segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Um pequeno desabafo

 

Olá!

Há algum tempo que não vinha ao blog e ontem por acaso decidi vir cá para ler os vossos comentários. E fiquei surpreendida…

Não tinha nenhum. Sei que não têm a obrigação de comentar mas é importante para mim. Não só para mas também para todas que escrevem. Esperam sempre uma palavra de apoio . Nem que seja um “Adoro” ou um “Continua”. Apenas pequenas palavras que nos dão inspiração, motivação para continuar a escrever.

E a falta de reações fazem-me pensar que a história não está a ser do vosso agrado.  Se não estão a gostar, agradecia que me dissessem. Que me dessem uma critica construtiva.

 

Mas não posso falar só dos comentários. Venho também agradecer-vos pelas visualizações, que amentaram bastante. Desde do ultimo capítulo cerca de 399 visualizações foram feitas.

 

Quanto á fic posso dizer-vos que é a partir do próximo capítulo que a história entre a Tânia e o Rodrigo começa a desenrolar-se.

 

Beijos,

Tânia

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

15º Capitulo – “Mas vocês iam-se beijando.”



Tânia

Não podia acreditar, ela andava a falar com o Rodrigo. Olhei em volta a ver se a via e como não a via abri as mensagens que consegui. Li todas por alto e vi que só falavam de mim. Mas por carga de água só falavam de mim?
Assim que acabei de ler apareceu a Madalena na porta e eu atirei o mais rápido possível o telemóvel para a mala e fechei-a para ela não notar que tinha andado a mexer nas coisas dela. Entramos para a sala de aula e sentámo-nos nos nossos respectivo lugares. A stora deu inicio á aula e pouco depois já tinha a Madalena a moer-me o juízo.
Madalena – Vais dizer-me com quem saíste ontem?
Tânia – Vais dizer-me com quem é que andas ás mensagens?
Madalena – Oh! Diz lá.
Tânia – Não sei.
Madalena – Vá lá. Vá lá. Vá lá…
Tânia – Pronto. Fui sair com o Nico.
Madalena – Com o Nico?! Espera é aquele Nico que eu estou a pensar?
Tânia – Depende de quem estejas a pensar.
Madalena – Tu saíste com o Nico Gaitán?
Tânia – Sim. Qual é o problema?
Madalena – Nenhum. Mas sabes quem é que não vai gostar nada de saber isso?
Tânia – Quem? – Soube logo de quem é que ela se estava a referir mas mesmo assim fiz-me de desentendida.
Madalena – O Rodrigo.
Tânia –Mas ele só vai saber se alguém lhe contar. Nós não temos nada, nem amigos somos quanto mais. Portanto coisas sobre mim não lhe interessam para viver.
Madalena – Não digas isso.
Tânia – O quê? Que nem amigos somos. – Ela abanou na cabeça em sinal de afirmativo. – É verdade.
Madalena – Mas vocês iam-se beijando.
Tânia – E…
Madalena – E esquece. És uma parva. – Não lhe respondi mais é que nem valia a pena. A aula passou rápido e com isso as outras também passaram rápido. Despedi-me da Madalena e fui para casa.
Passou uma semana desde que saí com o Nico, ao longo da semana fui falando com ele.
 
Nico
Passou uma semana desde que tive aquele “encontro” com a Tânia.
Tinha acabado o treino e fui para minha casa juntamente com o Rodrigo, íamos jogar um pouco de playstation mais propriamente PES.
Enquanto jogávamos falávamos de coisas banais até ele se lembrar de falar sobre a Tânia.
Rodrigo – Ah é verdade como correu o seu encontro com a garota?
Nico – Primeiro ela não é uma garota. E segundo correu bem.
Rodrigo – Pronto. Não me bata, não. E quando é cê apresenta ela aqui para a gente?
Nico – Não sei.
Rodrigo – Então porque é que não convida ela p’ra o jantar de amanhã que por acaso até aqui em sua casa.
Nico – Boa ideia. Vou-lhe telefonar agora. – Levantei-me para ir buscar o telemóvel sem antes ouvir o Rodrigo.
Rodrigo – Eu vou continuar a jogar.
Nico – Só assim é que ganhas.
Peguei no telemóvel para lhe ligar mas em vez disso apenas lhe mandei uma mensagem.
Para Tânia
Olá! Tudo bem? Queria-te perguntar se amanhã querias vir jantar a minha casa com o pessoal. É que eles não param de me chatear é que querem te conhecer. Depois diz qualquer coisa. Bjs Nico.

Será que vai aceitar?
Se aceitar como irá reagir á presença do Rodrigo?
E o Rodrigo como reagirá quando souber que a rapariga que o Nico tanto fala é a Tânia?
 

Olá!
Espero que gostem e comentem. Sei que esta pequenino mas não estava lá muito inspirada.
Bjs Tânia

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

14 º Capítulo – “És mesmo um mentiroso.”


