quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

28º capitulo – “Você está bem?”

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Rodrigo)

Sai o mais rápido daquela sala, não conseguia estar ali nem mais um segundo na sua presença, era doloroso demais saber que um dos meus melhores amigos gostava da mesma rapariga que eu e que tinha uma pequena vantagem sobre o coração dela visto que eles se davam bem o que connosco acontece precisamente o contrário.

Dirigi-me para a garagem o mais rápido possível. Passei pelos meus colegas de equipa sem me despedir coisa que eles estranharam visto que me chamaram. Eu apenas levantei a mão em forma de despedimento.

Entrei no carro e comecei a conduzir o carro o mais rápido possível. Estava a conduzir com o pensamento no que o Nico disse. Será que o sentimento dele era correspondido? Ou que já estavam numa relação? Pelo que vi no café quando eles entraram muito cúmplices era o mais provável. E eu aqui feito palhaço a pensar que posso ter uma oportunidade com ela.

Com os meus pensamentos fiquei de tal maneira distraído que quase ia atropelando um rapaz. A sorte é que reparei a tempo e travei a fundo ficando o carro a escassos centímetros do rapaz. Sai rapidamente do carro para verificar que o rapaz estava bem.

- Você está bem? – Perguntei assim que cheguei perto dele.

- Estou inteiro portanto posso dizer que estou bem. -Sorriu. Fiquei aliviado por ele não ter tido mazelas físicas. Já tinha aleijado uma pessoa não queria aleijar outra. Acho que não aguentava.

- Estava tão distraído que não reparei em você. Hoje não está a ser o meu melhor dia.

- Isso acontece a toda a gente. Desculpa a minha indelicadeza mas tu não o Rodrigo que joga no Benfica? – Perguntou coçando a cabeça.

- Sou.

- Meu, tu és um máximo. Já agora sou o Flávio. – Disse enquanto apertávamos as mãos. Sorri. Era bastante agradável ser reconhecido e elogiado pelos adeptos do clube que represento com bastante orgulho.

Depois de verificar novamente que estava bem, despedi-me e voltei a fazer a viagem para casa.

Quando lá cheguei, entrei pousando o saco no hall de entrada. Segui para a sala onde me deitei no sofá acabando por adormecer com a Tânia a reinar os meus pensamentos.

(Tânia)

Depois de eles se terem despedido de nós, fiquei mais um pouco na companhia da Madalena mas com o telefonema da minha mãe a dizer-me para ir para casa. E assim fiz.

Rapidamente cheguei a casa. Depois de cumprimentar as pessoas que estavam em casa que era só a minha mãe e a minha irmã, fui para o quarto onde preparei as coisas para amanhã visto que amanhã já havia aulas.

Quando acabei de prepara as coisas fui juntar á minha mãe e irmã para jantar para a seguir ir directamente para o meu quarto.

Acordei e fiz a minha rotina habitual.

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Como já estava atrasada, peguei numa maçã e fui me embora. Como já tinha perdido o autocarro, caminhei o mais rápido possível para a escola. Cheguei mesmo em cima do toque.

Cheguei á sala e ainda não tinha visto a Madalena. Sentei-me numa mesa livre e rapidamente o lugar ao lado foi ocupado. Achei que era a Madalena mas assim que virei para o lado pude constatar que não era. Infelizmente era o Flávio.

O que acontecerá neste reencontro?

Olá!

Aqui fica o primeiro capitulo do ano! E como ano novo, vida nova decidi mudar o fundo do blog. Que acham?

Espero que gostem e comentem.

Mais uma vez Feliz ano novo!

Beijo Tânia

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Happy New Year

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Quando comecei a escrever esta história nunca pensei que alguém a fosse ler por isso agradeço-vos por ler e comentarem. Tem um enorme significado para mim.

Espero que entrem com o pé direito no novo ano que se aproxima.

Provavelmente amanhã haverá novo capitulo

Bjs

Tânia

sábado, 22 de dezembro de 2012

27 º Capitulo – “Porque é que fizeste isso?”


