sábado, 20 de outubro de 2012

23º Capitulo – “(…)festa privada entre ti e o teu amigo (…)”

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Rodrigo

Depois de ter procurado na casa toda. Sentei-me na cama e quando olho para a mesa-de-cabeceira vejo um papel escrito. Apressei-me a lê-lo.

“ Desculpa ter saído assim mas tinha coisas combinadas com a Madalena e não deu para esperar.
Precisamos de falar sobre o que aconteceu.
Desculpa mais uma vez!
Beijos Tânia”

Quando acabei de ler o papel deitei-me um pouco na cama. Ainda sentia o perfume dela.
Amo-a? Não sei. Mas estou-me a apaixonar? Não há dúvidas nenhumas que sim.

Tânia

Acordei e levantei-me logo. Percorri a casa e não havia sinal do Rodrigo. Quer dizer traz-me para casa dele e depois o paspalho vai-se embora logo de manhã?
Quando estava a passar pelo hall, olho para cima de uma mesa que ele lá tinha e vejo uma foto que me deu uma enorme vontade de rir.
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Pousei a foto e fui até ao quarto. Sentei-me na cama e olhei para todos os cantos daquele quarto. Olhei para o relógio e quase me assustei. Eram dez da manhã e eu tinha com a Madalena ás dez e meia á porta de minha casa. Calcei-me e antes de sair de casa dele ainda lhe deixei um bilhete.
Apanhei um autocarro e rapidamente cheguei a casa. Assim que cheguei a casa a minha irmã estava sentada no sofá.
Catarina ( irmã) – Olha quem é vivo sempre aparece.
Tânia – Como vês estou viva.
Catarina – Pois mas podias ter avisado que não vinhas dormir a casa.
Tânia – Pois. Desculpa.
Catarina – E a festa foi boa?
Tânia – Foi porque?
Catarina – Tânia, eu não me estou a referir a essa festa. Estou-me a referir á festa privada entre ti e o teu amigo que te veio cá buscar.
Tânia – MAS TU ÉS PARVA, OU FAZESTE?!
Catarina – Pronto. Já vi que foi boa.
Tânia – Entre mim e o Nico não houve nada. – Frisei a palavra nada.
Catarina – Se tu o dizes.
Nem lhe respondi e fui para o meu quarto. Mas será que só estou rodeada de malucos?
Tomei um banho rápido e vesti uma camisola verde azulada com uns calções amarelos e umas vans amarelas com desenhos a preto.
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Assim que sai do quarto já a Madalena estava na sala á minha espera. Saímos de casa e fomos apanhar o autocarro.
Madalena – Então como foi a festa ontem?
Tânia – Correu bem.
Madalena – Encontraste alguém indesejado?
Tânia – Óbvio que encontrei.
Madalena – E eu a pensar que iam resolver as coisas.
Tânia - Não havia para resolver.
Madalena – Claro que não. Mas isso agora não interessa. A tua irmã disse que tiveste uma festa privada com o Nico. – Bufei.
Tânia – Mas tu ainda acreditas nela. Só porque não passei a noite em casa. Não quer dizer que tenhamos feito alguma coisa. Compreendido? – Quando acabei de falar tínhamos chegado ao estádio. Dirigimo-nos para o bar e enquanto ela entrava para de trás do balcão, eu sentei-me numa das cadeiras que estava fora do balcão.
Enquanto a Madalena estava dentro da cozinha a preparar a comida, eu estava ao balcão a atender os clientes. Estava a apontar um pedido quando vejo o Rodrigo ao longe, apontei a pedido rápido e fui a correr para dentro do balcão para ele não me ver. Mas não corri depressa o suficiente visto que ele me viu e veio na minha direção. Fingi que não o tinha visto e continuei o que estava a fazer.
Acho que ele percebeu o que eu estava a fazer e foi-se sentar numa mesa, assim tinha de obrigatoriamente de falar com ele. Assim que cheguei, ele sorriu.
Tânia – O que é que vais querer?
Rodrigo – O que eu vou querer não. O que eu quero é falar contigo sobre o que se passou ontem á noite.
Tânia - Acho que não estamos no sitio indicado para falar.
Rodrigo – Então fazemos assim, hoje quando saíres daqui vais até a minha casa para falarmos. Se não apareceres sei onde te encontrar e ai falamos e não me importa o sítio.
Tânia – Ok. Por volta das sete estou em tua casa.
Rodrigo – Fico á sua espera. – Saiu. Respirei fundo e voltei para dentro do balcão. Reparei que toda a gente estava a olhar para mim. Senti-me bastante desconfortável. Vi que a Madalena também me olhava.
Tânia – O que foi?
Madalena – Por momentos pensei que o bar vinha a baixo.
Tânia – E porque raio isso devia acontecer?
Madalena – Porque tu e ele a partilharem o mesmo espaço e o mesmo ar nunca se sabe o que vai acontecer.
As horas passaram a correr e quando olhei para o relógio já passavam das sete. Rapidamente sai do bar e fui em direcção a casa do Rodrigo.

