazes parte dela portanto também te cumprimento. – Ainda não tinha tirado as mãos da minha cintura.
Tânia – Tens cá uma lata tu.
Flávio – É, dizem que sim. – Olhou-me de alto a baixo. – Bem me parecia que estavas mais alta.
Tânia – E depois?
Flávio – Pára de ser fria comigo. – Disse já com os nossos lábios quase colados.
Tânia – Eu sou fria com quem eu quiser. - Ele estava a testar o meu auto-controlo.
Flávio – Isso é treta.
Tânia – Treta?!
Flávio – Sim. Ou pensas que eu não sei que só estás a pôr essa faceta por causa do que aconteceu e que no fundo preocupaste comigo.
Tânia – O que acabaste de dizer é que é uma treta.
Flávio – Claro que é. – Disse ironicamente.
Tânia – Como queiras. – Disse tentando afastar-me dele. Mas ele voltou a puxar-me mais para ele e ficamos ainda mais juntos. Ele aproximou a cara da minha e naquele momento pensei que me iria beijar. Roçou os seus lábios nos meus. Fechei os olhos mas quando pensava que ele me iria dar um beijo nos lábios e fez o que não esperava deu-me um beijo bem no canto dos lábios e foi-se embora com um sorriso vitorioso.
Suspirei de alivio pois se ele me tivesse beijado nos lábios teria cedido. Tocou e entrei para a aula.
O dia até passou bastante depressa. Estava a falar com a Madalena quando os nossos telemóveis, por coincidência, tocaram ao mesmo tempo. Atendemos afastando-nos um pouco.

Início da Ligação

-Estou sim?
- Gostaria de falar com a Tânia. Será que é possível?
- Fala a própria.
- Daqui fala Rita Proença. Secretária de Luís Felipe Vieira. Queríamos agradecer-lhe por ter comparecido à entrevista … - interrompi a senhora.
- Fiquei com o trabalho?

terça-feira, 3 de julho de 2012

7º Capitulo - “La chica es muy guapa.”

 
Rodrigo

Estava a entrar no Estádio da Luz com o Nico, o Javi e o Luisão quando vejo a Madalena a sair dele. Assim que vi ela fui correndo ter com ela. Falei um pouco com ela e ainda perguntei se a Tânia também tinha ido com ela a tal entrevista mas como vi ela estava sozinha e indo embora sozinha. Admito que fiquei um pouco triste porque pensei que podia voltar a ver ela mas não. Acho que perdi todas as minhas esperanças de ver ela de novo.
Estava olhando para o nada quando o Luisão me dá um estalo na nuca.
Luisão – Cê estava olhando para onde?
Rodrigo – P’ra lado nenhum.
Luisão – Tá bom. Vou fingir que acreditei tá. Mas quem era a garota?
Rodrigo – A garota é uma amiga.
Javi – La chica es muy guapa.
Nico – Pero el estaba mirando otra chica.
Luisão – Pois era. Uma garota chamada de Tânia .
Javi – ¿Quién es ella?
Luisão – A próxima garota do Rodrigo.
Nico – Aí el amor es tan guapo.
Rodrigo –Não zoem comigo, não. Vamo é para o treino.
Não disseram mais nada pois se aperceberam que eu não tinha gostado nem um pouquinho da conversa. Mas a verdade era essa aquela garota mexeu demasiado comigo. Me vesti para o treino e passei o treino todo no mundo da lua e por causa disso fiquei um pouco mais que os meus colegas, fazendo unas corridinhas de castigo por ter andado distraído. Assim que acabei, fui para o balneário e aí tomei um duche, me vesti. Sentei-me um pouco no banco pensando nela. Estava nos meus pensamentos quando sou interrompido pelo meu telemóvel.
Rodrigo – Âlo?!
Bruno – Estamo todos á sua espera para jantar se despacha sim.
Rodrigo – Não me tá apetecendo, não. Acho que vou deixar para outra altura.
Bruno – Não se corta, vai. Vem se distrair um pouco. Todo o mundo viu que cê estava no mundo da lua.
Luisão – Não estava no mundo da lua, não. Estava no mundo da Tânia. – Ouvi o Luisão falar no outro.
Bruno – Eles também já sabem sobre a Tânia?
Rodrigo - Sabem. Hoje falei a Madalena, aquela garota que te falei que estava acompanhando ela e perguntei por ela e eles ouviram. Desde daí estão zoando com a minha cara.
Bruno – Deixa eles p’ra lá. São uma cambada de babacas. Mas cê vem ou não?
Rodrigo – Hoje não.
Bruno – Ok. Cê é que sabe. Nos vemos amanhã.
Desliguei o telemóvel, não sei porquê mas fiquei sem vontade nenhuma ir ao jantar. Assim fui p’ra casa e ai comi uma sandes de queijo e fiambre e me sentei no sofá ver um pouco de televisão. Não estava conseguido parar de pensar nela, no seu sorriso puro e genuíno. E foi pensado nela que eu adormeci.