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( Tânia)
Ele andou comigo até perto do balcão onde me pousou no chão. Enquanto eu fiquei ao pé da Madalena ele foi ter com o Rodrigo e com outro rapaz. Olhei em direção deles e percebi que o Rodrigo me olhava. Um olhar que mostrava tristeza e desilusão mas que ao mesmo mostravam um pequeno brilho. Parei de olhar para ele porque nenhuma razão aparente estava-me a sentir mal.
Voltei-me para a frente e assusto-me ao ver que a Madalena que olhava fixamente e abanava a cabeça de forma negativa.
- Estás assim a olhar para mim porquê? - Perguntei entrado dentro do balcão para a cumprimentar.
- Por nada! Aliás porque és uma estúpida. – Quando ela disse isso já eu me tinha sentado e fiquei com um cara completamente de espanto a olhar para ela pois não esperava que ela me insultasse por mais insignificante fosse o insulto.
- Olha lá… - Interrompeu-me.
- Podes ir aquela mesa perguntar se eles querem alguma coisa? – Olhei para a mesa que ela apontou. Vi que era mesa onde estava sentado o Rodrigo com o Nico e outro rapaz. Percebi logo porque é que ela queria que eu fosse perguntar se eles precisavam de alguma coisa.
- Mas ainda me sentei. E que eu saiba tu é que és a empregada, não eu.
- Oh! Mas tenho de fazer uma coisa lá dentro. – Apontou para a cozinha. – E tu bem me podias fazer esse favor de lá ir.
- Ok. Eu vou. – Apesar de ter percebido o seu plano, fiz o que me pediu. Levantei-me do banco, onde estava sentada e dirigi-me á mesa.
Assim que lá cheguei pousei a minha mão no ombro do Nico que logo me olhou.
- Vão querer alguma coisa? – Perguntei com aqueles três pares de olhos postos em mim.
- Agora trabalhas aqui? – Perguntou o Nico com uma cara confusa.
- Não. Só que a Madalena é uma preguiçosa e pediu para ver o que vocês queriam, enquanto ela fica ali sentada. – Riram mas apenas o Nico e o outro rapaz. A cara do Rodrigo estava indecifrável. Não conseguia perceber o que se passava. Quer dizer perceber até percebi.
Depois de algum tempo a pensarem o que queriam, o Nico e o outro rapaz que descobri que se chamava André Gomes, tinha chegado á relativamente pouco tempo ao Benfica, pediram apenas um sumo. O Rodrigo continuava calado desde que cheguei ao pé deles. Olhei para ele e percebi que me olhava de alto a baixo.
- E tu, vais querer alguma coisa? – Perguntei um pouco a medo com receio que ele se exaltasse por lhe dirigir a palavra. Ele olhou-me nos olhos e não sei porque mas o meu coração começou a bater descompassadamente. Mas o que é que se passava? Que efeitos eram estes que ele tinha em mim? Não consegui continuar com esta troca de olhares e desviei o olhar.
- Pode ser o mesmo que eles. – Falou com um sorriso fraco. Sai rapidamente dali e fui ter com a Madalena e disse-lhe o que eles queriam.
Ela ainda me pediu para lhes ir servir os sumos mas disse-lhe logo que não. Ela é quem trabalha ali, é ela que vai servir as pessoas. Ela voltou e ficamos as duas ali a conversar até eles se virem despedir de nós mais propriamente o Nico com um beijo, que tanto o Rodrigo e André despediram-se com um “Adeus” geral.