Rodrigo

Depois de a ver no bar, fui até casa visto que hoje não tinha treino á tarde. Vi as horas passar e quando chegou as sete fiquei atento á campainha mas os minutos passavam e ela sem aparecer.
Já sabia que ela não vinha! Que cobarde! Mas ela quem nem pense que me vai escapar, vamos ter esta conversa quer seja a bem quer seja a mal.
Estava perdido em pensamentos quando a campainha, levantei-me e fui até á porta, espreitei pelo buraco da porta e constatei que era a Tânia. Rapidamente abri a porta.

Como irá correr a conversa?

Olá!
Depois de uma semana muito atribulada foi o que saiu. Foi o que a minha inspiração permitiu.Espero que gostem e comentem.
Bjs Tânia

sábado, 13 de outubro de 2012

22º Capitulo – “Porque sou bem-educada.”




Rodrigo

Fiquei olhando para ela, não estava entendendo o porque de ela ter terminado o beijo assim.
Rodrigo – O que é que se passou?
Tânia – O que é que se passou? – Gritou. Agora sim não estava entendendo nada. – O que se passou é que acabei de ficar sem telemóvel.
Rodrigo – Hãn?! Ficaste sem telemóvel? Como assim?
Tânia – O meu telemóvel caiu lá para baixo. – Não me contive e gargalhei bem alto. – Vá goza. A culpa é toda tua.
Rodrigo – A culpa é minha? – Disse me aproximando dela.
Tânia – Sim. É o que dá seres irresistível. – Sorri que nem um bobo. Abracei-a e elevei-a um pouco no ar para depois a beijar.
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Ela também sorriu. Estava sendo tão bom este momento com ela, tão perfeito. Voltou a sentar-se no muro e eu fiquei em frente dela.
Rodrigo – E agora que cê vai fazer?
Tânia – Não sei. Mas aquele telemóvel já era tão especial.
Rodrigo – Porquê?
Tânia – Tenho o desde dos meus nove anos. – Gargalhei.
Rodrigo – Cê têm aquele telemóvel desde dos nove anos? Então aquele foi o seu primeiro telemóvel?
Tânia – Yap. – Gargalhei ainda mais alto. – Podes parar de te rir. É que não sei se reparaste ficamos sem lanterna.
Rodrigo – Mas temos o reflexo da lua. O que torna isto mais romântico.
Tânia – Claro… - Não deixei ela mais falar e beijei-a. Como eu amava beijar ela. Sentir seus lábios suaves nos meus. Ficamos abraçados durante um tempo. Sem falar um com o outro. Senti a sua respiração pesada no meu ombro.
Rodrigo – Tânia , cê tá a dormir?
Tânia – Huumm-huumm.
Rodrigo – Então se você está a dormir porque respondeu?
Tânia – Porque sou bem-educada. – Sorri.
Rodrigo – Anda. Vamos embora.
Fomos para o carro. Pu-la dentro do carro e entrei também. A viagem para Lisboa foi feita em silêncio e quando chegamos a Lisboa ia perguntar-lhe onde morava mas vi que estava dormindo. Como não a queria acordar, conduzi até á minha casa.
Parei o carro, olhei p’ra ela. Ela até a dormir é perfeita. Abri a porta do lado dela e tentei acorda-la. Assim que acordou saiu do carro, bastante ensonada. Começou a andar aos ziguezagues que só podia ser derivado ao sono. Entramos no prédio e chamei o elevador. Tivemos de esperar um pouco mas logo que chegou entramos dentro deste. Do meio do nada abraçou-me. Olhei para ela e vi que se tinha deixado dormir outra vez. Sorri e dei-lhe um beijo na testa. 22 capitulo - 2 imagem
Assim que elevador deu o sinal de que já tinha chegado, comecei a andar com ela agarrada a mim. É incrível como é que se consegue dormir em pé e ainda andar.
Abri a porta de casa e depois de entrar fechei a mesma. Peguei nela tipo noiva e deitei-a na minha cama.
Depois de a deitar, sai do quarto e fui dormir para o quarto de hóspedes.
***
Acordei bem cedo, apesar de a vontade era ficar na cama até ao meio-dia mas tinha treino. Levantei-me e fui até ao meu quarto ver como estava a Tânia. Abri um pouco a porta e pude ver que continuava a dormir, entrei sem fazer barulho e fui tirar uma roupa e o saco para treino. Antes de sair ainda lhe dei um beijo na testa.
A manhã passou no instante, o Bruno ainda tentou que almoçasse com eles. Coisa que não aconteceu por causa da Tânia. Óbvio que não lhes disse o verdadeiro motivo.
Assim que cheguei a casa fui directamente ao quarto mas este estava vazio e já com a cama feita. Percorri a casa toda mas ela não se encontrava em nenhuma divisão.
Onde estará a Tânia?
Olá!
Consegui por hoje o capitulo. Espero que gostem e comentem. Fiquei um pouco desiludida quanto aos comentários do capitulo anterior. Fiquei com a impressão que o capitulo ficou aquém das espectativas. Espero que este esteja melhor.
Bjs Tânia 