Nico

E cada vez mais as nossas caras estavam mais próximas, só quando os nossos lábios se quase tocavam, ela desviou a cara e pousou-a no meu ombro direito. Interrompendo então aquele que seria o nosso beijo.
Entretanto a música parou e nós regressamos á nossa mesa. Pedimos as sobremesas e falamos sem nunca falar no que se tinha passado á pouco. Comemos as sobremesas entre gargalhadas. Quando fomos pagar, ai começou um pequena discussão de quem iria pagar, usei todos os argumentos que tinha deixando-a sem resposta. Então paguei e fomos para o carro. Olhei para o relógio e vi que ainda eram nove e meia da noite, e perguntei-lhe o que queria fazer.
Tânia – Não sei. Mas ainda não me apetece ir para casa portanto deixo a teu critério.
Nico – Já sei.
Tânia – E vamos onde?
Nico – Não disseste que ficava a meu critério, então logo vês.
Conduzi até a um sitio que já me tinham falado e que nunca tinha tido oportunidade de lá ir até agora. Ela bem queria saber onde íamos mas como lhe disse, ela deixou isso a meu critério. Não sabia se ela iria gostar do sítio mas mesmo assim arrisquei e decidi lá ir. Chegamos e ela descobriu logo onde estávamos.
Tânia – Já sei onde estamos. – Disse já saindo do carro.
Nico – E estamos onde?
Tânia – Em Cascais. Mais propriamente na Boca do Inferno.
Nico – Já cá tinhas vindo?
Tânia – Sim. Já cá vim algumas vezes. E tu?
Nico – Nem por isso.
Tânia – Por isso é que escolheste este local.
Nico – Ora nem mais.
Tânia – Então anda. – Pegou-me na mão e puxou-me.
clip_image002Fiquei maravilhado. Aquilo era realmente muito bonito.
Vimos aquela magnífica paisagem sempre com as mãos dadas. Não posso dizer que aquilo não mexeu comigo porque mexeu. Quem passasse por nós pensaria que éramos namorados enquanto na verdade nem lá estamos perto. Considero-a uma amiga, talvez a irmã que nunca tive.
Sentámo-nos num banco que lá havia e ficamos a admirar a paisagens. Realmente era incrível. Senti ela a aproximar-se de mim e resumi logo que estava com frio porque vinham várias correntes de vento forte contra nós. Tirei o casaco e pus-lhe nos ombros.
Tânia – Não era preciso. Agora vais ficar tu com frio. – Enquanto disse isso, encostou-se a mim e eu abracei-a para ficarmos um pouco mais quentes.
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Nico – Vês, assim já ficamos mais quente.
Tânia – És mesmo um mentiroso.
Nico – Eu, mentiroso? Porquê?
Ela não disse nada. Despiu o casaco, eu ia refilar mas ela colocou o dedo nos meus lábios para me calar. Meteu o casaco nas minhas costas e depois voltou-se a abraçar a mim. E ai percebi o porque dela ter tirado o casaco, assim conseguia proteger-me a mim do frio e a ela também.
Ficamos assim durante algum tempo, sempre a olhar para o mar. Aquilo acalmava e bastante. Não demos pelo tempo passar e quando vimos as horas já eram onze e meia da noite. Ela olhou para o telemóvel e viu que já tinha várias chamadas da mãe e da irmã. Portanto levantamo-nos mas sempre abraçados até ao carro devido ao frio que se fazia sentir.
Entramos no carro e pouco depois arrancamos. Estávamos a conversas de coisa banais quando de repente passa uma música na rádio, que pelos vistos ela gosta e começou a cantar. Era uma música que eu conhecia portanto no refrão juntei-me a ela e o resultado foi catastrófico. Ela canta muito bem e eu parecia um pato a grasnar.

Vi que ela estava bastante alegre e agora agradeço por não nos termos beijado, teria arruinado o jantar.
Chegamos rapidamente a casa dela.
Nico – Bem estás entregue.
Tânia – Obrigada pelo jantar.
Nico – A tua mãe não se vai chatear por teres chegado a esta hora, quer dizer amanhã tens que te levantar cedo.
Tânia – Não te preocupes. – Deu-me um beijo na face e saiu. Esperei que ela entrasse em casa e depois arranquei.


Tânia

Depois daquele quase beijo, tentei esquecer o que se tinha passado era o melhor e ao que parece ele fez o mesmo. Eu não o queria magoar mas só o via como amigo mais nada.
Abri a porta e reparei na luz que vinha da sala, fui pé ante pé e olhei lá para dentro e vi que a minha mãe se tinha deixado de adormecer. Fui até ao meu quarto, despi-me e vesti o meu pijama. Deitei-me rapidamente e adormeci.
***
clip_image006Acordei e como habitual tratei da minha higiene e vesti-me e fui tomar o pequeno-almoço.
Entrei na cozinha, ainda estava tudo desligado e não havia sinal da minha mãe ou irmã. Comi uma peça de fruta e quando vou para sair aparece mesmo á minha frente a minha mãe com cara de poucos amigos.
Mãe – Tânia Vanessa, a que horas chegaste ontem?
Tânia – Deviam ser p’rai onze.
Mãe – Não me mintas Tânia Vanessa.
Tânia – Podes parar de me chamar Vanessa?
Mãe – Porquê? É o teu nome.
Tânia – Tá bem. Vou andado para a escola. – Dei-lhe um beijo na bochecha e sai porta fora para não a ouvir mais.
Cheguei á escola e a Madalena já lá estava e por estranho que pareça estava agarrada ao telemóvel, coisa que não é dela e ainda por cima estava a sorrir para o telemóvel. Cheguei ao pé dela e imediatamente guardou o telemóvel.
Tânia – Com quem é que estavas a falar?
Madalena – Com ninguém. Porque é que perguntas isso?
Tânia – Porque estavas a sorrir para o telemóvel, só isso.
Madalena – Ok. Olha guarda-me a mala que eu vou á casa de banho.
Ela saiu de ao pé de mim e eu fiz uma coisa que não se deve fazer. Abri a carteira dela e retirei de lá o telemóvel e comecei a ver de quem era as mensagens que ela recebia. Abri o menu e fui até ás mensagens assim que abri fui até á caixa de entrada e assim que o fiz tive uma enorme surpresa. Não podia acreditar.