( Rodrigo)
Quando os vi a entrar, ela ás cavalitas dele parecia que o mundo p’ra mim tinha acabado. Nem era preciso o dia 21 de Dezembro para acabar comigo aquela imagem fez isso. E acho que ainda fez pior que esborrachou, espancou e ainda cuspiu no meu coração.
Parecia que ela fazia de propósito, ela sabe tão bem o que eu sinto por ela. E até cheguei a pensar que ela sentia o mesmo por mim, aparece o Nico.
Enquanto ela ficou ao pé da Madalena, ele veio ter connosco já que estava acompanhado pelo André Gomes. Cumprimentou todos com um aperto mas a minha vontade era cumprimentá-lo de outra maneira, com um soco na cara mas controlei-me.
Passado pouco tempo a Tânia veio ter connosco para nos perguntar o que iríamos consumir e foi impossível não olhar para ela. Como sempre vinha perfeita, aliás ela é perfeita. Depois de eles terem pedidos o que queriam, ela virou-se  perguntando o que eu queria. Olhamo-nos nos olhos e foi impossível não notar que ela se sentiu incomodada com os nossos olhares, e consegui confirmar os meus pensamentos quando ela desvia o olhar. Pedi o mesmo que os outros e rapidamente se foi embora.
Continuamos na conversa, quer dizer o Nico e o André já que eu estava mais interessado a olhar para ela, não dando muita bandeira. Quem veio servir as bebidas já foi a Madalena.
Bebemos os sumos e não ficámos muito tempo pois tínhamos treino. O nico despediu-se da Tânia e da Madalena com dois beijos a cada uma enquanto eu e o André despedimo-nos com um “Adeus” geral.
Fomos para o treino. Quando lá chegamos equipamo-nos e fomos ter com o resto da equipa. Fizemos os aquecimentos e os exercícios que costumávamos fazer e depois veio a peladinha.
Num momento da peladinha o Nico estava com a bola nos pés e eu sem pensar entrei com tudo para lhe tirar a bola. Fiz-lhe uma rasteira que em vez de acertar na bola acertei num pé dele, deixando deitado no chão queixoso.
Sinceramente não sei o que me deu. O mister juntamente com os médios da equipa foram ao encontro do Nico e a mim o mister apensa me disse para ir para o balneário que para mim o treino tinha acabado.
Fui para o balneário, tomei banho e vesti-me. Quando acabei de arrumar as coisas no saco entraram os meus companheiros. Todos me perguntaram o que se tinha passado para eu fazer aquilo ao Nico. Ao que eu respondi que não tinha intenção de fazer aquilo, apenas lhe queria tirar a bola.
Sai do balneário e fui em direção á enfermaria onde provavelmente ele estaria a ser assistido.
Bati á porta e assim que permitiram a minha entrada, entrei. O médico que viu que era eu saiu deixando-me sozinho com o Nico. Ele não estava com cara de muitos amigos afinal qual seria a pessoa que não ficaria quando um dos nossos amigos nos lesionava. Cheguei ao pé dele.
- Desculpa-me! Não foi minha intenção aleijar-te desta maneira.
- Estás desculpado. Não voltes é a fazer a mesma coisa.
- É muito grave?
- Vou ficar 1 mês e meio sem jogar. – Agora senti-me a pior pessoas do mundo. – Porque é que fizeste isso? E não vale a pena dizeres que era para me tirares a bola que essa não cola. – E agora o que é que lhe dizia? A verdade. Era a minha única opção. Sentei-me antes de falar.
- Fiquei com ciúmes! – Ele ficou com uma cara confusa.
- Ficas-te com ciúmes da bola? - Sorriu.
- Não. Fiquei com ciúmes da Tânia. – A expressão facial dele mudou completamente. - Eu gosto dela. Aliás eu amo-a. E quando vos via aos dois agarradinhos fiquei cheio de ciúmes.
- Pois. Mas eu também gosto dela. – Confessou. Boom. Foi como uma bomba dentro de mim. Foi como ficasse sem chão para andar ou como ficasse sem oxigénio para respirar. As palavras não conseguiam sair. Olhei-o e ele estava como eu. Levantei-me peguei no saco que tinha pousado no chão e sai dali o mais rápido possível.


Como ficará a amizade deles depois destas confissões?
E o Flávio será que desapareceu da vida da Tânia?

