sábado, 18 de agosto de 2012

12º Capítulo –“ Sabia que vinhas”


Tânia

Tânia – O que é que se passou com o Flávio?
Cláudia – Ele teve um acidente de carro. Está internado no Hospital da Luz.
Não ouvi mais nada. Peguei nas minhas coisas e apanhei o primeiro táxi que me apareceu á frente. Durante o caminho perguntei-me se estaria a fazer o correcto. Ir visitá-lo ao hospital. A minha cabeça dizia para não ir mas o meu coração dizia para seguir em frente e ir visitá-lo.
Não lhe queria dar falsas esperanças. Quero mentalizar-me que já não gosto. Não posso nem quero. Ele já me fez sofrer o suficiente. É obvio que sinto aquele carinho especial por ele. Mas não quero sentir mais do que isso. Nunca mais.
Despertei dos meus pensamentos quando o senhor me chamou dizendo que já tínhamos chegado ao destino. Paguei e saí em direcção ao hospital.
Entrei e dirigi-me à secretária para logo a seguir perguntar pelo Flávio. Disseram-me que ainda não era a hora das visitas e que teria de espera pelo menos uma hora. E assim o fiz.
Sentei-me num banco da sala de espera e coloquei os fones. Estava perdida nos pensamentos quando dou conta que me estavam a ligar. Olhei para o visor e vi que era a Madalena. Já sabia que quando lhe dissesse que estava no hospital me daria na cabeça e com razão mas acho que o meu coração naquele momento falou mais alto. Atendi a chamada.
Inicio da ligação

Madalena – Tânia Vanessa diz-me que não estás no hospital?
Tânia – Não estou no hospital.
Madalena – Eu estou a falar a sério. O que foste p’ra ai fazer?
Tânia – Vim visitá-lo.
Madalena – Mas tu és parva ou fazes-te? Depois de tudo o que ele te fez ainda o vais visitar?
Tânia – Madalena, poupa-me.
Madalena – Não Tânia. Poupa-me tu. Onde está aquela Tânia que há uns dias me disse que queria esquecer o Flávio. Que era o melhor.
Tânia –Não sei. – Olhei para o relógio e vi que estava na hora da visita. – Olha vou ter que desligar.
Madalena – É que nem te atrevas a desli….
Fim da ligação

Entrei no quarto e quando o fiz reparei que ele ainda estava a dormir. Sentei-me na cadeira que existia a seu lado e pousei a minha mãe em cima da dele. Fiquei por breves minutos a fazer-lhe festas na mão.
Flávio – Sabia que vinhas.
Tânia – Vim porque me preocupo contigo.
Flávio – Não só. Vieste porque ainda me amas.
Tânia – Isso não é verdade.
Flávio – Ai não?
Tânia – Não.
Flávio – Então porque é que vieste?
Tânia – Já te disse preocupação.
Flávio – Mentiras atrás de mentiras.
Tânia – Não são mentiras.
Flávio – São sim. Eu amo-te. Diz-me olhos nos olhos que não me amas.
Tânia – Flávio, eu não vou dizer isso porque provavelmente é mentira. – Ele sorriu vitorioso. – Mas vou fazer os possíveis para fazer com que o amor que sinto por ti passe a ser só amizade.
Flávio – Não digas isso. Lembra-te dos momentos bons que passamos juntos. Isso já não significa nada para ti?
Tânia – Claro que significa. Mas lembra-te que também tivemos momentos maus e um deles ditou o fim do nosso namoro.
Flávio – Então se significou porque é que estás a fazer isso?
Tânia – Porque é o melhor para os dois.
Flávio – Não digas isso. – Pequenas lágrimas escorreram pelo seu rosto e ao ver isso o meu coração minguou.
Tânia – Tenho de ir. Fica bem. – Dei-lhe um beijo na testa e dirigi-me para a porta. Mas ao colocar a mão da maçaneta ele chama-me.
Flávio – Tânia, espera.
Tânia – O que foi?
Flávio – Dá-me um beijo.
Tânia – O quê?
Flávio – Dá-me um último beijo.
Tânia – Adeus Flávio. – E sai do quarto.
Flávio

Estava a caminho da escola, estava a passar num cruzamento e vi que podia continuar visto que do outro lado não vinha de lá nenhum carro. Continuei, só que do nada aparece um carro do outro lado e embate com tanta força no meu que acaba por captar.
 
Car-accident-hits-motorcycle

Só me lembro de ver um monte de gente a meu redor e a chegada do INEM.
Acordei já estava instalado num quarto do hospital com os meus pais a meu lado. Pude ver os sorrisos de alívio que se formaram nas suas caras.
Pouco tempo depois chegaram os médicos que me levaram do quarto para fazer mais exames. Quando os acabei de fazer já eram quase oito da noite. Jantei e rapidamente adormeci.
***
Acordei e não podia a creditar no que via. A Tânia ali sentada a mexer-me na mão. Sorri interiormente. Ela ao estar ali deu-me certezas que ainda me ama. Trocamos algumas palavras. Palavras, essas que me fizeram ficar de rastos.
Quando ela se ia embora pedi-lhe que me desse um beijo. O último beijo. Beijo, que ela negou e saiu.
Lembrei-me que tinha uma foto dela na minha carteira. Tirei-a e fiquei a admirar aquela foto.
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Tinha sido tirada por mim. Lembro-me como ela gostava de fazer caretas para as fotos e nesta apanhei de surpresa mas ficou linda.
A coisa que não me saia do pensamento é que ela me quer esquecer.
Será que é o fim da nossa história?
 
Olá!
Primeiro peço desculpa pela a minha ausência, tive de férias e não consegui escrever nada. E ainda tenho de pôr a leitura em dia das fic que acompanho.
Segundo queria agradecer pelos comentários no último capitulo, significa muito para mim saber que estão a gostar. Quanto à sondagem fiquei igualmente feliz por saber que gostam da história. Também vou ter especial atenção ao voto que diz para mudar o rumo da história.
Espero que gostem deste capítulo.
Bjs Tânia

5 comentários:

  1. uUu xD
    Agora estou ansisosa (ainda mais) para saber como é que a Tânia vai ficar de amores...
    E onde fica o Rodrigo e o Gaitán no meio desta história :P

    Beijo

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  2. fantastico...

    quero mais... tou super curiosa para ver o proximo...

    continua...

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  3. Que maravilha de Fic.. muitos parabéns, continua assim...

    se não fosse pedir muito, há poucos dias iniciei a minha fic e gostaria que me ajudasses a divulgar...

    http://romance-e-amor.blogspot.pt

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  4. Já tinha saudades de um capitulo teu! Adorei, como sempre!
    Beijinhos*

    Mónica

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