Tânia

Cheguei a casa estafada, só me apetecia ir directa para a cama mas para fazer a vontade á minha mãe jantei e de seguida fui logo para o meu quarto, onde vesti o pijama e deitei-me deixando-me logo de adormecer.
Acordei cheia de energia, á muito que não dormia tão bem. Levantei-me, fui directa á casa de banho, lá tomei banho, vesti-me e penteei-me.
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Depois de estar preparada, fui para a cozinha tomar o pequeno-almoço.
Catarina – Bom dia, linda. – Disse enquanto me dava um beijo na testa.
Tânia – Bom dia!
Catarina – Então como é que correu a entrevista?
Tânia – Correu bem.
Catarina - E estás confiante que vais ficar com o trabalho?
Tânia – Nem por isso!
Catarina – Mas tu disseste que te correu bem.
Tânia – Sim mas havia pessoas mais velhas.
Catarina – E?
Tânia – E significa que mais experiência no ramo.
Catarina – Oh! Isso não quer dizer nada. Estou confiante que vais ficar com o trabalho.
Tânia – Pronto, ok. Mas olha, tenho que ir embora.
Saí de casa e fui directa para a escola. Já perto da escola fui ao quiosque do costume comprar um maço de tabaco. Como sempre sentei-me e fumei o meu cigarro acompanhada pelos meus colegas. Desta vez o Flávio nem se aproximou coisa que agradeci pois não tinha pachorra para o aturar. Olhei para o relógio e este marcava 8:00. Depois olhei para todo o lado a ver se via a Madalena mas achei estranho ela hoje estava atrasada coisa que nunca aconteceu desde que a conheço. Como não a vi fui andando para dentro da escola e fui em direcção ao ginásio. Equipei-me mais as minhas colegas e apanhei o cabelo e de seguida fomos para a aula e a Madalena se chegar. Estava a ficar preocupada. Não era normal. No princípio o stor mandou-nos correr durante 10 minutos. Fizemos a corrida e começamos a jogar futebol. Pouco tempo aparece a Madalena e eu como estava a jogar não pude ir ter com ela mas assim que o stor me substituiu fui logo ter com ela.
Tânia – Madalena, o que é que se passou? – Assim que olhei para ela vi que tinha os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar.
Madalena – Falamos lá fora, depois da aula. – Disse entre soluços.
Definitivamente ela não estava bem e eu estava cada vez mais preocupada por vê-la naquele estado. Passaram os 45 min que faltavam para tocar. Assim que tocou corri para o balneário e tomei um duche e vesti-me enquanto a Madalena explicava o atraso ao stor.
Quando saí vi que ela ainda falava com o stor e esperei um pouco. Quando acabou veio ter comigo e fomos para um canto mais discreto para que ela me pudesse contar. Chegamos lá ela abraçou-me.
Tânia – O que é que se passa?
Madalena – Os meus pais vão-se divorciar.
Tânia – Calma. Também não é o fim do mundo.
Madalena – Isso dizes tu.
Tânia – Não te esqueças que os meus pais também estão divorciados.
Madalena – Eu sei mas custa tanto. Ainda por cima o meu irmão só tem 6 meses.
Tânia – Mas tens de ser forte por ele e por ti. Não te podes deixar ir abaixo por um mal que aconteceu. Olha que Deus não dorme agora aconteceu-te isto de mal para a próxima pode ser que aconteça um coisa boa.
Madalena - Tens razão. – Disse enquanto limpava as lágrimas e fazia um sorriso forçado.
Tânia – Se quiseres esta noite podes vir dormir a minha casa.
Madalena – Posso? Não vai haver problema?
Tânia – Claro que não.
Madalena – E a tua mãe e a tua irmã?
Tânia - Até parece que elas se vão importar. Sabes que têm sempre a porta aberta para ti.
Madalena – Ok. Vou aceitar.
Tânia – Ao fim das aulas passamos por tua casa e vamos buscar as tuas roupas. Ou preferes que te empreste roupa?
Madalena – Que me emprestes roupa.
Tânia – Ok. Eu depois eu ligo aos teus pais a avisar que vais ficar em minha casa a dormir.
Madalena – Obrigada. Mas agora vamos para a aula que já tocou.