Olá!
Fica aqui mais um capitulo em forma de agradecidamento das mais  de 10 000 visualizações. Significa muito para mim. Admito que este capitulo foi-me difícil de escrever apesar de ter várias inspirações, só que não me saiam as palavras por isso não está lá grande coisa.
Também vós queria dizer que vou estar até dia 30 de dezembro sem postar pois vou passar o natal junto do meu pai na minha terra natal a Covilhã.
Para quem não percebeu, os dois jogadores que estão na primeira foto são o Rodrigo e o Nico.
Espero que gostem e comentem. 
Bjs Tânia
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

26º Capitulo – “E tu não mataste o teu gatinho apenas lhe comeste a língua”


(Catarina)
Abri a porta devagarinho, espreitei um pouco e pude visualizar que eles não estavam a fazer nada daquilo que eu pensei. Pelo que deu para perceber estavam a fazer cócegas um ao outro numas posições não muito inocentes visto que ele estava deitado na cama e ela estava sentada em cima da sua cintura com uma perna em cada lado no corpo dele.
Fiquei um pouco a observá-los até a minha presença ser notada por ele que logo se levantou mandando a minha irmã para o chão devido á rapidez com que se levantou.


(Nico)
Acordei de um sonho que parecia não ter sido real mas assim que abri os olhos pude constatar que mais real que isto não podia ser. Apesar de os meus sentimentos não serem correspondidos não iria abandoná-la por nada. Ela era minha amiga. A minha melhor amiga. Olhei em volta e não a vi a meu lado ou em outro lado qualquer do quarto.
Sentei-me á beira da cama até ela entrar pela porta. Ela vinha linda como sempre e sorridente.
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- Bom dia dorminhoco! – Disse ainda com um grande sorriso nos lábios e escovando o seu longo e castanho cabelo.
- Bom dia! Já acordas-te á muito tempo? – Perguntei enquanto me espreguiçava.
- Há tempo suficiente para tomar banho e ver que tu ressonas.
- Eu não ressono. – Fiz cara de indignado.
- Ai! Isso é que te enganas. Ressonas e muito alto. Eu até te ouvia quando estava a tomar banho.
- Tu achas isso? – Ela abanou a cabeça em sinal de afirmamente. – Ai é? – Peguei nela deitando-a na cama para depois começar a fazer-lhe cócegas. Ela ria desalmadamente. Acho que descobri o seu ponto fraco. Estava distraído, ela aproveitou esse facto e virou-nos ficando agora eu por baixo. Ela pensava que assim não seria possível fazer-lhe cócegas mas enganou-se.
Estávamos na brincadeira até que notei a presença da irmã dela e como sou uma pessoa que fica envergonhada facilmente levantei-me tão rápido que atirei a Tânia para o chão.
- Au! – Queixou-se enquanto passava a mão pela zona que lhe doía. – Olha lá, não sabes bater á porta? - Disse enquanto se levantava e se dirigia para a irmã.
- Desculpa! Como estavam a fazer tanto barulho que fiquei curiosa.
- Pois. Mas nunca ouviste que a curiosidade matou o gato.
- Já ouvi. E tu não mataste o teu gatinho apenas lhe comeste a língua. – Ok devo ter ficado mais vermelho que um tomate quando a irmã dela insinuou que já tínhamos feito algo mais. A Catarina olhou para mim e sorriu vendo que me tinha deixado sem jeito.