Pequenas Informações

 

Venho aqui apenas para dar um pequena novidade. Antes de eu criar esta fic, eu escrevia uma com duas amigas minha a Catarina e a Joana. A fic parou de ser atualizada quando entrámos de férias de verão e desde de então não postamos mais nada. Depois de conversar-mos um pouco, onde ainda pensámos em acabar com ela, chegamos á conclusão que iremos continua-lá. Mas  apenas eu e a Joana. Quanto á Catarina escreverá quando lhe apetecer. Sendo assim eu e a Joana iremos tomar rédeas á história da Catarina e esperemos que vos surpreenda e que gostem de todas a personagens. Para quem não sabe a fic chama-se “ The Fucking Road”  e foi criada a partir de um trabalho meu que tive de apresentar a Português. Deixo-vos aqui o link caso queiram dar um espreitadela.  http://thefuckingroad.blogspot.pt/.

Uma amiga minha pediu para divulgar umas petições e sendo assim vou divulga-las aqui. Gostava que vocês as assinassem, significaria muito para mim e para ela. Eu já assinei e muitas outras pessoas também. São petições contra touradas e outra pela substituição da experimentação animal por alternativas. Deixo-vos aqui os links para casa estiverem interessadas. http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=010BASTAhttp://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=experani

Também venho partilhar a minha felicidade pelo Rodrigo ter marcado 4 golos frente á Dinamarca pela Seleção Espanhola de Sub- 21.

Agora quanto ao capitulo, em breve o postarei apenas me falta rever o capitulo e amanhã ou talvez ainda hoje o meto.

 

Bjs Tânia

 

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sábado, 6 de outubro de 2012

21 º Capitulo – “Cê anda com uma lanterna na mala?”