domingo, 24 de junho de 2012

6º Capitulo – “E vieste sozinha?”


Flávio


E no momento em que nos íamos beijar, ela mandou-me com o fumo do cigarro para a cara e afastou-se indo embora. Como ela sabe que odeio sentir aquele cheiro a tabaco perto de mim e ela jogou isso a seu favor. Apenas sorri com o sucedido e fui ter com o meu amigo (Ruben) que tinha assistido a tudo.
Ruben – Bem, a miúda está-te a dar cabo da cabeça.
Flávio – Podes crer. Está-se a fazer difícil como tudo.
Ruben - Quero ver como é que a vais reconquistar.
Flávio – Não sei como mas ela vai voltar a ser minha. Custe o que custar.
Ruben – Pois mas ao que parece não vai ser fácil. É que fizeste merda da grande. É que não te contentas em traí-la como ainda foste para um sítio que era muito provável que ela aparecesse lá, o que acabou por acontecer.
Flávio – Escusas é de estar sempre a relembrar o que fiz. Eu sei que errei agora só tenho que arrecadar com as consequências.
Ruben – Tu gostas mesmo dela, não gostas?
Flávio – Gosto e muito. Namorávamos desde do 9º ano é normal que a ame assim tanto. E é pena que naquela noite tenha acontecido o que aconteceu. E se o arrependimento matasse, acredita que já estava aqui estendido.
Ruben – Meu, tens de esquece-la. Ela está a deixar tudo bem claro que não quer ter mais nada a ver contigo.
Flávio – Isso dizes tu. Sabes lá o que é que ela pensa.
Ruben – Não te vou dizer mais nada. Fica lá numa de te iludires que depois eu cá estou para te apoiar.
Flávio - Pois fico. Acredito que as minhas ilusões podem estar certas.
Ruben – Dizeres isso ou dizeres que acreditas no Pai Natal é praticamente a mesma coisa.
Flávio – Fica lá com a tua que eu fico com a minha.
Não falamos mais sobre ela pois chegaram mais amigos nossos.