- Mas vieste para nos chatear foi? É se foi por isso, podes sair pela porta que entraste. – Eu era apenas um espectador naquela conversa mas era uma conversa em que a minha presença era notada por ser eu o assunto.
- Vê lá não me batas. – Disse enquanto pôs as mãos no ar. – Ah! Ia-me esquecendo o motivo para qual aqui vim. É para irem tomar o pequeno-almoço. A mãe já foi trabalhar e eu vou fazer o mesmo. E assim têm a casa toda para vocês. Se é que me entendem. – E saiu. Assim que o fez a Tânia olhou para mim e gargalhou, coisa que foi acompanhada por mim. Pois apesar de ser bastante vergonhoso para mim não deixou de ter a sua piada.
- E que tal almoçarmos juntos? – Sugeri assim que paramos de rir e ele sentou-se a meu lado.
- Por mim tudo bem. Mas á tarde tenho de ir ter com a Madalena. – Sorri com a resposta dela.
Apesar de não querer mostrar a minha grande felicidade de ela ter aceite era mais forte do que eu. Não queria criar falsas esperanças a mim mesmo. Sei que ela não faz de propósito mas sinto que a cada dia que passar posso ganhar o coração dela e é o que eu quero neste preciso momento.
- Vamos comer? – Perguntou fazendo assim abstrair-me dos meus pensamentos.
- Vamos que estou cheio de fome. – Afirmei fazendo-a rir. Tomamos o pequeno-almoço sempre na conversa.
Depois de termos tomado o pequeno-almoço, ficamos em casa dela apenas a conversar e a ver televisão.
Rapidamente chegou a hora do almoço. Saímos de casa e entramos no carro para ela logo a seguir perguntar onde iramos almoçar.
- Já alguma vez comeste comida tipicamente argentina?
- Nop.
- Então hoje vais provar.
Rapidamente chegamos ao restaurante e entramos nele. O empregado logo nos dirigiu para uma mesa e deu-nos a ementa.
- Então o que vais escolher? – Perguntei-lhe então os olhos dela, passavam pela a ementa.
- Provavelmente o Churrasco . É única coisa que conheço. E tu?
- Eu vou escolher o Choripán. E para sobremesa vamos comer o Alfajor.
- Ai vamos?!
- Vamos. Vais ver que vais gostar.
Fizemos os nossos pedidos e enquanto eles não vinham conversamos coisas sem importância. Pouco tempo depois chegaram os nossos pedidos.
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                                    Choripán
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                                 Churrasco
Começamos a comer e ainda experimentamos a comida um do outro sendo que ela adorou o que eu pedi e de vez em quando tirava-me um pouco mas não me importava. Depois de terminado o prato principal pedimos a sobremesa que já estava escolhida.
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                                  Alfajor
Depois de nos deliciarmos com a sobremesa, pagamos visto que ela não me deixou pagar a conta.
Entramos no carro e fomos em direcção ao Estádio da Luz para irmos ter com a Madalena. A viagem foi feita entre muita conversa acompanhada por gargalhadas. Chegamos num instante ao estádio. Saímos do carro e sem eu estar á espera ela salta para as minhas costas ficando assim ás cavalitas.
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Levei-a assim até ao café onde a Madalena estava.