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Tânia


Depois de ele ter dito tal coisa não resisti e beijei-o. De todas as outras vezes que nos beijámos não foi diferente. Sentia-me preenchida. Assim que terminou o beijo, não tive coragem de o olhar nos olhos e então virei-me para a janela. Ele deve-se ter apercebido e não disse nada. Em poucos segundos formou-se um silêncio constrangedor e então decidi ligar o rádio. Passou uma música que gosto bastante e comecei a cantá-la. Houve uma parte em que cantei a olhar para o Rodrigo. Era a verdade. Por mais que tentasse não conseguia parar de pensar nele. Ele percebeu isso e sorriu.
Depois da música acabar continuei a olhar pela janela e reparei que estávamos no meio de arvoredo, o que fez com que fizesse uma pergunta bastante estúpida.
Tânia - Não me vais violar, pois não? – Ele gargalhou bastante.
Rodrigo – Cê quer que te viole?
Tânia – Não.
Rodrigo – Então não o vou fazer.
Tânia – Então vamos onde? Por aqui só estou a ver um sítio.
Rodrigo – E qual é esse sitio?
Tânia – O Cabo da Roca.
Rodrigo – Exacto. – Gargalhei. – Cê está rindo porque?
Tânia – Vamos ao cabo da roca? Á noite?
Rodrigo – Sim. Qual é o problema?
Tânia – O problema é que vai estar super escuro e não vamos conseguir ver nada.
Rodrigo – Pois... nem me lembrei desse pormenor. – Disse coçando a cabeça. – E agora temos de voltar para trás. – Fez uma cara tristonha.
Tânia – Não propriamente. Tenho uma lanterna.
Rodrigo – Cê anda com uma lanterna na mala? – Desatei a rir com a pergunta dele.
Tânia – Não, seu parvinho. O meu telemóvel tem uma. – Mostrei-lhe o telemóvel e consequentemente a lanterna.
Rodrigo – Lanterna pequenina, p’ra caramba.
Tânia – É melhor que nada!
Rodrigo – Nisso, cê tem razão. – Voltei a olhar para a janela.
Havia qualquer coisa nele que me fazia quer olhar para ele sem nunca parar. Seria o seu sorriso ou os seus olhos ou simplesmente tudo que me faziam olhar?
Estava a admira-lo quando ele sorriu do meio do nada.


Rodrigo

Estava a interiorizar o que se tinha passado nesta noite quando me lembro que desde que entramos dentro do carro ainda não tínhamos discutido, o que me fez sorrir. Ela reparou e me perguntou porque é que eu me estava rindo.
Rodrigo – Cê já reparou á quanto tempo estamos dentro do carro e ainda não discutimos?
Tânia – Ah… Isso é por não ter tema para discutir. – Sorri.
Rodrigo – Claro… - Parei o carro. – Chegamos.
Saímos do carro e logo um corrente de ar frio veio contra nós, olhei para ela e vi que se tinha encolhido mas mesmo assim não se queixou. Chamei e quando ela olhou p’ra mim fiz um gesto p’ra ela vir p’ra ao pé de mim. Pus o meu braço a rodar o seu pescoço e puxei-a p’ra mim e caminhamos assim.
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Depois de andarmos um pouco chegamos a um muro de pedra, onde ela se sentou. Me aproximei dela e assim que me encostei ás pernas dela, ela abriu-as um pouco e eu me encaixei entre elas. Ficamos a olhar um para o outro. Só tínhamos a reflexo da lua sobre nós, o que não dava lá muita visibilidade. Os nossos olhares eram intensos. Me aproximei da cara dela e ela ao perceber a minha intenção, apontou a luz da lanterna para os meus olhos o que me fez fecha-los.
Tânia – Porque é que me olhas assim?
Rodrigo – Eu agora não estou olhando. Até estou com os olhos fechados. Já que você tem a luz apontada nos meus olhos e acredite que está ardendo.
Tânia – Desculpa. – Parou de apontar. – Agora podes-me responder?
Rodrigo – Eu estou olhando assim p’ra você porque cê é linda. – Ela sorriu timidamente.
Tânia – Não digas isso.
Rodrigo – O que? Que cê é linda? – Ela abanou a cabeça em sinal afirmativo. – É verdade.
Ela não disse mais nada, então voltei a me aproximar da cara dela e consegui o que queria, voltar a beijá-la mas ela de repente pára o beijo, me empurra e sai de cima do muro.