Com quem é que Madalena anda a trocar mensagens?

Olá!
Como sabem ontem foi o sorteio da Liga dos Campeões e queria saber o que acham do grupo onde está o Benfica. Acham que o Benfica vai conseguir vencer o “temível” Barcelona. 
Também queria deixar um “Obrigada” ao Saviola pelo que fez por nós.
Bjs Tânia

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

13º Capítulo –“ Eu não sou muito boa a dançar.”


Tânia

Sai do hospital, uma corrente de ar veio contra mim, nesse preciso momento inspirei fundo e finalmente senti-me mais livre. Um sentimento que nunca mais tinha sentido depois de começar a namorar com o Flávio.
Apanhei o autocarro em direcção à escola. Sabia que já não chegava á primeira aula, muito menos à segunda visto que já tinha começado.
Sentei-me num dos bancos e coloquei os fones nos ouvidos mas para os retirar logo porque tinha recebido uma mensagem. Abri-a e sorri ao ver de quem era.

De: Nico
Olá! Espero que esteja tudo bem contigo.
Quero perguntar-te se ainda estás disposta a jantar comigo.
Estás?
Bjs Nico


Para : Nico
Olá!
Sim. Ainda estou disposta.
Mas vai ser quando?
Bjs



De: Nico
Pode ser hoje?



Para : Nico
Claro que pode.



De: Nico
Então fica combinado.
Vou-te buscar às oito.
Bjs


Respondi-lhe, dando-lhe também a morada para saber onde me iria buscar. Pouco tempo depois cheguei à escola e na entrada principal estava a Madalena e tinha cara de poucos amigos. Assim que me viu veio ter comigo e eu soube logo que me iria dar na cabeça.
Madalena – O que é que te passou pela cabeça?
Tânia – Nada. – Respondi com a mais calma possível.
Madalena – Nada?! E ainda por cima com essa calma toda.
Tânia – O que é que queres que te diga?
Madalena – O motivo porque foste a correr até ao hospital.
Tânia – Não sei. Mas ainda bem que fui assim pude esclarecer umas coisas.
Madalena – Que coisas?
Tânia – Coisas…
Madalena – Ok. Mas falando de outra coisa. A malta está a combinar irmos jantar e depois ao cinema. Que achas?
Tânia – É para quando?
Madalena – P’ra hoje.
Tânia – Não posso. Já tenho coisas combinadas.
Madalena – Com quem?
Tânia – Não te interessa.
Madalena – É com o Rodrigo?
Tânia – Mas tu passaste-te foi? Achas que algum dia eu iria sair com ele?
Madalena – Calma , não é preciso ficares irritada. – Ia-lhe responder mas tocou, sorte a dela.
Fomos para a aula e por azar era com a nossa DT portanto tive de a ouvir a refilar comigo por ter faltado as aulas anteriores e queria saber o motivo porque o fiz mas isso não lhe disse. Não lhe interessava nem pouco. Falou também o que se tinha passado com o Flávio. Passado algum tempo tocou.
A Madalena ainda tentou saber com quem iria sair mas não teve sorte.
Cheguei a casa e fui falar com a minha mãe sobre o facto de ter faltado as aulas, uma coisa que ela compreendeu e fiquei bastante surpreendida. Também lhe disse que ia sair com um amigo.
Fui para o meu quarto, e fui escolher a roupa que iria utilizar para o jantar. Não foi uma escolha fácil visto que não sabia onde iríamos jantar. Assim que o escolhi, olhei para o relógio e vi que ainda era bastante cedo então como qualquer adolescente fui um pouco ás redes sociais ver o que se passava mas depressa me fartei e fui ver televisão.
O tempo passou rápido e quando vi as horas já eram sete. Fui tomar um banho e depois fui-me vestir.
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Sai do meu quarto e a minha irmã começou logo a provocar-me. Não liguei nenhuma pois o Nico já me tinha mandado uma mensagem a avisar que já lá estava fora à espera.