(Tânia)
Chegamos ao café e ainda estava nas cavalitas do Nico. Assim que entramos percorri o meu olhar pelo café. Estava lá a pessoa que eu menos queria ver neste momento. O Rodrigo que antes se ria assim que nos viu ficou com uma cara sisuda.
Como irá reagir Rodrigo depois de ter visto a Tânia ás cavalitas de Nico?

sábado, 8 de dezembro de 2012

25 º Capitulo – “Porque… Porque gosto de ti.”

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(Tânia)
Cheguei a casa e não podia acreditar no que via. O que é que o Nico fazia ali, sentado no sofá da sala?
Tânia – Nico?!
Nico – Olá! – Disse levantando-se e vindo na minha direcção. Dando-me depois um beijo no canto dos lábios. Não percebi porque raio é que ele me deu este beijo? Olhei para a minha irmã e ela estava com um sorriso de tarada.
Tânia – O que é que estás aqui a fazer?
Nico – Preciso de falar contigo.
Tânia – Ok. Vai andando para o meu quarto que já lá vou ter. é a porta ao fundo. - Saiu da sala e foi até ao meu quarto. Mal ouvimos a porta a fechar a minha irmã falou.
Catarina – Para quem não tinha nada com ele. – Disse ironicamente.
Tânia – E não tenho.
Catarina – Então que beijo foi aquele?
Tânia – Pois, não sei. Mas vou descobrir.
(Nico)
Fiz o que me pediu e dirigi-me para o quarto dela. Aquele quarto gritava Tânia por todo o lado. Era em tons de branco, azul e verde. Era simples como ela.
Vi uma foto dela em cima da mesinha de cabeceira e peguei nela.
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Tinha o maior e mais belo sorriso que alguma vez tinha visto. Aliás ela era a rapariga mais linda que alguma vez vi.
Ouvi passos, pousei a fotografia e fui até á porta. Assim que ela entrou, ganhei coragem e beijei-a. Beijo que não foi correspondido por ela. Coisa que não esperava. Ela não sentia o mesmo que eu. Parei o beijo e ficamos a olhar um para o outro. Ela estava atómica. Percebi pelo seu olhar que estava confusa.
Tânia – Nico, o que foi isto? – Perguntou confusa.
Não sabia o que responder, o que é que eu lhe iria dizer? Que em 1 mês me apaixonei por ela? Não. Não podia. Ela não gosta de mim da mesma maneira que eu gosto dela.
Tânia – Porque é que me beijaste, Nico?
Nico – Porque… Porque gosto de ti. – Acabei por confessar os meus sentimentos. Pelo seu olhar percebi que tinha ficado em choque. Que não espera tal resposta. Pequenas lágrimas começaram a escorrer pela sua cara. Apressei-me a limpa-las com os polegares. Mas porque é que ela reagiu assim?
Nico – O que é que se passa?
Tânia – O que se passa é que eu gosto de ti como amigo… - Sentou-se na cama. – Eu não te quero magoar ou dar falsas esperanças.
Nico –Já percebi .– Não foi preciso ela falar, percebi pelo seu olhar que era verdade. Vim fazer figura de parvo. Levantei-me mas ela impediu-me que fosse embora.
Tânia – Desculpa! – Disse já com lágrimas bem gordas a cair pela sua cara a uma grande velocidade. – Não te queria dar falsas esperanças. Desculpa! Não te quero perder. – E rompeu num choro compulsivo. Sentei-me a seu lado e abracei-a.
Também não a queria perder. Mais valia tê-la como amiga do que não tê-la na minha vida.
Ela parou o abraço e deitou-se na cama levando-me com ela, onde ficamos lado a lado. Ela pousou a sua cabeça no meu peito ficando com o meu braço em volta do seu pescoço. A sua respiração já estava mais calma. A minha mão passava pelo seu longo e castanho cabelo.
Tânia – Obrigada!
Nico – Obrigado porquê?
Tânia – Por tudo o que estás a fazer. És especial. Nunca duvides disso. – Voltou a pousar a sua cabeça no meu peito e dei-lhe um beijo na testa.
Ficamos calados durante algum tempo até que sinto a sua respiração a ficar mais pesada. Levantei um pouco a cabeça e constatei que dormia profundamente, voltei a pousar a cabeça na almofada. Pouco tempo adormeci.

(Catarina)
A minha irmã foi ter com o seu amiguinho argentino, pelo que ele me tinha dito antes de a minha irmã ter chegado a casa. Ele é bastante simpático e querido. Vejo-o mesmo a ser meu cunhado. Acho que a minha irmã devia aproveitar. Á poucos homens como ele.
Liguei a Tv e pus-me a ver uma serie que estava a dar. Não era nada de interessante mas era o que se arranjava.
Passado algum tempo, a minha mãe veio-me pedir para ir chamar a Tânia e o seu amigo para jantar, já que a minha mãe nem dei oportunidade de o rapaz recusar.
Fui até ao quarto dela e bati uma vez á porta. Bati duas. Bati três. E nada. Não havia resposta do outro lado, então decidi abrir a porta sem o consentimento deles.
Quando abri deparei-me com eles os dois deitados na cama abraçados, a dormir. Talvez existisse ali mais alguma coisa do que amizade.
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Sai do quarto sem fazer barulho e fui avisar a minha mãe que eles não iriam jantar porque estavam a dormir.
***
Acordei por volta das nove da manhã, vesti-me e fui até á cozinha tomar o pequeno-almoço. Na cozinha só estava a minha mãe e percebi que eles ainda estavam a dormir. Ia chama-los quando oiço um barulho vindo do quarto da Tânia. Não sabia o que era mas á medida que me aproximava da porta o barulho tornava-se mais audível. Aquele barulho parecia a cama da Tânia a chiar. Será que eles estavam a …? Não. Ela não era capaz de fazer isso comigo e com a mãe cá em casa. Abri um pouco a porta para poder ver o que eles estavam a fazer.
O que é que eles estarão a fazer?