O que se terá passado para a Tânia parar com o beijo?
 
Olá!
Espero que gostem e comentem. Tenho a dizer-vos que ainda vai haver algumas reviravoltas.
Venho aqui deixar uma fic que comecei a ler á pouco tempo. Ao todo são três. Duas com jogadores do Benfica e outra com um jogador do Porto. Aconselho-vos a ler que são muito boas.
 Bjs Tânia

terça-feira, 2 de outubro de 2012

20º Capitulo – “Se você fosse minha, eu nunca na minha vida iria trair você.”

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Rodrigo

Olhámos todos para a Tânia á espera da sua resposta.
Tânia – Por mim não á problema. – Com a resposta dela sorri que nem um bobo. Foi como música para os meus ouvidos.
Despedimo-nos do pessoal e fomos em direcção ao meu carro. Assim que lá chegamos abri-lhe a porta para entrar e ela agradeceu com um sorriso. Depois fechei a porta e dei a volta ao carro, entrando no mesmo. Olhei para o relógio e era meia-noite e meia.
Rodrigo – Qual é a sua morada?
Tânia – Porque é que queres saber a minha morada?
Rodrigo – P’ra levar você a casa.
Tânia – E quem disse que eu queria ir para casa?
Rodrigo – Cê não quer? – Abanou a cabeça em sinal de negativo. – Então cê quer ir onde?
Tânia – Para todos os sítios menos para minha casa e a tua.
Rodrigo – Cê não quer ir p’ra minha casa?
Tânia – Nop. Acho que já tinha dito.
Rodrigo – Ok. Já sei um sítio. – Liguei o carro.
Tânia – Posso perguntar uma coisa.
Rodrigo – Fala.
Tânia – Lembraste daquele dia em que nos encontramos no estádio?
Rodrigo – Me lembro como fosse ontem.
Tânia – Por acaso já foi á dois meses mas continuando como é que soubeste da existência do Flávio? E não vale mentir.
Rodrigo – A Madalena contou p’ra mim.
Tânia – Contou-te tudo?
Rodrigo – Não sei se foi tudo. Mas contou que ele traiu você.
Tânia – Pois.
Rodrigo – Agora pergunto-me. – Ela olhou p’ra mim. - Como é que um rapaz consegue trair uma rapariga como você?
Tânia – O que quer dizer com isso?
Rodrigo – Então, se eu tivesse uma namorada como você certamente não a trairia. – Ela sorriu envergonhada.
Tânia - Não entendi. – Não sei se ela estava falando verdade que não tinha entendido ou então não queria entender. Encostei o carro e olhei para ela.
Rodrigo – Vou ser mais explícito. – Me fui aproximando dela. – Se você fosse minha, eu nunca na minha vida iria trair você. – Estávamos frente a frente e pela primeira vez pude visualizar a verdadeira beleza dos seus olhos azuis. Ela sorriu e por iniciativa dela beijamo-nos.

20 Capitulo

Foi um beijo bastante calmo mas onde os sentimentos que sentíamos um pelo outro se fizeram notar. Quando o beijo terminou, ela sorriu e depois virou-se para o lado da janela. Sabia que estava fazendo despertar nela um sentimento por mim.
Estava um silêncio constrangedor, ela percebeu isso e ligou o rádio. Pouco depois passou uma música que ela gosta bastante para a estar a cantar. Pelo que a senhora da rádio disse era dos Simple Plan – Jet Lag.
“I’ve been keeping busy all the time
Just to try keep you off my mind…”
Cantou estas duas frases a olhar para mim. Sorri, afinal ela estava admitindo que não parava de pensar em mim.
Já estávamos a mais de metade no caminho estávamos passando mais propriamente pela Serra de Sintra, ou seja, aquilo estava cheio de arvoredo. A musica já há muito que tinha acabado. Estava concentrado a conduzir quando ela me fez uma pergunta que me fez gargalhar e bastante.
O que terá perguntado Tânia?