Tânia
Depois do sucedido, dirigi-me para dentro da escola. Mandei uma mensagem é Madalena a avisá-la onde estava. Pouco tempo depois ela apareceu.
Madalena – Posso saber o motivo de estares aqui e não lá fora? Está lá a turma toda.
Tânia – Por lá estar fora a turma é que não vou.
Madalena – Mas o que é que te está a dar agora?! Sempre te deste bem com o resto da turma e dá-te esta pancada.
Tânia – Epá não fales do que não sabes, ok? Pergunta primeiro e critica depois.
Madalena – Já percebi. O que é que se passou com Flávio?
Tânia – A mesma treta de sempre. Quase nos beijamos.
Madalena – Espera lá. Mas desta vez resististe?
Tânia – Yap! Não vou deixar que ele volte a brincar comigo.
Madalena - Mas o que é que fizeste para lhe conseguires resistir?
Tânia – Mandei-lhe com o fumo do cigarro para a cara.
Madalena – Uauu! És mesmo má. – Disse-me numa forma irónica.
Tânia – Diz que sim. Mas sabes não vou deixar de estar ao pé dos meus amigo, só por causa daquele traste.
Madalena – Assim é que é. Vamos então?
Tânia – vamos.
Dirigimo-nos para a entrada onde estavam todos, cumprimentei-os a todos. Estivemos a falar até que toco. Então dirigimo-nos para a aula. Estava atenta á aula mas de vez em quando não resistia e olhava para o Flávio e quando olhava para ele por ironia do destino ele estava a olhar-me. Sempre que os nossos olhares se cruzavam via o seu sorriso, que lhe é tão característico, crescer. Parecia uma criança que quando lhe davam um doce sorria até mais não. Mas tenho de dizer sempre achei aquele sorriso perfeito, nunca tinha visto um sorriso assim tão perfeito como o dele. Mas de repente veio-me ao pensamento o Rodrigo. Mas que raio por que carga de agua é que me lembrei dele agora? Estava tão distraída que nem me apercebi que o stor me tinha chamado.
Professor – Então menina Tânia sabe responder á pergunta?
Tânia – Desculpe stor estava distraída portanto não ouvi a pergunta.
Professor – Bem me parecia. Veja se para a próxima está mais atenta. Continuando.
Pouco tempo depois tocou e fomos para o intervalo.
Madalena – Estava a pensar em quê?
Tânia – Eu, nada.
Madalena – Sim e eu sou o Pai Natal vestido de azul. Diz lá.
Tânia – Estava a pensar que tu ainda não me disseste a que horas, era a entrevista.
Madalena – Ta bem vou fingir que acredito. Mas quanto á entrevista é as 16h. Vamos as duas juntas né?
Tânia – Sim. Vamos mas é para a aula que já tocou.
Fomos então para a aula e esta juntamente com a que veio a seguir passaram bastante rápido. Fomos até ao quiosque se havia á frente da escola e pedimos o nosso almoço, depois de termos o almoço nas mãos sentamo-nos a comer.
Madalena – Estás ansiosa?
Tânia – Bastante.
Madalena – Sabes o que seria muito fixe?
Tânia – O quê?
Madalena – Ficarmos as duas com o emprego.
Tânia – Isso seria bastante bom.
Madalena – Mas sabes o que seria realmente fixe?
Tânia – Ficarmos as duas no mesmo sítio do estádio?
Madalena – Também. Mas também voltarmos a ver o Rodrigo.
Tânia – Só podes estar a gozar comigo. Não o quero ver nem pintado.
Madalena – Isso dizes tu. Pois quando o vires até caís para o lado.
Tânia – Sim, claro. – Disse numa forma irónica. – Ele que nem se atreva a dirigir-me a palavra quando me vir.
Madalena – Aposto contigo que ele vai-te falar.
Tânia – Aposto contigo que não.
Madalena – Ok. Está apostado. 10 euros.
Tânia – Ok. 10 euros. – Selámos a nossa aposta com um apertar de mãos.
Madalena – Vamos indo.
Tânia – Mas ainda são 14h.
Madalena – Sim, eu sei. Mas ainda quero ir dar um volta pelo Colombo.
Tânia – Vamos então.
Apanhamos o metro e fomos sempre na conversa. Por incrível que parece por mais que passemos o tempo sempre juntas, temos sempre tema de conversa. Mas confesso que algumas vezes o tema de conversa é bastante estúpido.
Estivemos no Colombo até 15:45 e fomos até ao Estádio da Luz para a nossa entrevista. Chegamos lá e pediram-nos para esperar numa sala. Quando lá entramos vimos que estavam bastantes pessoas e pareciam muito mais velhas que nós, ou seja, tinham mais experiencia. Foram chamando as pessoas até que restavam três pessoas. Era eu, a Madalena e outro rapaz. Chegou a minha vez, eu estava bastante nervosa e então quando entrei para a sala, ainda fiquei mais pois tinha o Rui Costa e o presidente Luís Felipe Vieira á minha frente.
Rui Costa – Senta-te. Bem és de longe a pessoa mais nova que recebemos aqui.
Luís Felipe Vieira – Vamos começar então. Primeiro de tudo preciso de saber o teu nome, a tua idade e o que fazias antes ou ainda fazes.
Tânia – Então, sou a Tânia, tenho 17 anos e ainda estudo.
Rui Costa – Então estás em que ano e que curso.
Tânia – Estou no 12ºano em Línguas e Humanidades.
Rui Costa –Que profissão gostavas de ter?
Tânia – Estou a estudar para ser Magistrada.
Rui Costa – Muito bem. O que desejas fazer com o dinheiro que vais receber se fores aceite?
Tânia – Provavelmente vou guarda-lo para quando for para a faculdade a poder pagar.
Rui Costa – És muito ambiciosa?
Tânia – Pode-se dizer que sim.
Rui Costa – Gostas de desporto?
Tânia – Se está a referir ao futebol, não posso dizer que sou apaixonada por esse desporto mas gosto de ver.
Rui Costa – Então qual é o seu desporto de eleição?
Tânia – O meu desporto de eleição é o surf.
Rui Costa – Praticas?
Tânia –Sim.
Rui Costa – E desde quando?
Tânia – Desde dos treze. Foi quando me mudei para cá.
Rui Costa – Consideras-te uma pessoa responsável?
Tânia – Sim. Mas como todos os adolescentes tenho os meus momentos de irresponsabilidade. Mas fique descansado que se eu ficar com o emprego não vou faltar.
Rui Costa – Muito bem. Não sei se o Luís Felipe quer fazer alguma pergunta.
Luís Felipe Vieira – Acho que já perguntou tudo. Muito obrigado por ter vindo. Iremos contacta-la para a informar se ficou com o trabalho.
Sai da sala e fui para ao pé da Madalena que estava á minha espera visto que ela tinha sido entrevistada antes de mim.
Madalena – Então como correu?
Tânia – Bem. E a ti?
Madalena – Também.
Íamos a caminhar em direcção á saída quando de repente aparece o Rodrigo á nossa frente. Só tive tempo de me esconder. Nem disse nada á Madalena.