Olá!
Queria pedir desculpa pelo tempo que passei sei postar mas como vos disse fiquei sem o computador onde tinha os textos da fic. Espero que não tenham deixado de seguir a fic. Também criei um facebook para a fic (http://www.facebook.com/tania.matos.7712).
Espero que gostem e deixem os vossos comentários!
Bjs Tânia

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Más Noticias

Olá!
Hoje ia para postar um novo capitulo quando me deparo com uma coisa estranha do meu computador. O ecrã estava estranho. Depois de eu e o meu padrasto ver-mos o que se passava chegamos á conclusão que a placa gráfica estragou-se de vez. Sim de vez porque já algumas semanas atrás aconteceu o mesmo ao meu computador. Pode parecer estranho mas depois de varias tentativas de por-mos a placa gráfica a funcionar, o meu padrasto decidiu por a placa dentro do forno pré-aquecido durante 9 minutos. Achei estranho quando ele me disse o que iria fazer e ainda o chamei de maluco mas a verdade é que resultou mesmo e começou a funcionar. Depois disso estava como novo até hoje.
Portanto terei de comprar uma placa nova e não sei quando isso será pois terei de ser eu própria com o meu dinheiro a comprá-la pois segundo a minha mãe se soube estraga-la também sei comprar uma nova. Tentarei  juntar dinheiro o mais rápido possível para que logo consiga comprar uma nova.
Como já vós disse, não irei perder nada da fic, o que me deixa mais descansada e assim que tiver o computador arranjado irei logo postar.
Espero que compreendam e peço desculpa!
Bjs Tânia

P.S: Peço-vos que venham a este post (http://thefuckingroad.blogspot.pt/2012/11/encerramento-da-fic-sim-ou-nao.html) e nós digam, a mim e á minha colega, o que acham que devemos fazer em relação é fic.

domingo, 28 de outubro de 2012

24º Capitulo – “Quem disse que cê não é?”

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(Rodrigo)


