
Rodrigo
Fiquei olhando para ela, não estava entendendo o porque de ela ter terminado o beijo assim.
Rodrigo – O que é que se passou?
Tânia – O que é que se passou? – Gritou. Agora sim não estava entendendo nada. – O que se passou é que acabei de ficar sem telemóvel.
Rodrigo – Hãn?! Ficaste sem telemóvel? Como assim?
Tânia – O meu telemóvel caiu lá para baixo. – Não me contive e gargalhei bem alto. – Vá goza. A culpa é toda tua.
Rodrigo – A culpa é minha? – Disse me aproximando dela.
Tânia – Sim. É o que dá seres irresistível. – Sorri que nem um bobo. Abracei-a e elevei-a um pouco no ar para depois a beijar.
Ela também sorriu. Estava sendo tão bom este momento com ela, tão perfeito. Voltou a sentar-se no muro e eu fiquei em frente dela.
Rodrigo – E agora que cê vai fazer?
Tânia – Não sei. Mas aquele telemóvel já era tão especial.
Rodrigo – Porquê?
Tânia – Tenho o desde dos meus nove anos. – Gargalhei.
Rodrigo – Cê têm aquele telemóvel desde dos nove anos? Então aquele foi o seu primeiro telemóvel?
Tânia – Yap. – Gargalhei ainda mais alto. – Podes parar de te rir. É que não sei se reparaste ficamos sem lanterna.
Rodrigo – Mas temos o reflexo da lua. O que torna isto mais romântico.
Tânia – Claro… - Não deixei ela mais falar e beijei-a. Como eu amava beijar ela. Sentir seus lábios suaves nos meus. Ficamos abraçados durante um tempo. Sem falar um com o outro. Senti a sua respiração pesada no meu ombro.
Rodrigo – Tânia , cê tá a dormir?
Tânia – Huumm-huumm.
Rodrigo – Então se você está a dormir porque respondeu?
Tânia – Porque sou bem-educada. – Sorri.
Rodrigo – Anda. Vamos embora.
Fomos para o carro. Pu-la dentro do carro e entrei também. A viagem para Lisboa foi feita em silêncio e quando chegamos a Lisboa ia perguntar-lhe onde morava mas vi que estava dormindo. Como não a queria acordar, conduzi até á minha casa.
Parei o carro, olhei p’ra ela. Ela até a dormir é perfeita. Abri a porta do lado dela e tentei acorda-la. Assim que acordou saiu do carro, bastante ensonada. Começou a andar aos ziguezagues que só podia ser derivado ao sono. Entramos no prédio e chamei o elevador. Tivemos de esperar um pouco mas logo que chegou entramos dentro deste. Do meio do nada abraçou-me. Olhei para ela e vi que se tinha deixado dormir outra vez. Sorri e dei-lhe um beijo na testa.
Assim que elevador deu o sinal de que já tinha chegado, comecei a andar com ela agarrada a mim. É incrível como é que se consegue dormir em pé e ainda andar.
Abri a porta de casa e depois de entrar fechei a mesma. Peguei nela tipo noiva e deitei-a na minha cama.
Depois de a deitar, sai do quarto e fui dormir para o quarto de hóspedes.
A manhã passou no instante, o Bruno ainda tentou que almoçasse com eles. Coisa que não aconteceu por causa da Tânia. Óbvio que não lhes disse o verdadeiro motivo.
Assim que cheguei a casa fui directamente ao quarto mas este estava vazio e já com a cama feita. Percorri a casa toda mas ela não se encontrava em nenhuma divisão.