Madalena
Estava a caminhar com a Tânia em direcção á saída quando nos aparece o Rodrigo á frente. Estava ele com mais alguns dos seus colegas de equipa.
Rodrigo – Madalena?!
Madalena – Olá!
Rodrigo – Que fazes aqui?
Madalena – Vim para uma entrevista.
Rodrigo – E vieste sozinha?
Madalena – Não. – Virei-me para trás e reparo que a Tânia não está atrás de mim. – Quer dizer vim sozinha, dá bem para ver.
Rodrigo – Sim dá. Mas pensei que a Tânia vinha contigo.
Madalena – Não. Como podes ver sou só eu.
Rodrigo – Pois. Eu tenho de ir. Mas espero que fiques com o trabalho.
Madalena – Obrigado.
Assim que se afastou, voltei para trás para ver da Tânia. Quando a vi juntei-me a ela.
Madalena - Estás aqui.
Tânia – Não dá para ver que sou eu.
Madalena – Porque é que te escondes-te?
Tânia – Eu esconder-me?! Não me parece.
Madalena – Esconderes-te sim. E eu sei bem o porquê.
Tânia – Olha tá bem. Vamos embora?
Madalena – Vamos.
Tânia – Vamos de metro ou de autocarro?
Madalena – De metro. Sabes, ele perguntou por ti.
Tânia – E o que é que eu tenho a ver com isso?
Madalena – Nada. Só te disse mais nada.
Tânia – Ok. Vamos.

domingo, 10 de junho de 2012

5º Capitulo – “Os seus olhos…”