Nico

Hoje acordei e combinei as coisas com a Tânia. O dia passou bastante depressa e quando vi as horas já eram quase sete horas. Fui tomar banho e depois vesti-me.
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Entrei no carro e arranquei até a casa dela. Quando lá cheguei mandei-lhe uma mensagem a dizer-lhe que já estava á espera dela. Pouco depois ela saiu e posso dizer que fiquei de boca aberta. Ela vinha linda. Sai do carro e fui cumprimentá-la. Lógico que a elogiei.
Nico – Olá! Bem estás linda. – Quando lhe disse isso, ela baixou a cabeça e mostrou um sorriso tímido. Agradeceu e entramos no carro.
Durante o caminho falamos de coisas banais. Era bastante fácil falar com ela.
Chegamos ao restaurante e vi a cara surpreendida dela. Vi que não estava habituada a frequentar aqueles tipos de restaurantes. Entramos e logo vieram ter connosco a indicar-nos a mesa.
Fizemos o pedido e ficamos a conversar para nos conhecermos melhor. Pouco tempo depois vieram-nos trazer os nossos pedidos e continuamos a conversar. Uma conversa com bastante gargalhadas por ambas as partes.
Ela fascinava-me cada vez mais, não só pela sua beleza exterior mas também pela sua beleza interior. Conversamos alegremente até que no palco que havia no restaurante começou a tocar uma banda e várias pessoas levantaram-se para dançar.
Olhei para ela e sorri. Levantei-me e fui até ela e peguei-lhe na mão para que ela viesse dançar. Vi que ficou com receio e assim que falou confirmei isso.
Tânia – Eu não sou muito boa a dançar.
Nico – Deixa estar que eu também não.
Puxei-a para o meio da pista, ela colocou as suas mãos em volta do meu pescoço e as minhas mãos estavam em volta da sua cintura. Ficamos com os olhos “colados” um no outro e assim pude admirar a sua beleza. Os seus olhos azuis que brilhavam intensamente, os seus lábios que pareciam que tinham sido cuidadosamente desenhados.
Os nossos olhares eram cada vez mais intensos e sem dar por isso as nossas caras já estavam bastante próximas, conseguia sentir a sua respiração acelerada nos meus lábios, senti os seus batimentos cardíacos também muito acelerados.
 
Visitem a fic da Verónica Baptista.
É bastante boa e recomendo. Não se vão arrepender de ler. Prometo!


sábado, 18 de agosto de 2012

12º Capítulo –“ Sabia que vinhas”


Tânia

Tânia – O que é que se passou com o Flávio?
Cláudia – Ele teve um acidente de carro. Está internado no Hospital da Luz.
Não ouvi mais nada. Peguei nas minhas coisas e apanhei o primeiro táxi que me apareceu á frente. Durante o caminho perguntei-me se estaria a fazer o correcto. Ir visitá-lo ao hospital. A minha cabeça dizia para não ir mas o meu coração dizia para seguir em frente e ir visitá-lo.
Não lhe queria dar falsas esperanças. Quero mentalizar-me que já não gosto. Não posso nem quero. Ele já me fez sofrer o suficiente. É obvio que sinto aquele carinho especial por ele. Mas não quero sentir mais do que isso. Nunca mais.
Despertei dos meus pensamentos quando o senhor me chamou dizendo que já tínhamos chegado ao destino. Paguei e saí em direcção ao hospital.
Entrei e dirigi-me à secretária para logo a seguir perguntar pelo Flávio. Disseram-me que ainda não era a hora das visitas e que teria de espera pelo menos uma hora. E assim o fiz.
Sentei-me num banco da sala de espera e coloquei os fones. Estava perdida nos pensamentos quando dou conta que me estavam a ligar. Olhei para o visor e vi que era a Madalena. Já sabia que quando lhe dissesse que estava no hospital me daria na cabeça e com razão mas acho que o meu coração naquele momento falou mais alto. Atendi a chamada.
Inicio da ligação

Madalena – Tânia Vanessa diz-me que não estás no hospital?
Tânia – Não estou no hospital.
Madalena – Eu estou a falar a sério. O que foste p’ra ai fazer?
Tânia – Vim visitá-lo.
Madalena – Mas tu és parva ou fazes-te? Depois de tudo o que ele te fez ainda o vais visitar?
Tânia – Madalena, poupa-me.
Madalena – Não Tânia. Poupa-me tu. Onde está aquela Tânia que há uns dias me disse que queria esquecer o Flávio. Que era o melhor.
Tânia –Não sei. – Olhei para o relógio e vi que estava na hora da visita. – Olha vou ter que desligar.
Madalena – É que nem te atrevas a desli….
Fim da ligação

Entrei no quarto e quando o fiz reparei que ele ainda estava a dormir. Sentei-me na cadeira que existia a seu lado e pousei a minha mãe em cima da dele. Fiquei por breves minutos a fazer-lhe festas na mão.
Flávio – Sabia que vinhas.
Tânia – Vim porque me preocupo contigo.
Flávio – Não só. Vieste porque ainda me amas.
Tânia – Isso não é verdade.
Flávio – Ai não?
Tânia – Não.
Flávio – Então porque é que vieste?
Tânia – Já te disse preocupação.
Flávio – Mentiras atrás de mentiras.
Tânia – Não são mentiras.
Flávio – São sim. Eu amo-te. Diz-me olhos nos olhos que não me amas.
Tânia – Flávio, eu não vou dizer isso porque provavelmente é mentira. – Ele sorriu vitorioso. – Mas vou fazer os possíveis para fazer com que o amor que sinto por ti passe a ser só amizade.
Flávio – Não digas isso. Lembra-te dos momentos bons que passamos juntos. Isso já não significa nada para ti?
Tânia – Claro que significa. Mas lembra-te que também tivemos momentos maus e um deles ditou o fim do nosso namoro.
Flávio – Então se significou porque é que estás a fazer isso?
Tânia – Porque é o melhor para os dois.
Flávio – Não digas isso. – Pequenas lágrimas escorreram pelo seu rosto e ao ver isso o meu coração minguou.
Tânia – Tenho de ir. Fica bem. – Dei-lhe um beijo na testa e dirigi-me para a porta. Mas ao colocar a mão da maçaneta ele chama-me.
Flávio – Tânia, espera.
Tânia – O que foi?
Flávio – Dá-me um beijo.
Tânia – O quê?
Flávio – Dá-me um último beijo.
Tânia – Adeus Flávio. – E sai do quarto.
Flávio

Estava a caminho da escola, estava a passar num cruzamento e vi que podia continuar visto que do outro lado não vinha de lá nenhum carro. Continuei, só que do nada aparece um carro do outro lado e embate com tanta força no meu que acaba por captar.
 