Dei-lhe licença para entrar e ela o assim o fez. Ficamos frente a frente e um silêncio constrangedor apoderou-se sobre nós, apenas se ouvia o ruído vindo da televisão. Dirigimo-nos para a sala, onde nos sentamos em sofás diferentes. Decidi começar a falar pois sabia que ela não o iria fazer.
Rodrigo – Pensava que você já não vinha.
Tânia – Mas vim.
Rodrigo – Pois. E como é que ficamos?
Tânia – Como assim?
Rodrigo – Como é que ficamos depois do que aconteceu ontem?
Tânia – Não ficamos. Cada um segue com a sua vida. – Fiquei desiludido com a resposta dela. Afinal ela não sentia o mesmo que eu. – Estás bem?
Rodrigo – O que é cê acha? – Gritei, o que fez com que ele se assustasse um pouco.
Tânia – Não sei por isso é que perguntei. – Notei que na sua voz havia uma ponta de medo. Não lhe queria meter medo, longe de mim causar-lhe isso.
Rodrigo – Me perdoa mas eu gosto mesmo de você e saber que você não sente o mesmo por mim fico triste e desiludido. – Ela se levantou e se sentou a meu lado.
Tânia – Rodrigo, tu não gostas de mim como dizes. O… - Não conseguia estar ali ouvi-la a dizer aquilo. Então interrompi-a.
Rodrigo – Cala a boca. Cê não sabe do que fala. – Disse levantando-me e gritando que nem um louco.
Tânia – Primeiro, não me mandas calar e segundo eu sei bem do que falo porque não te dei razões nenhumas para te apaixonares por mim. – Gritou também, agora estávamos frente e frente.
Rodrigo – Eu mando calar que eu quiser.
Tânia – Tu mandas calar aquelas que mal te conhecem, abrem logo as penas. Essas sim, podes mandar calar. – Gargalhei. – Achas piada?! Então quero ver se também achas piada á minha mão na tua cara.
Rodrigo – Cê vai bater é?
Tânia – Se for preciso vou. Porque não te admito que fales assim comigo.
Rodrigo – Eu falo com você como bem eu entender.
Tânia – Eu não sou daquelas que comes, falas como queres e depois deitas fora.
Rodrigo – Quem disse que cê não é? – Olhei-a. Vi nos seus olhos formarem-se pequenas lágrimas. Tudo por causa das horríveis palavras que tinha dito. Mas porque é que sou tão estúpido? Gosto tanto dela mas ela me consegue tirar do sério e me fazer jogar palavras pela boca fora.
Tânia – Odeio-te! – Deu-me um estalo para depois me empurrar. Agarrei-a para me poder equilibrar mas como sou muito mais forte do que ela, acabei por leva-la comigo e caímos os dois em cima do sofá. Ela por cima e eu por baixo.
Os nossos olhares eram intensos.
O meu olhar era dividido entre os seus olhos e os seus lábios. Uma vontade abrasadora de a beijar se apoderou de mim. Não fiz por menos e beijei-a. Beijo, esse que foi totalmente correspondido por ela, aliás foi ela que o intensificou, onde as nossas línguas exploravam a boca um do outro.
Sem nunca quebrar o beijo me tentei pôr por cima mas como o sofá era bem estreito acabamos por cair no chão. Desta vez ela por baixo. Pensei que ela se tinha aleijado mas como ela não se queixou não me preocupei.
Senti a sua mão por baixo da minha camisola e o meu auto-controlo desapareceu totalmente. Rapidamente ela me tirou a camisola com a minha ajuda, parei de a beijar e comecei a distribuir beijos entre o seu maxilar, pescoço e decote visto que ainda tinha a sua blusa vestida.
Coloquei a minha mão por baixo da sua blusa. Assim que a pus houve um “choque” entra nós, o que me retirar a mão.
Enquanto nos beijávamos voltei a colocar a mão debaixo de sua camisola e agora retirei-a de uma só vez. E pela primeira vez pude visualizar um pouco das suas curvas.
Deixei de beijar seus lábios para voltar a beijar o seu maxilar, o seu pescoço e agora para beijar a sua barriga também. Fiz o percurso de volta para os seus lábios. Enquanto eu distribuía os beijos, ela ia soltando pequenos gemidos
Estava sendo um sonho estar assim com ela. Mas como tudo o que é bom acaba fomos interrompidos pelo som de um telemóvel. Não era o meu portanto só podia ser o dela. Mas o dela tinha caído no mar. Será que tinha comprado um novo?
Ao início ignoramos mas estavam a insistir tanto que interrompemos o que estávamos a fazer para ela poder atender a chamada.
A conversa foi rápida e assim que terminou, ela se começou a vestir.
Rodrigo – Onde cê vai?
Tânia – Vou-me embora.
Não me deu tempo para responder mais e foi-se embora. Levantei-me, dei um chuto no sofá e depois passei a mão pela cara.Peguei na t-shirt, vesti-a e me sentei no sofá.Estava fulo por ela se ter ido embora assim. Ela com tão pouco conseguia deixar-me louco.


(Tânia)
Assim que o meu telemóvel tocou fez-me acordar daquele transe e fazer perceber que não queria fazer aquilo. Paramos com o que estávamos a fazer e fui atender o telemóvel rapidamente.
Era a minha mãe a dizer-me que tinha que ir rapidamente para casa e assim o fiz. Ele ainda tentou reclamar mas não teve sucesso.
Apanhei o autocarro que passava perto de casa e rapidamente cheguei. Abri a porta de casa e dirigi-me para a sala.
Não podia acreditar no que via.
O que é que a Tânia terá visto?
 
Olá!
Espero que gostem e comentem! Vi que capitulo anterior tive muito poucos o que me deixou um pouco desiludida. Queria-vos perguntar uma coisa em relação á outra fic. Eu e a minha colega estamos a criar outra fic. Mas está está a ficar mais organizada do que a “The Fucking Road”. Preferem que encerremos a “The Fucking Road” e comecemos com a outra, e sendo assim postaremos com mais regularidade ou preferem que continuemos com a “The Fucking Road” e comecemos com a outra e assim postaremos com menos regularidade. Os vossos comentários ajudaram e muito para esta decisão.
Bjs Tânia