Tânia


Depois de tudo o que se passou naquele dia, só queria ir para casa e ir dormir, coisa que praticamente foi impossível pois a minha mãe obrigou-me a jantar. Apesar da fome não ser muita, ainda comi um pouco, só mesmo para satisfazer a minha mãe. Assim que acabei de comer fui logo para o quarto. Estava sem paciência nenhuma, como é que aquele jogadorzeco me deixou sem paciência? Fogo, que nervos. Mas ainda bem que nunca mais o vou voltar a ver. Foi quando estava distraída nos meus pensamentos que a minha irmã veio bater à porta.
Catarina – Posso?
Tânia – Claro. O que é que se passa?
Catarina – Isso pergunto eu. O que é que se passa contigo?
Tânia – Nada.
Catarina – Nada, não. Quer dizer a mãe faz Bacalhau com Natas, que é o teu comer favorito e tu não comes quase nada.
Tânia – Eu não tinha fome.
Catarina – Sim, logo tu que comes de cinco em cinco minutos.
Tânia – Eishhh, que exagero.
Catarina – Exagero nada. Diz lá o que se passa.
Tânia – Uns problemas. Mas nada que já não se tenha resolvido.
Catarina – Tem a ver com o Flávio?
Tânia – Porquê é que todos os meus problemas têm de envolver o Flávio?
Catarina – Não têm. Só perguntei porque sempre que estás assim tem a ver com ele.
Tânia – Pois mas desta vez não tem por isso se faz favor não toques no nome dele.
Catarina – Pronto já percebi que não queres falar mais portanto vou me embora.
Tânia – Não, espera.
Catarina – Que foi?
Tânia – Tenho uma novidade.
Catarina – Vá desembucha.
Tânia – Arranjei, quer dizer a Madalena arranjou uma entrevista para um part-time no Estádio da Luz.
Catarina – A sério!? E é quando a entrevista?
Tânia – Amanhã.
Catarina – Então boa sorte.
Tânia – Obrigada.
Catarina – Vou ter com a mãe.
Tânia – Ok. E olha conta-lhe de entrevista.
Catarina – Está descansada que conto.
Assim que falou saiu e eu fui arrumar a mochila para o dia seguinte e escolher a roupa que iria usar amanhã. Depois de arrumar a mochila e escolher a roupa, fui escolher as botas que iria levar e quando me abaixei para tiraras botas, reparei numa caixa que estava debaixo da cama. Tirei-a e sentei-me na cama com ela a meu colo, abri-a e as recordações que estavam naquela caixa acertaram em mim que nem uma flecha. Percorri aquelas fotos com um sorriso, até que vi um envelope e abri-o, saltou logo á vista fotos do Flávio. Fotos estas que tiramos quando ainda namorávamos e fotos que eu lhe tirava por simplesmente me apetecia. Fui vendo todas as fotos até que uma me faz olhar para ela ainda com mais atenção.
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Esta foto sempre me deixou com um sorriso na cara e desta vez não foi exceção. Lembrei-me daquele dia como se tivesse sido ontem. Apanhei-o completamente distraído mas era assim que ele ficava mais lindo. Aquele sorriso que deixa qualquer uma a babar-se pelos cantos, os seus olhos… Aí Tânia para de pensar nele.
Voltei a pôr as fotos na caixa e arrecadei-a outra vez debaixo da cama. Só quero pôr este capítulo da minha vida para trás das costas.
Deitei-me e adormeci no instante. Ainda acordei algumas vezes durante a noite mas nada que não desse para voltar a adormecer.
Acordei antes do despertador e então fui tomar um banho longo visto que ainda pensava nas fotos de ontem. Vesti-me o melhor que pude para estar apresentável para a entrevista e como estava um pouco frio a roupa que vestia era um pouco quente.
clip_image004Tomei o pequeno-almoço e dirigi-me para a escola. Assim que cheguei, olhei para o relógio e este marcava 7:40min, ainda faltava 35 minutos para tocar, então da mala tirei o maço dos cigarros e agarrei num cigarro e acendi-o. Estava muito bem a fumar quando o Flávio apareceu juntamente com um amigo. Assim que me viu, deixou o amigo e veio ter comigo.
Flávio – Deve ter caído um santo do altar. – Falou-me com o seu sorriso que lhe é tão característico.
Tânia – Porquê? – Falei-lhe com um tom de desprezo.
Flávio – Estares aqui tão cedo, sem a Madalena é de admirar.
Tânia – E tu o que é que tens a ver com isso?
Flávio – Calma boneca.
Tânia – Calma, nada. O que é que queres?
Flávio – Só te vim fazer companhia.
Tânia – Não preciso da tua companhia.
Dito isto levantei-me, não estava para o aturar mas ele impediu-me agarrando-me no braço. Ficamos com as caras bastante próximas, estava a reunir todas as forças mas cada vez mais as nossas caras estavam próximas e…

sábado, 2 de junho de 2012

4º Capítulo – “ Ui! Que estou cheio de medo!”