Car-accident-hits-motorcycle

Só me lembro de ver um monte de gente a meu redor e a chegada do INEM.
Acordei já estava instalado num quarto do hospital com os meus pais a meu lado. Pude ver os sorrisos de alívio que se formaram nas suas caras.
Pouco tempo depois chegaram os médicos que me levaram do quarto para fazer mais exames. Quando os acabei de fazer já eram quase oito da noite. Jantei e rapidamente adormeci.
***
Acordei e não podia a creditar no que via. A Tânia ali sentada a mexer-me na mão. Sorri interiormente. Ela ao estar ali deu-me certezas que ainda me ama. Trocamos algumas palavras. Palavras, essas que me fizeram ficar de rastos.
Quando ela se ia embora pedi-lhe que me desse um beijo. O último beijo. Beijo, que ela negou e saiu.
Lembrei-me que tinha uma foto dela na minha carteira. Tirei-a e fiquei a admirar aquela foto.
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Tinha sido tirada por mim. Lembro-me como ela gostava de fazer caretas para as fotos e nesta apanhei de surpresa mas ficou linda.
A coisa que não me saia do pensamento é que ela me quer esquecer.
Será que é o fim da nossa história?
 
Olá!
Primeiro peço desculpa pela a minha ausência, tive de férias e não consegui escrever nada. E ainda tenho de pôr a leitura em dia das fic que acompanho.
Segundo queria agradecer pelos comentários no último capitulo, significa muito para mim saber que estão a gostar. Quanto à sondagem fiquei igualmente feliz por saber que gostam da história. Também vou ter especial atenção ao voto que diz para mudar o rumo da história.
Espero que gostem deste capítulo.
Bjs Tânia

sábado, 28 de julho de 2012

11º Capítulo – “O que se passa?”


Tânia

Estava a cantar quando sou interrompida por uma voz que me faz assustar.
… - Desculpe…
Tânia – Ahhhh!
… - Calma!
Tânia – Desculpa. Assustei-me.
… - Sou assim tão feio?
Tânia – Claro que não.
…- Se o diz.
Tânia – Podes-me tratar por tu.
… - Ok. Já agora sou o Nico Gaitán.
Tânia – Eu sou a Tânia.
Nico – Prazer em conhecer-te Tânia.
Tânia – Vais querer alguma coisa?
Nico – Sim. Uma garrafa de água.
Tânia – Aqui tens.
Nico – Obrigado. Bom tenho que ir. Prazer em conhecer-te. – Assim que se afastou respirei de alivio mas não por muito tempo pois ele tinha voltado para trás. – Já agora, cantas muito bem. – Fez um sorriso maravilhoso.
Tânia – Obrigada.
Nico – Vemo-nos por aí. – Agora sim tinha ido embora definitivamente. Voltei a respirar de alívio. Ainda estava a recuperar do susto quando aparece a Madalena vinda do nada.
Madalena – Algum problema?
Tânia – Porra, hoje tiraram o dia para me assustar.
Madalena – Estás a falar ali do Gaitán?
Tânia – O quê?
Madalena – Eu assisti á cena toda. Desde do inicio.
Tânia – E o que é que tem?
Madalena – E o que é que tem? É que para o Rodrigo és mais fria do que um gelo e agora ali para o Senhor Gaitán já estavas com os teus sorrisos.
Tânia – Só estava a ser simpática.
Madalena – Claro que estavas. – Ironizou.
Tânia – Pois estava ou queres perder o emprego por causa de mim.
Madalena – Sabes que o que adoro?
Tânia – P’ra que essa pergunta agora?
Madalena – Mas sabes ou não?
Tânia – Sei que adoras café, gelado de baunilha…
Madalena – Ai rapariga não é isso.
Tânia – Então é o que?
Madalena – Adora quando inventas argumentos para teres razão.
Tânia – Mas eu não inventei nada.
Madalena – Não era por seres um pouco arrogante para ele que iria perder o meu trabalho.
Tânia – Claro que podias. Ele é um jogador da casa. – Não sei o porquê mas ela desmanchou-se a rir.
Madalena – A sério? Não tinhas mais argumentos.
Tânia – Não.
Não falou mais nada visto que começou a chegar bastante gente. Avisei-a que tinha de ir embora pois a minha mãe já me tinha telefonado a dizer para ir para casa. Despedi-me dela e sai do bar.
Estava a ir na direcção do metro quando oiço alguém gritar por mim. Por momentos pensei que era o Rodrigo e então pedi a todos os santinhos para que não fosse. Olhei para trás para confirmar quem era e vi que era o Gaitán. Suspirei de alívio.
Tânia – Ainda por aqui?
Nico – Sim. Eu pensei que estivesses a trabalhar. – Vi que estava bastante cansado o que me fez sorrir. – Estás-te a rir de quê?
Tânia – Primeiro, eu não trabalho no bar e segundo para um jogador de futebol que corre durante 90 minutos, correste só aquele bocadinho e já estás a morrer.
Nico – Eu não estou a morrer. Apenas estou um pouco mais cansado porque de manhã tive treino. Mas tu disseste que não trabalhas no bar.
Tânia – E não trabalho. Estava lá apenas porque a minha amiga Madalena, é ela que trabalha lá, teve de ir à casa de banho.
Nico – Humm. Já vais para casa?
Tânia – Yap. Mas porquê?
Nico – Queria-te perguntar se querias ir jantar comigo mas pelos vistos não vai dar.
Tânia – Hoje não. Mas podíamos combinar para outro dia que dê jeito aos dois.
Nico – Ok
Trocamos números de telemóvel e despedimo-nos um do outro com um beijo na cara.
Cheguei a casa por volta das oito. Já o jantar estava pronto. Depois de jantar e de estar um pouco à conversa com a minha mãe e a minha irmã, fui-me deitar. Estava cansada. Mas uma coisa não me saia do pensamento. Será que a Madalena tinha razão? Claro que não. Que parvoíce.