Olá!
Decidi postar hoje em forma de agradecimento pelos 81 comentários em tão poucos capítulos e pelas 6 108 visualizações. Muito obrigada, significa muito para mim.
Espero que gostem e comentem.
Bjs Tânia 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

19º Capitulo – “Não sabia que eras tão fraquinho?”

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Rodrigo

Sinto qualquer coisa a subir pela minha perna acima. Olhei para a Tânia e ela estava a comer calmamente. Discretamente olhei para debaixo da mesa e vi de quem era a perna. Que matreira!

Continuei a comer mas confesso que estava a ser bastante difícil visto que ela já tinha o pé num sítio onde me deixava bastante desconfortável. Pedi licença dizendo que me estava sentindo um pouco mal e entrei dentro de casa. Fui até ao quarto de hóspedes e deitei-me na cama á espera que passasse “o meu mau estar”. De repente a Tânia entra no quarto e eu só tive tempo de me sentar e por uma almofada por cima.

Rodrigo – O que é que cê está aqui fazendo?

Tânia – Pediram-me para ver como estavas.

Rodrigo – Eu estou bem.

Tânia – Hmmm-hmmm. – Aproximou-se de mim e sem que eu contasse tirou-me a almofada.

Rodrigo – Então?!

Tânia – Então o quê?

Rodrigo – Me dê a almofada. – Disse me levantado e pondo a mão na frente.

Tânia – Deixei-te assim tão mal?

Rodrigo – Que cê acha? – Pela primeira vez desde que ela tinha entrado no quarto, tirei a mão da frente o que deu visibilidade para ver o que ela me tinha feito. Ela gargalhou.

Tânia – Não sabia que eras tão fraquinho?

Rodrigo – Eu, fraquinho. Me deixe rir. Mas porque é você fez isso?

Tânia - Porque? Pensa lá bem.

Rodrigo – Não s… Oh oh oh já percebi. Foi por eu te ter apalpado.

Tânia – Bingo!

Rodrigo – Cê é mazinha. - Disse aproximando-me dela.

Tânia – Pois. Mas vê se recuperas que é ires acabar de jantar. – E saiu. Pouco tempo depois sai eu. Já estava muito melhor. Sentei-me e lógico que começaram com um inquérito mas logo os calei.

O jantar acabou e a Tânia não fez mais das suas brincadeiras. Mas tenho de admitir que adorava ter a sua atenção.

Depois de estar tudo arrumado, fomos todos para a sala. Apesar de estar junto dos rapazes não conseguia desviar o olhar dela. Agora estava dançando com a Sofia e eu sorri que nem um bobo. Acho que dei bastante nas vistas visto que a Brenda olhou para mim e sorriu.

19º capitulo

Pouco a pouco as pessoas foram ido embora. Apenas fiquei eu, a Tânia, o Nico, o Luisão, a Brenda e a pequena Sofia. Eu , o Nico e o Luisão estávamos agarrados á playstation. A Tânia e Brenda estavam brincando com a Sofia.

Não conseguia parar de olhar p’ra ela. Tudo nela para mim era perfeito. O cabelo castanho ligeiramente ondulado, os seus olhos azuis ligeiramente maquilhados que cada vez que os olhava parecia que estava olhando o mar. O seu sorriso, esse que cada vez aparecia nos seus lábios me deixava nas nuvens.

Estava tão vidrado nela que nem reparei que só estávamos os dois e só “acordei” no momento em que ela me mandou com uma almofada na cara.

Rodrigo – Cê está louca?

Tânia – Eu não.

Rodrigo – Então porque é que cê fez isso?

Tânia – Porque será? Sabes que uma fotografia demora menos tempo. – Sentou-se a meu lado.

Rodrigo – Quem disse que eu estava olhando p’ra você? – Ela gargalhou.

Tânia – Ninguém me disse. Mas para a próxima dá menos barraca. – Disse-me bem perto do ouvido e depois mordeu-me no lóbulo da orelha. Ela hoje estava numa de me provocar. Mas sabia que era tudo vingança pelo que eu lhe tinha feito na cozinha.

Ela voltou a sentar-se no sofá em que estava antes. E foi mesmo a tempo visto que eles entraram na sala.