Madalena


         Madalena : Tu não és jogador do Benfica?
Desconhecido – Sim, sou o …
Madalena – Rodrigo, nós sabemos.
Rodrigo – Pois parece que sou muito conhecido.
Madalena – Até parece que não estás habituado a seres reconhecido.
Rodrigo – Por acaso nunca me habituei. Mas ainda não sei os vossos nomes.
Madalena – Pois! Eu sou a Madalena e ela a Tânia.
Estava tão distraída a falar com o Rodrigo que nem reparei o que é que a Tânia estava a fazer e quando reparei ela estava a olhar fixamente para o Flávio. Mas porque é que ela ainda se interessa por ele e olha para ele quando está um rapaz destes a falar connosco. Reparei que ela ia acender um cigarro e ia repreende-la mas o Rodrigo apressou-se a faze-lo.
Rodrigo – Sabes o mal que isso te faz?
Tânia – Sei.
Rodrigo – Então porque é que fumas?
Tânia – Olha lá, mas eu conheço-te de algum lado para me estares a repreender. Vê se vais fazer o que sabes fazer de melhor e não me chateies os miolos.
Rodrigo – Não é preciso responderes assim. Eu só estava a alertar-te.
Tânia – Eu em casa tenho uma pessoa a quem eu chamo mãe, se ela não me chateia com isso não vais ser um jogadorzeco que o vai fazer. Porque alias à muitos jogadores que fumam.
Rodrigo – Diz-me um.
Tânia – Aquele do Manchester City.
Rodrigo – Quem?
Tânia – É um preto italiano.
Rodrigo – Não sei quem é. – Ele estava numa de a provocar ainda mais e eu estava a adorar de ver eles a picarem-se um ao outro. Pus-me a pensar que eles dariam um bom casal.
Tânia – Sabes sim, não queres é dizer.
Rodrigo – Não sei não.
Tânia – Sabes sim portanto diz senão.
Rodrigo –  Senão o que, vais bater-me é?
Tânia – Se for preciso vou.
Rodrigo – Então força. Já sofri pior, não vai ser um estalo que vou me queixar.
Tânia – Não te vou mandar estalo nenhum. Queimo-te com o cigarro.
Rodrigo – Ui! Que estou cheio de medo!
Tânia – Já alguma vez te disseram que és bastante irritante.
Rodrigo – Por acaso não. És a primeira.
Tânia – Eles devem ter uma paciência de um santo.
Rodrigo – Diz que sim. E então a Madalena tem a paciência de mil santos para te aturar. Sim porque só um não chega com certeza.
Tânia – Sabes uma coisa adeus. Não estou para te aturar.
Rodrigo – Adeus. Manda cumprimentos à família.
Ela nem respondeu, provavelmente ficou sem resposta o que é muito raro visto que ela tem sempre a resposta na ponta de língua.
Madalena – Acho que mereces um prémio.
Rodrigo – Porquê?
Madalena – Porque com a última frase deixaste-a sem resposta e acredita ela tem sempre resposta.
Rodrigo – Ah ok. Mas ela não parecia estar muito bem.
Madalena – Ela acabou com o namorado no início do Verão e não se viam desde então. E agora voltaram se a ver e beijaram-se e está naquela se gosta ou não gosta dele. Aquelas tretas todas que dá cabo da cabeça a uma pessoa.
Rodrigo – Mas o que é que ele lhe fez?
Madalena – Traiu-a e ela apanhou-o. Mas não foi a primeira vez. Já a traiu p’ra aí três vezes.
Rodrigo – A sério? Mas será que ela não abre os olhos e vê o que tem em frente dela é uma pessoa completamente otária.
Madalena – Pois mas ela é muito ingénua.
Rodrigo – Não me pareceu isso.
Madalena – Mas é, acredita. Mas tenho de ir embora que já tocou para a entrada.
Rodrigo – Ok. Adeus então. Gostei de vos conhecer.
Madalena – Eu também.
Despedimo-nos com um beijinho na cara e fui para a aula. Lá encontrei a Tânia e só de me lembrar do episódio de à pouco só me dava vontade de rir mas ainda assim controlei-me. Sentei-me ao lado dela e o professor deu inicio à aula. Ao fim de algum tempo o stor mandou-nos fazer trabalhos em grupo com o colega de carteira e assim aproveitei para falar com ela do que se tinha passado.
Madalena – Ainda estás chateada?
Tânia – Eu não estou chateada.
Madalena – Estás sim.
Tânia – Não estou não. Estou irritada é isso que estou.
Madalena – Porquê?
Tânia – Porquê?! Ainda perguntas?
Madalena – Estás assim porque não aguentas-te o facto de ele te responder sempre à letra?
Tânia – Não é isso. É o facto de ele se meter na minha vida enquanto eu não o conheço de lado nenhum.
Madalena – Mas tu conhecia-lo, ele é que não te conhecia. E aliás ele estava a fazer aquilo para te provocar.
Tânia – Isso sabia eu.
Madalena – Ele também estava todo de sorrisinhos para ti, tu é que não viste e continuavam-se a provocar.
Tânia – Olha vamos fazer mas é os exercícios.
Madalena – Sim, agora desvia a conversa.
Não falamos mais no assunto pois sabia que se tocasse mais no assunto ela passava-se comigo.