***

Acordei e fiz o habitual, tomei banho, vesti-me e tomei o pequeno-almoço e fui para a escola.
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Cheguei à escola e ainda não estava ninguém da turma portanto sentei-me num dos bancos que havia no jardim à frente da escola, a fumar.
Não demorou muito até alguns dos meus colegas se juntarem em mim. Pouco depois chegou a Madalena.
Estávamos a conversar quando uma colega nossa chega a correr.
Tânia – Calma Cláudia! Nós não fugimos.
Cláudia – Pois. Mas eu tenho de vos perguntar uma coisa.
Tânia – O que se passa?
Cláudia – Já sabem o que aconteceu ao Flávio? – Assim que ouvi a pergunta o meu coração começou a bater rapidamente.
Tânia – O que é que aconteceu ao Flávio?
 
 




Olá!
Consegui arranjar um tempinho para escrever um capitulo. Mas como podem ver não foi muito visto que o capitulo é pequenino.
Queria saber se gostam do novo “visual” do blogue ou gostavam mais do outro.
Bjs Tânia

sábado, 21 de julho de 2012

10º Capitulo – “Era suposto me ofender?”


Tânia


Continuei a andar até que alguém vindo do nada vem contra mim com tanta força que me derruba.
… - Me desculpa! Não tinha visto você.
Tânia – Não faz mal. – Pela primeira vez olhei para ele. Não acredito com tantas pessoas que podiam vir contra mim tinha mesmo de ser ele. – O que é que estás aqui a fazer?
Rodrigo – Isso pergunto eu, né? Que eu saiba estou no meu local de trabalho.
Tânia – O que é que tens a ver com isso?
Rodrigo – Você tem uma grande lata.
Tânia – Eu uma grande lata!! Ahhhh deixa-me rir.
Rodrigo – Cê tá a vontade.
Tânia – Ainda bem. Xau. – Ele agarrou-me no braço impedindo-me de ir embora.
Rodrigo – Cê ainda não me respondeu.
Tânia – Ouve lá ó cafezinho com leite sem nata, eu não te tenho que dar explicações.
Rodrigo – Cafezinho com leite sem nata! Era suposto me ofender?
Tânia – Não. Se eu quisesse ofender não era com cafezinho.
Rodrigo – Então era com…
Tânia – Não te vou dizer. Porque não quero ser desagradável.
Rodrigo – Quando me conheceu cê foi desagradável e não se importou e agora cê se importa de o ser. Se resolva garota.
Tânia - Eu não vou ser desagradável porque agora venho cá mais vezes.
Rodrigo – Cê vai trabalha aqui?
Tânia – Não. Mas a Madalena vai portanto não quero criar mau ambiente para ela.
Rodrigo – Quer dizer que vou ver você mais vezes?
Tânia – Não. Quer dizer que vais ver a Madalena mais vezes.
Rodrigo – Mas cê disse que iria vir cá mais vezes.
Tânia – Sim. Estar com a Madalena.
Rodrigo – Cê sabe que o trabalho que a Madalena está, ela tem de conviver connosco.
Tânia – Pois ela convive convosco, eu não.
Rodrigo – Mas vai olhar.
Tânia – Não tens que ir dar uns pontapés na bola?
Rodrigo – Que, cê já se quer ver livre de mim? – Aproximou-se bastante de mim. A cara dele estava a sensivelmente dois centímetros
Tânia – Quero.
Rodrigo – Cê é mazinha, sabia?
Tânia – Sim, já me disseram isso hoje.
Rodrigo – E quem falou isso?
Tânia – Uma pessoa que não conheces.
Rodrigo – Se você disser posso até conhecer.
Tânia – Chama-se Flávio.
Rodrigo – O seu ex-namorado!
Tânia – Como é que tu… - Fui interrompida pela Madalena.
Madalena – Finalmente que te encontro. – reparou no Rodrigo. – Oh! Olá Rodrigo. Estás aqui à muito tempo?
Rodrigo – Não. Só me estava certificando que a Tânia estava bem. Como está bem até demais, vou indo. Xau.
Foi-se embora. Finalmente pensei para mim. É mesmo um chato.
Madalena – Porque é que ele disse aquilo?
Tânia – Porque ele é tão grande que não vê as pessoas mais baixas e vai contra elas fazendo-as cair.
Nós até tínhamos uma grande diferença de alturas visto que eu só media 1.58m e ele devia medir mais ou menos 1.80m. portanto eram 22 cm a mais.
Madalena – Humhum. Isso anda a ficar bastante interessante entre vocês.
Tânia – Enquanto tiveste na casa de banho, bebes-te foi?
Madalena – Não. Porque?
Tânia – É o que parece.
Madalena – Olha, vocês até têm uma grande química. Ele já percebeu isso, tu é que não.
Tânia – Está confirmado. Andas-te no vinho.
Madalena – Ele até podia ajudar-te a esquecer o Flávio.
Não lhe disse mais até porque chegamos á secretária onde a Madalena se tinha de apresentar. Enquanto ela foi para dentro da sala de reuniões, eu fiquei cá fora á espera dela. Estive mais ou menos 30 min à espera dela. Quando ela saiu da sala ia com uma senhora e iam conhecer o estádio. Lógico que a Madalena perguntou se não havia problema em eu ir ao que a senhora respondeu que não.