Luisão – Cê já acordou?

Rodrigo – Eu estava acordado.

Luisão – Tá bem. Bem nós vamos andado.

Tânia – Eu também.

Nico – Então deixa-me ir buscar as chaves do carro.

Brenda – P’ra que! O Rodrigo pode a levar. Né Rodrigo?

Rodrigo – Claro que posso. – Depois da minha resposta olhamos todos para a Tânia á espera da sua resposta.

Será que a Tânia vai aceitar a boleia de Rodrigo?

 

Olá!

Pronto aqui está mais um capitulo! Decidi postar mais cedo porque não sei se iria conseguir fazê-lo no fim de semana. Espero que estejam a gostar do desenrolar da história e comentem .

Lembro-me de alguém gostar da música e como não pus o nome não souberam o nome. O nome da música é Save and Sound da Taylor Swift.

Bjs Tânia

sábado, 22 de setembro de 2012

18º Capitulo – “A Brenda viu tudo.”


Rodrigo

O Nico estava pedindo p’ra ela dançar com ele. Bebi a bebida toda de uma vez e depois apertei o copo de plástico, partindo o copo todo. Não conseguia parar de olhar p’ra eles coisa que a Brenda notou.
Brenda – Não olha tanto, não. Ainda fica sem os olhos.
Rodrigo – De que cê está falando?
Brenda – Eu vi tudo. – Nesse preciso momento estava bebendo um pouco da minha bebida que tinha ido buscar num copo novo e engasguei-me.
Rodrigo – Tudo o quê?
Brenda – Tudo o que aconteceu na cozinha entre você e a Tânia. Quer que eu fale aqui em frente de todos?
Rodrigo – Não. Por favor não faça isso e não conte a ninguém por favor.
Brenda – Cê gosta mesmo dela, né?
Rodrigo – Porque cê diz isso?
Brenda – Porque vejo na sua cara.
Rodrigo – Cê não sabe do que fala.
Brenda – Sei sim. Não se esqueça que o livro que cê anda a ler agora já eu o li á muito tempo.
Rodrigo – Hammm?!
Brenda – Esqueça. Vá é ter com ela.
Rodrigo – Mas ela está com o Nico.
Ela não disse mais nada, puxou-me pela mão para perto deles. Estávamos lado a lado a dançar e do meio do nada, a Brenda puxa o Nico p’ra ela e puxa a Tânia p’ra mim. Ficamos remetidos ao silêncio durante algum tempo até que ela falou.
Tânia – Foste tu que fizeste isto?
Rodrigo – Fiz o que?
Tânia – Fizeste com que a Brenda puxasse o Nico para dançar, só para que tu pudesses dançar comigo.
Rodrigo – A Brenda viu tudo.
Tânia – Tudo o quê?
Rodrigo – Tudo o que aconteceu na cozinha.
Tânia – Ela viu-mos a … E tu a… A culpa é tua. – E deu-me uma palmada no braço. Assim que a música acabou ela afastou-se de mim o mais rápido possível e foi-se sentar outra vez na espreguiçadeira.
Eu fui para ao pé dos rapazes e fiquei lá entretido Quando voltei a olhar para o sitio onde ela antes estava mas que agora já não estava. Passei o meu olhar por todo o jardim mas não a vi. Olhei para a porta e vi-a a sair com uma travessa na mão. Passou por mim como não fosse nada e depois voltou para dentro. Como o tempo estava agradável jantamos no jardim.
Depois de estar tudo pronto, sentámo-nos. Fiquei ao lado do Bruno e do Nolito e á minha frente. Bem á minha frente, ficou a Tânia. Ela tentou resmungar por estar á minha frente mas logo a Brenda a calou.
Ficámos frente a frente e era escusado dizer que os nossos olhares eram intensos. Estava a comer quando sinto uma coisa na perna.
O que estará a sentir o Rodrigo? Será isso da autoria da Tânia?
 

Olá!
Espero que gostem e comentem!
Eu sei que é pequenino mas o tempo também não foi lá muito.
Bjs Tânia