Rodrigo

Depois daquele episódio com a Tânia dirigi-me para o Marquês de Pombal pelo caminho que elas me tinham indicado. Ainda fui abordado algumas vezes mas pouco tempo depois lá cheguei ao sítio, onde já todos me esperavam.
Nelson Oliveira – Fogo estava a ver que não.
Witsel – Mesmo a sério. Ficaste a dormir foi?
Rodrigo – Calma. Perdi-me e tive de pedir indicações, só isso.
 Aimar – Isso explica tudo mas agora vamos que já estamos atrasados.
Fomos então todos para o treino que nesse dia era no Estádio da Luz e era aberto aos adeptos.
O treino até correu relativamente bem. Fui para casa e almocei. Como ia passar a tarde sem fazer nenhum decidi ligar ao Bruno (César) para vir jogar PES, lógico que ele concordou logo e pouco tempo já cá estava em casa.
Tivemos grande parte a jogar mas deu-nos a fome e fomos lanchar.
Bruno – Ouve lá, o que é que se passa contigo?
Rodrigo – Comigo, nada.
Bruno – Viraste mentiroso foi. Dá bem para ver que estás estranho.
Rodrigo – Já te disse que não se passa nada. Fogo, que chato.
Bruno – Isso envolve rapariga.
Rodrigo – Pronto, piraste de vez.
Bruno – Ahahaha! Então envolve mesmo. Quem é ela?
Rodrigo – Não é ninguém.
Bruno – É sim, meu. A tua cara não engana.
Rodrigo – Pronto. O que é que queres saber?
Bruno – Como é que ela se chama? É de onde? Onde a conheces-te e como? E talvez a idade.
Rodrigo – Chama-se Tânia, creio que é cá de Lisboa e conhecia ao pé do Liceu Camões. Foi a ela e a uma amiga dela que pedi indicações. Quanto à idade não faço a mínima quantos anos ela tem.
Bruno – Até sabes algumas coisinhas para quem a conheceu hoje.
Rodrigo -   Cala-te e come que é para irmos jogar.
Bruno – Sim. Ta bem.
Depois desta ligeira troca de palavras, continuamos a jogar até á hora de jantar. Aí ele foi-se embora pois tinha combinado umas coisas e fiquei sozinho. Jantei, vi um pouco de TV e depois fui para a cama visto que estava um pouco cansado.
Foi na cama que a Tânia me veio ao pensamento e sorri ao relembrar o que se tinha passado. Será que a voltarei a ver?