Conhecemos o bar, era aí que a Madalena ia trabalhar. Bem tinha razão o Rodrigo, ela teria de conviver com eles. Depois de termos conhecido tudo o que é canto. Chegou a vez de conhecer o relvado e ai o meu coração começou a bater bem rápido visto que eles hoje estavam a ter treino aqui no estádio. Mas porque é que tinha que ser hoje? Podia ter sido amanhã.
Assim que entramos pela parte das bancadas percebi que o treino era à porta aberta o que descansou o meu coração. Não corria o risco de ele me ver.
Madalena – Mais descansada?
Tânia – O que é que estás p’raí a falar?
Madalena – Pensas que eu não notei. Mal a Vanessa disse que iríamos visitar o relvado que ficaste logo toda nervosa.
Tânia – Foi impressão tua. Não tinha nada para estar nervosa.
Madalena – Estás a crer enganar quem? Se eu à pouco não tivesse aparecido provavelmente tinham-se beijado.
Tânia – Cala-te. Cada vez que abres a boca ou entra mosca ou sai asneira.
Madalena – Claro que sai sempre asneira. Mas não te esqueças que muitas vezes concordas com as asneiras que eu digo.
Tânia – Olha, por acaso foste tu que falaste sobre o Flávio ao Rodrigo?
Madalena – Pois… Isso…É que…
Tânia – Já vi que foste tu. Mas quem é que poderia ser né?
Madalena – Desculpa.
Tânia – Mas andas-te a engolir CD’S com a palavra desculpa. Estou-me a lixar p’ra que saiba ou não. O Flávio é passado.
Madalena – Ta bem. Agora deixa-me ver o treino.
Tânia – Alguém em especial?
Madalena – Não. São todos giros.
Tânia – Ok.
Não lhe disse mais nada porque percebi que estava mesmo atenta ao treino. Quase no fim do treino ouvi uma coisa que não me agradou mesmo nada.
…- Ai, o Rodrigo é mesmo lindo.
…- Pois é. Mas sabes uma coisa?
… - O quê?
…- Estás a ver esta rapariga à minha frente?
… - Sim. O que é que tem?
…- Antes do treino ela estava a falar com o Rodrigo e quase se beijaram.
…- Será que são namorados?
…- Achas?! Ele tem bom gosto.
…- Mas pelo que vi dela. Ela até é bastante bonita.
…- Bates-te com a cabeça, foi?
Não aguentei mais ouvir a conversa e tive de entrevir.
Tânia – Desculpem lá interromper a vossa conversa. Primeiro é muito feio falar mal nas costas de uma pessoa. Segundo eu não namoro com o Rodrigo preferia morrer em vez de namorar com ele compreendido? Ou querem que vos faça um desenho? – Assim que acabei de falar peguei na carteira e sai dali. Não estava para aturar aquilo.
Sentei-me num banco que estava por fora do estádio. Fiquei ai à espera da Madalena. Pouco depois apareceu.
Madalena – Podes explicar-me o que aconteceu lá dentro?
Tânia – Nada de especial. Estava farta de lá estar.
Madalena – Sim. E esse fartar tem a ver com a conversa das garotas.
Tânia – Porque haveria de ter? São crianças.
Madalena – Exacto. Crianças. Não percebo qual é o problema.
Tânia – O problema é que andam a insinuar coisas.
Madalena – Ahhhh! Agora percebi. Ficaste chateada por elas insinuarem que namoras com o Rodrigo. És uma parva.
Tânia – Agora partes para as ofensas.
Madalena – É verdade. Todas as raparigas gostavam de ser namorada do Rodrigo. Ou até o namoro ser um rumor. E tu ficas logo chateada. Sinceramente.
Tânia – Sabes bem que não vou com a cara dele.
Madalena – Só não vais com a cara dele por causa do que aconteceu e então subiste a tua guarda e agora pensas que todos os rapazes são iguais.
Tânia – E não são?
Madalena – Não. Só são na tua cabeça. Nem todos são uns canalhas como o Flávio. Se deixasses o Rodrigo entrar na tua vida provavelmente percebias isso. Só que tu és uma casmurra de primeira.
Tânia – Como queiras. Quando conheças a trabalhar?
Madalena – Amanhã! E tu vens comigo.
Tânia – Não haver problema?
Madalena – Achas. Vamos mas é embora que eu tenho mais que fazer.
Apanhamos o metro. Ela saiu em S. Sebastião e continuei até à Alameda. Cheguei a casa estafada. A conversa que tinha tido com a Madalena ainda pairava na minha cabeça. Será que ela tinha razão?
Não pensei mais nisso. Jantei, arrumei a cozinha e fui-me deitar. Dormi sobre o assunto “Rodrigo”.
***
Acordei bem disposta. Tratei da minha higiene pessoal e vesti-me. Tomei o pequeno-almoço e fui para a escola.


clip_image002Cheguei à escola e já lá estavam todos, quer dizer todos não, faltava o Flávio mas pouco me importei. Passei a manhã toda em sossego visto que ele não estava por perto.
Chegou a hora de a Madalena ir trabalhar pela primeira vez e fui com ela, já que ela me tinha pedido ontem.
Passado 20 min já nos encontrávamos no estádio. Entramos logo para o bar onde ela iria trabalhar. A empregada que lá estava apresentou-se, explicou-lhe tudo o que tinha de saber, onde estavam as coisas e assim. Pouco depois já estava ela a tomar conta das coisas.
Tânia – Então preparada?
Madalena - Preparada.






Madalena

Estávamos a conversas, já a Tânia estava dentro do balcão comigo. Nunca pensei que houvesse tanta gente a frequentar o bar do estádio mas enfim, deviam ser funcionários. Estava a atender pedido enquanto a Tânia tratava dos cafés e da comida, quando vejo ao longe o Rodrigo com mais uns amigos.
Madalena – Tânia…
Tânia – Sim?
Madalena – Vêm ali o Rodrigo.
Tânia – Estás a gozar, certo?
Madalena – Não. - Ela veio ao pé de mim e pode certificar-se que eu não mentia.
Tânia – E agora?
Madalena – Esconde-te lá dentro. Que agora o bar já está um pouco vazio.
Tânia – Ok. Até já.
Ela escondeu-se dentro da cozinha enquanto eu me pus por de trás do balcão. Ele olhou para mim e pediu aos colegas para esperarem e veio ter comigo.
Rodrigo – Oi!
Madalena – Olá! Por aqui?
Rodrigo – Sim. Viemos ver umas coisas.
Madalena – Ok. Eu vou ter de ir ali atender aquele casal. – Sai e fui anotar o pedido do casal e quando voltei ele ainda estava no mesmo lugar. – Precisas de alguma coisa?
Rodrigo – Hummm! – Percebi logo o que ele que queria dizer ou neste caso perguntar.
Madalena – Pergunta logo.
Rodrigo –Cadê a Tânia? – Perguntou numa rajada. Apenas consegui rir. – Porque é que cê se está rindo?
Madalena – Gostas mesmo dela? – Tinha de lhe fazer esta pergunta. Sabia que a Tânia ouvia o que nós falávamos e assim matei dois coelhos numa só rajada.
Rodrigo – Eu não sei explicar. Ela é especial.
Madalena – Especial, como assim?
Rodrigo – Cê sabe que há aquelas garotas que só falam comigo por ser famoso mas a Tânia não é assim. Ela se está lixando para que eu seja famoso ou não.
Madalena – Pois mas ela é bastante rude contigo.
Rodrigo – Por isso mesmo, cara. Todas as garotas são simpáticas para mim mas ela não. Ela é mazinha pra mim. – Ia-lhe responder mas somos interrompidos pelos colegas/amigos deles. Olho para eles e vejo que eram os mesmo da outra vez, quer dizer desta vez sem o Gaitán.
Luisão – Porque é que cê está a demorar tanto?
Rodrigo – Estava só perguntando uma coisa.
Javi – Me he dado cuenta de la demora. Es la chica del outro dia.
Luisão- Espera lá! Eu estou achando que ele procura a outra garota.
Javi - ¿Como se llama la chica?
Luisão – Tânia. É isso se chama Tânia.
Javi - ¿Cuando nos muestran quién es Tânia?
Madalena – Quando ela estiver aqui. Dão me licença e vou atender as pessoas. Até já.
Sai por detrás do balcão e fui então anotar os pedidos das pessoas. Voltei para detrás do balcão para satisfazer os pedidos e a Tânia já se lá encontrava.


Tânia

Quando ouvi o Rodrigo dizer que eu era especial sorri. Assim que eles acabaram de falar espreitei e pude ver que eles já se tinham ido embora então sai cá para fora.
Madalena – Olha já que o bar está vazio, eu vou á casa de banho no instante.
Tânia – Ok.
Assim que saiu liguei o rádio e estava a dar uma música que gosto bastante Chris Brown – Don’t wake me up e comecei a cantar.
“Too much light in this window, don’t wake me up,
Only coffee no sugar, inside my cup,
If I wake and you’re here still, give me a kiss
I wasn’t finished dreaming, about your lips”.
Estava a cantar quando sou interrompida por uma voz que me faz assustar.



Olá!
Queria agradecer pelos comentários no último capítulo. Muito obrigada.
Gostava também de receber esse feedback neste capítulo.
Queria-vos também dizer que irei ausentar-me durante 3 semanas para um sitio onde a rede da internet é escassa portanto  não sei se conseguirei postar algum capítulo mas vou tentar.
Bjs Tânia